Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Daniel Pereira dos Santos


Trófeu HQ Mix 2009

Caraca. Uma boa notícia a todo aquele fanzineiro que não mora em capital nem possui um networking digno de nota. Apesar do zé mané aqui não conhecer ninguém e morar no raio que o parta, 20 quilômetros depois que Judas perdeu as botas, estou na lista indicada do Troféu HQ Mix deste ano. Publicação Independente Especial. Quem diria que eu e meu irmão iríamos tão longe. Se nós conseguimos, com certeza, você fará melhor. Nunca desista. Nunca se renda.

Boa sorte a todos nós (se nós levarmos, prometo nunca mais mentir na minha vida) e parabéns aos vencedores. Segue a lista de pré-indicados (os quais não há obrigatoriedade de voto – vale ressaltar).

Desenhista Nacional

Desenhista Estrangeiro

Roteirista Nacional

Roteirista Estrangeiro

  • Alan Moore (“Promethea” – Pixel)
  • Ai Yazawa (“Nana” – JBC)
  • Brian Wood (“DMZ” – Panini; “Local” – Devir)
  • Charles Burns (“Black Hole” – Conrad)
  • David B. (“Epiléptico” – Conrad)
  • Geoff Johns (“Lanterna Verde”; “JSA” – Panini)
  • Grant Morrison (“Grandes Astros Superman” – Panini)

Desenhista Revelação

Roteirista Revelação


Ilustrador Nacional

Tira Nacional

Web Quadrinhos

Publicação Infanto-Juvenil

Publicação de Clássico

Publicação de Humor

Publicação Mix

Publicação Erótica

Publicação de Aventura/Terror/ Ficção

Edição Especial Nacional

Edição Especial Estrangeira

Publicação Independente de Autor

Publicação Independente de Grupo

Publicação Independente Especial

Publicação de Tiras

Publicação de Charges

Publicação de Cartuns

Livro Teórico

Projeto Editorial

Adaptação para Outro Veículo

  • Aline (tevê)
  • Batman – O Cavaleiro das Trevas (cinema)
  • O Caderno da Morte – Death Note (teatro)
  • A Noite dos Palhaços Mudos (teatro)
  • Homem de Ferro (cinema)
  • Persépolis (cinema)
  • Hellboy II – O Exército Dourado (cinema)

Adaptação para os Quadrinhos

Mídia sobre Quadrinhos

Editora do ano

E se não levar, paro de fazer quadrinhos. Huehuehue.

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Troféu HQMIX

Hojé é o dia da entrega do HQMIX – como li outro dia, “o Oscar dos quadrinhos brasileiros”. Estaria mais prá Eisner, mas a analogia vai me servir para este texto. Outro dia expunha sobre esta premiação, advindo de uma pseudo conversa com o senhor Jerônimo Souza. Ele tinha discordâncias em alguns pontos e eu o convenci que o concurso era legítimo e justo. Bem, mudei de idéia. Enquanto ele que era ‘contra’ (pero no mucho) o prêmio, está em São Paulo (não, ele não levou nada também), eu que era a favor estou aqui, em Santa Maria.

Entenda, acredito que o HQ Mix – ao menos neste ano que acompanhei de perto, foi o prêmio mais organizado, divulgado e abrangente que já vi no país. Fez o melhor compêndio que já vi sobre o que foi publicado no ano passado – até 10 Centavos estava lá. Também acho bárbaro a questão da votação ser fechada através de gente convidada – segundo eles, cerca de dois mil votantes. Todavia levanto aqui pontos relevantes para que a premiação tenha uma disputa ainda mais acirrada, justa e legítima.

Não quero nem polêmica nem encher o saco – pois nesta crítica já exponho inclusive propostas sobre como (e o que) poderia ser melhorado – ou seja, é uma opinião honesta, com a melhor das intenções de fazer com que este já reconhecido prêmio tenha ainda mais valor e retorno a todos seus participantes. Foco estas sugestões obviamente no mercado nacional e os independentes. Não sou de forma alguma contra premiar um escritor ou desenhista estrangeiro, mas se ainda não percebeste, escrevo neste site sobre o que é de criação/produção nacional e – graças a conjuntura, independente.

