Decifra-me ou não te leio
Eu tenho uma quantidade de acessos absurda. Ao menos para a média de sites de quadrinhos. Eu acho, ao menos. Não – não é um milhão por dia. Eu sou apenas um babaca desconhecido. Agradeço a todos que visitam o babaca desconhecido que vos escreve.
Abri este site prá publicar 10 Centavos online. E abandonei. Voltei (mais de ano depois?) com Muertos. Depois de Muertos o site alcançou uma quantidade de visitantes diários que anteriormente só alcançava em 3, 4 meses.
Com Nada a Perder, está sendo maior ainda a visitação. Não confunda visitas com pageview/páginas visitadas/hits. Pesquise no Google para saber qual a diferença. É capaz de dobrar a quantidade de visitantes com a HQ do sr. A. Moraes (mérito do sr. Moraes).
Hum. E daí? Quero me exibir? Cadê os números? Onde estão as provas?
Do início. Fiz 10 Centavos e Muertos por passatempo. Diversão. Queria ser visto por mais gente que as versões impressas permitiriam, claro, e por isso fiz o site – mas a realidade que me trazia ao chão, apontava que não seria muito mais que isso. E, em Muertos, até que foi. Antes que me joguem pedras sobre exibimento, quem não quer ser notado sequer fala. Ou escreve. E muito menos desenha.
Todavia, lentamente, comecei a levar a sério a parada. E o primeiro ponto destoante que percebi foi a quantidade de comentários a cada página publicada. Ok, o Google Analytics (uso 3 sistemas de estatísticas diferentes – sou um doente, eu sei) me avisa quantas pessoas vieram, prá onde foram e por quanto tempo ficaram – ele até compara com sites de perfis semelhantes. Está tudo um mar de rosas segundo o Google.
Mas e os comentários?
A quantidade de comentários não batem com a quantidade de acessos e tempo que o leitor fica aqui pelo site – e mais uma vez, agradeço a você por isso. Não, não espero que escrevam: “você é ótimo”, “é o melhor trabalho que já li” ou megalomanias do tipo. Mas percebi a falta do “li”, do “ok”, do “legal saber que seu trabalho existe” (é uma bela duma porcaria, mas existe). Ou mesmo as pedradas – “que porcaria”, “nunca vi algo tão ruim” etc para manter um determinado verniz social. Pessoal, vocês podem não gostar de detrminado trabalho, mas expor suas opniões em baixo calão é se rebaixar mais que o trabalho porco que você odiou.
Fui olhar à volta.
Vejo que muito do que é publicado por aí – impresso ou digital, é feito no amor, na paixão. Inclua-me aqui. E como tal, encontram outros enamorados que acabam por se juntar em tamanha paixão não-correspondida. E daí pululam os comentários nos fotologs, blogs e sites da vida: “ótimo”, “fantástico”, “você é o cara”. O pessoal que comenta são outros ‘produtores’ (escritores, desenhistas, editores etc). E mais que amigos, são seus parceiros na produção – no fim, estes são responsáveis por boa parte do cara continuar trabalhando feito um camelo, sem ganhar nada, fazendo suas histórias em quadrinhos por puro prazer. Tenho absoluta certeza que todos estes colegas que comentam não são apenas lembrados, mas também estão na preces diárias de cada “dono de um site”. Estão nas minhas preces, ao menos.
Mas… e o ‘apenas leitor’? Aquele que não produz HQ e acabou no seu site, para ler seu trabalho? Onde estão seu comentários de “primeirão”? Eu mesmo pouco comento em sites alheios, então não espero que façam diferente de mim. Mas este tipo de comentário é importante se você começa a levar a coisa a sério. Eu não levo – mas algo em meu espírito começa a principiar o contrário. O ‘apenas leitor’ possui peso fundamental. Se não há comentários de vocês (ou deles – agora me confundi) significa que você (ou eu, no caso) está no caminho errado. Porque nem o trabalho de dizer que estava ruim, seu leitor quis escrever no site, post etc.
E aí – você está nos quadrinhos por ego ou por alcançar leitores do seu trabalho? Leitores das histórias que você conta. Em quadrinhos.
Bom, seja qual for meu caminho, obviamente estou no errado.
F.D.P. – Se não morrer ninguém não é notícia
F.D.P. – Se não morrer ninguém não é notícia | Janeiro de 2008 | 28 páginas | 15cm x 25cm | capa e miolo colorido
Mais uma que adquiri no Bodega. Ao pegar um exemplar de F.D.P. você já sente a diferença. Com papel couché de alta gramatura, chega a assustar de tão surpreendente é o acabamento desta edição. Segue release:
F.D.P., é uma série que conta as aventuras de Fernando Drummond Pessoa, um jornalista que faz o tipo anti-herói que vive em busca de matérias, mas que acaba sempre se metendo em confusões de outro mundo.
As aventuras se passam em São Paulo nos dias atuais.
Seu nome é FERNANDO DRUMMOND PESSOA, uma homenagem óbvia ao poeta português. Mas ele não gosta muito de seu nome. acha que foi uma grande sacanagem que o seu pai fez com ele.
Mas quem é esse Fernando afinal de contas ? Fernando é um repórter cínico, cara de pau, malandro, sem-vergonha, adora encher a cara (Principalmente de vodka) e é fã incondicinal de Elvis Presley. Obviamente Fernando não possui poderes, apenas a capacidade de irritar os outros.
Mas, apesar de não ter poderes, Fernando está sempre se envolvendo em aventuras fora do normal e já enfrentou bandidos com poderes paranormais, demônios, viciados com força sobre-humana e, até mesmo, um exército de clones. Apesar do que possa parecer, ele não é mais um personagem cômico, com histórias beirando ao non-sense. Elas estão mais puxadas para a linha vertigo. Eu costumo dizer que é uma espécie de CHARLES BUKOWSKI COM ARQUIVO X. Mas, obviamente, não tem nada a ver com nenhuma das duas.
Personagens coadjuvantes: Diana Santos, Fabrício, Brandão, Cap. Josué.
A revista tem 28 páginas TOTALMENTE COLORIDAS, papel couchê brilho LD 170g (Capa) e 150 g (Miolo), tamanho 17 x 25 cm, e conta as desventuras de um réporter politicamente incorreto que enfrenta , nesta primeira aventura, agiotas, ladrões de banco paranormais e uma ressaca desgraçada.
É ação, suspense, diversão, palavrões, assassinato e mutilações que vão lhe envolver do início ao fim. Para ler uma prévia com as cinco primeiras páginas da revista, procure a seção HQS ON LINE no menu acima.
Para saber um pouco mais sobre o personagem e ver uma galeria de fanarts com grandes desenhistas como: Allan Goldman, Gerson Witte, Luciano Félix, Lorde Lobo, Will, Téo Pinheiro e outros, Clique em PERSONAGENS no menu acima e depois na imagem do F.D.P.
Compre sua edição (e bota edição nisso) no Bodega.














