Apático
Interessante voltar a escrever aqui.
(Aprendi – desde cedo, que, quando alguém diz que algo é interessante pode ser qualquer coisa – menos interessante).
Interessante a apatia que me toma.
Não tenho interesse algum sobre quadrinhos. Ou quase qualquer coisa. Enfim.
É interessante como nos jogamos a desconhecidos com a finalidade de REconhecimento.
E, no fim, nem isso se consegue. HQ no Brasil? Não há leitores nem para o Batman, coitado. Imagina o resto. Eisner com tiragem de cinco mil e encalhando? Bagaceiro dizendo que já vendeu mais que o dobro disso e ganhando prêmio? Mauríco de Souza ovacionado (dono de pastelaria que, a pau e corda, credita seu autores-robôs no expediente)? Psst. Elogios para todos os lados. Tem que ter muito amigo/gente-que-quer-também-produzir. Mas leitor que é bom… Comecei a ler HQ com o MSP também – e, com certeza, é uma indústria que funciona e que pouco se pode criticar. MAS é uma empresa defendendo o seu – and just that. Também vejo pretensas ceblebridades digitais que se rodeiam de amigos que também almejam ser ‘conhecidos do meio HQ brasileira’. Não me dá desgosto, nojo ou mesmo (o que deveria) vergonha alheia. Apenas desinteresse. Um bando de desenho/história/HQ chata bajulado por gente ‘descolada’ esperando que também, um dia, seja bajulada. Gente ‘do movimento’. Muitas aspas. Pouco conteúdo. Não vejo em blogs, fóruns, twitters e orkuts da vida o pessoal escrevendo: “que legal aquilo lá, leiam”. Aliás, até vejo… mas depois tu descobre que é cupincha do tal ‘autor’. É autor retwittando um mísero apoio comprometido. Tsk.
Estranho ter um blog na internet. Tantas vozes dizendo o que está certo e o que está errado (estou incluso nessa?), quando não se há certeza de coisa alguma. Tanta gente dizendo quem é o culpado (estou incluso nessa?), onde não há crime. Procurando e apontando salvação (estou incluso nessa?) quando sequer há danação. Bom mesmo são os que trabalham pro estrangeiro – não falam nada, até porque representam o que fazem pelo país. Hilário os malas-contra-HQ-brasileira – gente que queria fazer, mas não tem capacidade alguma prá isso, mas inveja suficiente prá ter um blog (estou incluso nessa?).
Mas não se engane: há bons e honestos trabalhos aí fora. E genuinante brasileiros, por incrível que pareça. Tem editora que ou tem muita sorte ou está fazendo o dever de casa. Não dou o nome as cobras pelo simples fato que, ainda que os leia, também sou fanzineiro e aí minha opinião se torna ainda mais escrota e sem validade que a tua. Então, deixa estar.
Aos que entram por aqui buscando informação sem sequer possuir interesse, paciência ou mesmo capacidade de leitura, meus sinceros vai se foder. Aos amigos, estou vivo e feliz, obrigado.
A vida continua. Fora da internet, acredite se quiser. E ainda nela (internet ou vida afora) talvez eu não tenha nada a dizer. Talvez já tenha dito. Talvez nunca diga nada. Melhor é o silêncio.
Apenas meu ego não deixa que delete este blog. Mas estamos dialogando. Enquanto isso, escrevo este tipo de texto prá te trazer ao meu inferno. Seja bem-vindo.
Meus prá têm acento. Interessantíssimo, como já disse.
Pelo direito de ser amador
Uma febre recente que se espalha por orkuts, twitters, blogs e fóruns internet afora é a de falar mal do quadrinho nacional. Até sites especializados começam a destilar um pouco sobre o assunto. É até compreensível. Ultimamente tem havido uma avalanche de publicações nacionais e de sites com seus criadores pedindo por um pouco de atenção. Nada mais nornal que uma reação a isso.
Malham mesmo. Com fervor e sem pudor. Então é o caso de ir às bancas para avaliar se as HQs são tão ruins quanto comentadas.
Epa.
Não existe NENHUMA publicação brasileira (que não seja humor ou infantil) em bancas. Então, peraí… o que estão tão fervorosamente criticando ?
Fanzines. Ou os atualmente ditos ‘independentes’. Publicações sem âmbitos profissionais e comerciais. Sério. A que ponto chegamos.