Os pontos são dois e são simples:

  1. Você sabe em quem está votando?
    É engraçado, mas não acredito que a imensa maioria das pessoas que votam, conheçam todos os concorrentes. Chamam de Oscar, mas os que votam no Oscar conhecem os filmes envolvidos, até porque são praticamente obrigados a isto. Por que diabos acham que um concurso sério – na área que for, tem de ser diferente? Eu sei é humanamente impossível conhecer e/ou adquirir tudo. Mas acho que poderia se inverter da média de conhecimento dos votantes de 20% das obras existentes para 80%. Fácil, fácil. Como? Internet. Tenho a absoluta certeza que todos envolvidos que concorrem aos prêmios, colocariam na internet de bom grado – e gratuitamente, seu trabalho para que os votantes tomassem conhecimento dos mesmos. Ou seja – um pequeno e simples sistema que permitiria o artista carregar seu trabalho e onde o votante teria acesso ao mesmo, na faixa, para avaliar os projetos existentes daquele ano. Fácil, rápido, indolor. Querendo, até ajudo a montar o sistema – sério!
  2. Quem vigia os vigilantes?
    Para dar legitimidade a determinado concurso, é necessário transparência aos indicados. Achei soberba a lista dos ‘pré-selecionados’. Completa e minuciosa. Agora o que ninguém me explicou é como chegaram na última meia dúzia (7?) de concorrentes finais ’sugeridos’ (qualquer um poderia ser votado – inclusive os pré-selecionados). Com uma lista de votantes com “mais de dois mil profissionais da área das artes gráficas em todo o Brasil”, é incompreensível que determinado grupo – pequeno, sugira quem pode ser votado… dá margem a muita coisa esta lista ‘aconselhada’. Inclusive os que montam estes indicados sofrem – acredito, do ponto anterior. Vejo como ideal, uma votação em dois turnos – como uma velha, boa e democrática eleição. A meia dúzia (são sete!) mais votada, vai para o ’segundo turno’. Se apenas metade dos 2 mil votantes participasse, já era um bom negócio. Trabalheira? Imagina o Oscar então – que são centenas de filmes e cada um com uma hora e meia de duração…

Não creio que isto gere qualquer coisa, mas coloquei meus 10 Centavos (infâme…) na fogueira. Minha intenção aqui – reforço, não é incomodar, mas sim de contribuir para que tenhamos premiações cada vez mais disputadas, transparentes e com maior alcance à população – que é o interesse de todos.

Ganhadores do HQ Mix 2008

Não olhem prá mim, eu nem tava concorrendo. 10 Centavos não entrou, mas até entendo porquê. Eu não existo. Nem este site existe. Cuidado. Você também pode não existir. Huehuehue. Acho a premiação bastante justa e legítima, apesar de ainda me perguntar como seus votantes escolheram a maioria do ganhadores, só posso desejar meus mais sinceros (e invejosos) parabéns ao vencedores do 20º Trófeu HQ mix.

Segue a lista (o Quarto Mundo matou a pau):

