05:19

Continuando na neura da colorização digital.
Errar é humano. Continuar errando é mais humano ainda.
05:01

Digital painting.
Co-autoria de Eduarda – minha filha de seis meses que estava no meu colo dando orientação técnica.
Até logo!
Coisa que não curto é entrar num site e ver que ele não é atualizado há um tempão e nenhuma informação a respeito do seu abandono. Eu mesmo já fiz isso – logo que criei este site, deixei-o à sorte, sem nunca publicar nada nele, por mais de ano. Bom. Dessa vez não vai ser assim.
Uma das minhas mais felizes idéias que já tive foi a de retornar a desenhar depois de velho. Quando fiz 10 Centavos prometi (a mim mesmo) fazer umas dez ou quinze páginas por ano. Acabei fazendo mais quando retornei com Muertos (estou livre dessa, graças ao bom Deus) e não quis largar o osso. Viciei. Mas é hora de dar um tempo. Tentei levar o quanto pude, mas não adianta eu me enganar… tudo anda meio tumultuado e não tenho como levar isso aqui adiante. Há meses não publico uma HQ online com mais páginas e não existe perspectiva alguma que isso mude dentro em breve.
Abomino a idéia de deixar este site largado à sorte, mas é a vida. Espero que não seja definitivo. Posso voltar mês que vem. Ou no próximo ano. Ou nunca. Vou colocar um aviso da hibernação deste endereço aos incautos. Já mudei prum servidor baratinho e… se um dia eu tiver saco, faço o site rodar como rodava antes. Mas é mais provável que ele vá pro espaço mais dia, menos dia.
Agradeço a todos os visitantes deste período. 99% caiu aqui sem querer, mas sou eternamente grato aos 1%, que acompanharam meu trabalho, xingaram, comentaram e aos poucos – e bons : D, que o aprovaram. Vou sentir falta de todos vocês.
Obrigado a todos e…
Vencedores HQ Mix 2009
Yap. Saiu a lista.
Tenho e li TUDO (de autoria nacional) que foi pré-indicado neste ano e tenho certeza que todos os votantes compartilham comigo este conhecimento – posso então afirmar sem dúvida alguma que os merecedores levaram a tão desejada estatueta. Hm. Droga. Não tenho o Aú Capoeirista, Macaco Albino, Gatipos, a Samba e boa parte da (Publicação de) tiras e cartuns.
Hm. Quanto a Muertos, no dia que soube da (pré-) seleção apostei (uma garrafa de uísque) com meu irmão que o Laudo levava essa. Já expliquei aqui porquê. Pena eu não ter essas previsões certeiras na megasena… Este tipo de premiação é um carinho: você (aquele que ganha) deve continuar trabalhando, está no caminho certo.
Aos ganhadores, meus parabéns pela Mirza.
Já eu… terei de me contentar com o Johnnie.
Gueto
187.000.000 = 100% (população brasileira)
18.700.000 = 10% (a grande São Paulo)
1.870.000 = 1% (cidade de Curitiba)
187.000 = 0,1% (leitores da turma da mônica)
18.700 = 0,01% (provavelmente a maior venda de gibis não-humor nem infantil)
1.870 = 0,001% (o máximo que um autor brasileiro vende em um ano)
975 = 0,0005% (tiragem de zines auto-publicados – mas nunca vendidos)
Bom… quando você (se) perguntar por que não existe mercado brasileiro de HQs… quando você acha que é grande coisa sendo um (pseudo) autor importante de quadrinhos nacionais…
Bueno… lembre-se destes números.
Caiu na rede…
- Os melhores desenhistas e escritores do país, decidiram se (re)unir para tentar a sorte no estrangeiro: Inkshot – a nata dos quadrinhos brasileiros.
- Belíssimo trabalho de Pedro Franz com a história em quadrinhos Promessas de amor a desconhecidos enquanto espero o fim do mundo. Aliás… vale a pena também dar uma olhada geral no blog do projeto.
- Os passarinhos, de Estevão Ribeiro.
- Vicente Cardoso nos apresenta sua webcomic Gangue Zero.
- Compre a HQ Katita – de Anita Costa Prado, leve uma pen drive.
- Neste site vemos algumas HQs online de Victor Freundt (e Bruno Bispo). Os mesmos da série SEIS que continua firme e forte.
- Aprenda a fazer ilustração digital com o Akira Sanoki.
- Tenho que aprender a fazer ilustrações sem objetivo como o Fernando Torelly.
Linques
- O mercado brasileiro de quadrinhos não é uma estrada de tijolos amarelos.
- Galo Costa, do Rai (Raimundo Guimarães de Cerqueira Júnior)
- Lagarto Negro criado por Gabriel Rocha agora apresentado por Lucasi.
- Diogo Salles nos trás 10 palavrões 1 livro didático e ninguém no governo.
- Emerson Valera e seu novo Crash – O Cemitério Maldito.
- Pablo Mayer (de vez em quando) diariamente.
- Azul Líquido. Por Lehgau-Z Quarvalho.
- Mostra Mundial de Quadrinhos.
- Quadrinhos e história. Roubada (quase) certa.
- Marco A. História para Homens e Mushiba Velhote.
- Blademaster de César Casaes.
- Pros Orkuteiros: Vilson André Moreira Gonçalves e sua Lóg.
Desleal
Eu particularmente me sinto mal ao pintar meus quadrinhos. É loucura minha, eu sei, eu sei.
Não adianta. Cor muda tudo. Acho meio esquisito. Com certeza a imensa maioria discorda, eu sei, eu sei.
Ao menos tenho uma ou outra página minha em PB para aprender a colorir.
Ahn… esta página é a desta HQ.
Malditooooooooooooo!
…ok. Eu sempre ouvi falar do Corel Painter. Mas nunca me animei muito em usá-lo (com aquela interface assustadora).