Suas justificativas são semelhantes (assim como os insultos gratuitos): o de melhorar o cenário nacional. Que cenário? Sinceramente me pergunto como podem chegar a tal conclusão detonando o trabalho alheio da forma que o fazem. Obviamente é somente para chamar atenção “me leiam, eu existo”. Outro ponto engraçado que merece registro é que estes ‘criticos’ nunca falam das obras publicadas no Brasil – os livros de quadrinhos. Provavelmente por medo de ir contra peixe grande, as editoras (normalmente quem critica também quer publicar e não corre o risco de se queimar).
Escrevem de tudo: que seus autores são responsáveis pela inexistência de mercado, que não aceitam críticas, que seus trabalhos são porcos, não buscam aperfeiçoamento, que falta originalidade, que são covardes… ou seja, tudo o que se esperar de um profissional.
Esclareço: um profissional é aquele que possui ofício rotineiro e é remunerado para isso. Já o amador, faz… por paixão. Por gostar tanto de HQ que, nas horas vagas (sim, porque ele não ganha um centavo com isso – ele tem outro emprego para se sustentar), produz seu desenhinho, seus quadrinhos. É um passatempo. Um hobby. Faz quando pode, do melhor jeito que dá.
Mas até disso reclamam: que hoje todo mundo faz quadrinhos no Brasil por hobby. Novamente, nada mais esperado: ninguém ganha porcaria nenhuma fazendo HQ por estas bandas – esperar o que? Uma enxurrada de trabalhos com qualidade ímpar? Eu fico tão puto com tamanha falta de discernimento (e educação) que até criei um resumão:
O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…esquecem que os criticados são fanzines!!! Revistas sem finalidades comerciais que não ambicionam mais que a diversão de seus autores! Não vêem diferença alguma numa revista impressa no fundo do quintal com um gibi do Batman!!!O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…esquecem que NÃO EXISTEM revistas profissionais em bancas para serem criticadas! No máximo livros de quadrinhos que objetivam narrativas mais autorais.O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…comparam obras internacionais, bem remuneradas a autores nacionais que jamais são pagos (por editoras!) e que, por isso, não têm como se sustentar de HQ e se aprimorar no ofício dos quadrinhos.O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…pedem qualificação do artista, quando na verdade, são necessários meses/anos de exercício diário para isso – e para que? Vai trabalhar aonde? Prá ganhar quanto? Por quanto tempo? Vai viver de quê neste período de exercício?O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…os críticos são OUTROS FANZINEIROS FRUSTRADOS, que possuem um trabalho absolutamente sem relevância como o dos criticados. E que fazem exatamente tudo que falam para não fazerem.
Normalmente quem faz curso de desenho, se aperfeiçoa, ambiciona trabalhar no exterior – raro são os que possuem tempo/grana para isso e ficam por aqui, produzindo seus trabalhos, sem ganhar nada. Por amor. Ou seja: eles não produzem fanzines nem HQs – fazem desenho, querem viver disso e como ninguém paga nada por aqui, vão trabalhar fora. Estamos num país muito, muito podre – é natural esta escolha. Acho que alguns leitores de histórias em quadrinhos (hoje, um produto de luxo, para poucos) acham que estão no primeiro mundo, onde todo mundo pode pagar as contas fazendo o que quer.
Claro que todos gostariam de publicar. Todos querem ser elogiados, premiados e reconhecidos. Suas histórias e desenhos são suas paixões. Em que mundo esses detratores vivem? Não no humano, com certeza.
Gosto de jogar futebol nas quartas-feiras, depois do trabalho. Tenho a obrigação de me tornar um profissional por causa disso? Ou parar de jogar com os amigos porque não sou tão bom ou não desejo me tornar um profissional?
Já tiraram qualquer possibilidade de um autor nacional se sustentar com quadrinhos neste país. Não deixe que tirem também o prazer de podermos ao menos brincar um pouco com as HQs.
Viva la résistance!
Decifra-me ou não te leio
Eu tenho uma quantidade de acessos absurda. Ao menos para a média de sites de quadrinhos. Eu acho, ao menos. Não – não é um milhão por dia. Eu sou apenas um babaca desconhecido. Agradeço a todos que visitam o babaca desconhecido que vos escreve.
Abri este site prá publicar 10 Centavos online. E abandonei. Voltei (mais de ano depois?) com Muertos. Depois de Muertos o site alcançou uma quantidade de visitantes diários que anteriormente só alcançava em 3, 4 meses.
Com Nada a Perder, está sendo maior ainda a visitação. Não confunda visitas com pageview/páginas visitadas/hits. Pesquise no Google para saber qual a diferença. É capaz de dobrar a quantidade de visitantes com a HQ do sr. A. Moraes (mérito do sr. Moraes).