  • Desenhista Nacional: Spacca (D. João Carioca)
  • Desenhista Estrangeiro: John Cassaday (Planetary)
  • Roteirista Nacional: Wander Antunes (O corno que sabia demais, A boa sorte de Solano Dominguez)
  • Roteirista Estrangeiro: Alan Moore (Lost Girls)
  • Desenhista Revelação: Jozz (Zine Royale)
  • Roteirista Revelação: Cadu Simões (Homem-Grilo, Nova Hélade, Garagem Hermética)
  • Chargista: Angeli (Folha de S. Paulo)
  • Caricaturista: Baptistão (O Estado de S.Paulo)
  • Cartunista: Allan Sieber
  • Ilustrador: Kako
  • Ilustrador de livro infantil: Daniel Bueno (Fernando Sabino na sala de aula, da Panda Books)
  • Publicação Infantil: As tiras clássicas da Turma da Mônica (Panini)
  • Publicação de Clássico: Um contrato com Deus e outras histórias de cortiço (Devir)
  • Publicação de Humor: Piratas do Tietê – A saga completa (Devir)
  • Publicação Mix: Pixel Magazine
  • Publicação de Terror: Black Hole (Conrad)
  • Publicação Erótica: Lost Girls (Devir)
  • Revista de Aventura: Lobo Solitário (Panini)
  • Publicação de Tiras: O mundo é mágico – As aventuras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson (Conrad)
  • Edição Especial Nacional: Laertevisão (Conrad)
  • Edição Especial Estrangeira: Persépolis Completo (Companhia das Letras)
  • Minissérie: Fábulas – 1001 Noites (Pixel)
  • Publicação sobre Quadrinhos: Mundo dos Super-heróis (Europa)
  • Publicação Independente de Autor: Menino Caranguejo # 1
  • Publicação Independente de Grupo: Quadrinhópole # 4
  • Publicação Independente Especial: O Relógio Insano
  • Publicação Independente de Bolso: Juke Box # 4
  • Projeto Gráfico: Laertevisão (Conrad)
  • Álbum de Aventura: 300 de Esparta (Devir)
  • Publicação de Charges: Urubu, de Henfil (Desiderata)
  • Publicação de Cartuns: Assim rasteja a humanidade, de Allan Sieber (Desiderata)
  • Livro Teórico: Desenhando Quadrinhos, de Scott McCloud (M. Books)
  • Tira Nacional: Níquel Náusea, de Fernando Gonsales
  • Projeto Editorial: Laertevisão (Conrad)
  • Animação: Turma da Mônica – Uma aventura no tempo, de Maurício de Sousa
  • Exposição: Ziraldo – O eterno Menino Maluquinho, no Salão Carioca, no Rio de Janeiro/RJ
  • Evento: 5° FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos
  • Salão e Festival: IX Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco
  • Adaptação para outro veículo: 300
  • Web Quadrinhos: Malvados – André Dahmer
  • Site sobre Quadrinhos: HQ MixUniverso HQ
  • Blog sobre Quadrinhos: Blog dos Quadrinhos
  • Blog / Flog de artista gráfico: Rafael Grampá
  • Site de Autor: José Aguiar
  • Articulista de Quadrinhos: Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos)
  • Editora do ano: Pixel

HQ Mix Os prêmios listados abaixo foram indicados pela comissão organizadora.

  • Publicação de Caricaturas: É mentira, Chico?, de Ziraldo (Editora Resultado)
  • Grande Contribuição: Borba Gata, de Luiz Gê, que pintou uma HQ sobre uma manequim de vitrine; o coletivo de quadrinhistas independentes 4º Mundo e o utilíssimo Guia do Ilustrador, de Ricardo Antunes, que pode ser baixado gratuitamente na internet
  • Grande Mestre: Yppe Nakashima, Fernando Ikoma, Paulo Fukue, Roberto Fukue e Minami Keizi (é a primeira vez que o troféu homenageia cinco artistas de uma só vez, todos são de origem japonesa – Julio Shimamoto e Cláudio Seto já foram laureados anteriormente)
  • Homenagem: Ivan Reis, pelo reconhecimento ao trabalho realizado no mercado norte-americano de super-heróis (foi eleito, inclusive, o melhor desenhista do ano, pela Wizard)
  • Tese de Graduação: Na Bodega, Colóquio Ilustrado, de Gil Tókio, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
  • Tese de Mestrado: O desenho moderno de Saul Steinberg: obra e contexto, de Daniel Bueno, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
  • Tese de Doutorado: O fato gráfico – O humor gráfico como gênero jornalístico, de Jorge Arbach, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

- Fonte: Universo HQ