Né que é legal?
Só tem um pequeno detalhe: não roda na minha máquina.
Matriz • Preâmbulo
Tenho um monstro na minha frente. Ele me encara há meio ano, quieto e ameaçador como qualquer monstro realmente perigoso. Esperando pelo bote certeiro. Fatal.
Não tenho como fugir dele.
O monstro é obviamente uma história. Um conto escrito pela minha mãe, a meu pedido.
Sem entrar em detalhes, o conto usa como alicerce uma passagem da (nossa) história brasileira.
Apesar de tê-lo solicitado, não gosto de HQs que usam este artifício: história (do Brasil). Os resultados pelos quais cruzei são enfadonhos, na imensa maioria. É difícil ser imparcial. É difícil ser universal.
Quadrinhos brasileiros que li, quando utilizam fundamentos históricos, tendem a ser panfletários. Desta ideologia ou daquele grupo. Imprecisos e enganadores, apresentam-se através de um recorte parcial – de uma leitura pessoal que se deseja difundir, como se fossem o definitivo – o passado. Vestindo a intimidadora pele de aconteceu assim, é verdade, isso é história, acabam por levar seus leitores ao erro, à ignorância – que será perpetrada por estes. Esta mentira, ou no máximo uma realidade selecionada, é um perigo. Uma recrutadora de mais pequenas verdades e grandes mentiras. Pior ainda são histórias em quadrinhos didáticas – neutras e superficiais. Chatas. Tem muito disso sendo produzido no país – de olho nas licitações e compras do governo. Pobre país… o que fazemos (ou deixamos fazer) dele! Sem falar nos quadrinhos, que podem ficar estigmatizados como suporte narrativo leviano – tolo e raso, pelas novas gerações de leitores surgidos das escolas.
Outro grande perigo é o bairrismo. Ou regionalismo, para ser politicamente correto. Não me identifico com quadrinhos de cangaceiros, por exemplo. Não em sua maioria. E acredito que o pessoal do norte e nordeste não deva se identificar com os pampas gaúchos, também. Acho muito chato essas HQs pregadoras de que o país é a Amazônia ou a Caatinga. O brasileiro é cordial entre si, mas não vejo em nós uma identidade unificadora muito maior que nossa língua. Elencar uma parte do país para contar uma história em quadrinhos é se isolar do todo. De nós mesmos.
Um trabalho que considero ímpar neste sentido é Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil. Claro que a história é mais urbana, mais contemporânea e isso ajuda. Mas vejo uma neutralidade invejável considerando tudo que escrevi: o livro não pesou mais para este lado (político) ou aquele. Não caiu na armadilha de ser regional (e podia muito bem ter sido). E se não fora perfeitamente preciso é porque se preocupou em contar os dramas de suas personagens. E não contar a história da história (…). É um bom modelo para se iniciar um trabalho que tem como estopim o nosso passado.
O conto está ali. Parado. Tenho medo de enfrentá-lo, pois facilmente ele me engoliria.















