No hay camino, se hace camino al andar
Ontem fui no lançamento do Powertrio aqui em Santa Maria.
Achei engraçado por duas razões.
Engraçado acontecer uma coisas destas por aqui (no fim-do-mundo). E porque quando fui a São Paulo deixar minhas cópias de Muertos por lá, o pessoal do Powertrio também lançava sua edição no mesmo dia.
Antes da venda das edições no Santa Maria Shopping, teve uma palestra com seus criadores, Rafael Albuquerque, Eduardo Medeiros e Mateus Santolouco. Eu não fui na palestra (só na churrascada depois). Devem ter falado de sua história e de seus sonhos. Alguns deles desenha(ra)m para editoras de quadrinhos do mercado norte-americano, e ao contrário do que algum incauto possa pensar, acho isto louvável.
Louvável porque desenhar pros estaites não é moleza. É preciso disciplina, uma força de vontade inabalável e um cuidado técnico exaustivo. Enfim, é preciso muito trabalho (à beira do escravizante, mas muito bem recompensado). E pouca conversinha.
Acho que falta isso ao mercado nacional. Menos trelêlê e mais mão-na-massa. Não é fácil o que vejo de gente criticando os outros (eu, inclusive?) e, como verdadeiros messias, apontando o caminho da salvação. Fizeram algum trabalho na vida (olha eu aqui) e se acham os caras. Todos mostram a direção (eu de novo?), porém poucos – ou quase ninguém, andam por esta trilha. Salvar o mundo? O mundo não precisa ser salvo.
Mas ele pode ser mudado. Com trabalho. E não com donos-da-verdade e seus blábláblá.
Não olhe prá mim, sou café-com-leite. E cara de pau.