Hum. E daí? Quero me exibir? Cadê os números? Onde estão as provas?
Do início. Fiz 10 Centavos e Muertos por passatempo. Diversão. Queria ser visto por mais gente que as versões impressas permitiriam, claro, e por isso fiz o site – mas a realidade que me trazia ao chão, apontava que não seria muito mais que isso. E, em Muertos, até que foi. Antes que me joguem pedras sobre exibimento, quem não quer ser notado sequer fala. Ou escreve. E muito menos desenha.
Todavia, lentamente, comecei a levar a sério a parada. E o primeiro ponto destoante que percebi foi a quantidade de comentários a cada página publicada. Ok, o Google Analytics (uso 3 sistemas de estatísticas diferentes – sou um doente, eu sei) me avisa quantas pessoas vieram, prá onde foram e por quanto tempo ficaram – ele até compara com sites de perfis semelhantes. Está tudo um mar de rosas segundo o Google.
Mas e os comentários?
A quantidade de comentários não batem com a quantidade de acessos e tempo que o leitor fica aqui pelo site – e mais uma vez, agradeço a você por isso. Não, não espero que escrevam: “você é ótimo”, “é o melhor trabalho que já li” ou megalomanias do tipo. Mas percebi a falta do “li”, do “ok”, do “legal saber que seu trabalho existe” (é uma bela duma porcaria, mas existe). Ou mesmo as pedradas – “que porcaria”, “nunca vi algo tão ruim” etc para manter um determinado verniz social. Pessoal, vocês podem não gostar de detrminado trabalho, mas expor suas opniões em baixo calão é se rebaixar mais que o trabalho porco que você odiou.
Fui olhar à volta.
Vejo que muito do que é publicado por aí – impresso ou digital, é feito no amor, na paixão. Inclua-me aqui. E como tal, encontram outros enamorados que acabam por se juntar em tamanha paixão não-correspondida. E daí pululam os comentários nos fotologs, blogs e sites da vida: “ótimo”, “fantástico”, “você é o cara”. O pessoal que comenta são outros ‘produtores’ (escritores, desenhistas, editores etc). E mais que amigos, são seus parceiros na produção – no fim, estes são responsáveis por boa parte do cara continuar trabalhando feito um camelo, sem ganhar nada, fazendo suas histórias em quadrinhos por puro prazer. Tenho absoluta certeza que todos estes colegas que comentam não são apenas lembrados, mas também estão na preces diárias de cada “dono de um site”. Estão nas minhas preces, ao menos.
Mas… e o ‘apenas leitor’? Aquele que não produz HQ e acabou no seu site, para ler seu trabalho? Onde estão seu comentários de “primeirão”? Eu mesmo pouco comento em sites alheios, então não espero que façam diferente de mim. Mas este tipo de comentário é importante se você começa a levar a coisa a sério. Eu não levo – mas algo em meu espírito começa a principiar o contrário. O ‘apenas leitor’ possui peso fundamental. Se não há comentários de vocês (ou deles – agora me confundi) significa que você (ou eu, no caso) está no caminho errado. Porque nem o trabalho de dizer que estava ruim, seu leitor quis escrever no site, post etc.
E aí – você está nos quadrinhos por ego ou por alcançar leitores do seu trabalho? Leitores das histórias que você conta. Em quadrinhos.
Bom, seja qual for meu caminho, obviamente estou no errado.
Fotologs
Fotologs são fantásticos – são um meio de contato entre o artista e sua produção. Com uma apresentação, navegação um pouco diferente de blogs e sites (se me é permitido fazer esta distinção), percebi também como o pessoal de fotolog é unido, e a participação é assombrosa em comentários e mensagens. Segue uma singela lista – até porque eles são centenas, de links que dei uma bizoiada. Vamos de 20 em 20 para não dar aquela canseira…
- Alan Yago
- Alex Genaro
- Alex Mir
- BAR
- Bené Nascimento
- Diogo.t.c
- Estúdio Rascunho
- Fred Macêdo
- Geraldo Borges
- Gil Mendes
- Lagarto Negro
- Laudo
- Lene Chaves
- Lorde Lobo
- Luiz Eduardo_Luga
- Marcos Gratão
- Nel Angeiras
- Ricardo Santos
- Sebastião Seabra
- Universo Ran
Alguém mais? Querendo link ou algum tipo de espaço é só entrar em contato.
Prá finalizar, atualizei Muertos como prometido. Até semana que vem. Ou antes. ; )














