Havia a escuridão…
Dr. Crack: trabalho memorável dos senhores Mércio e Barbosa. Realmente uma pena que ele não tenha tido maior visibilidade – adorava os arcos desta história em quadrinhos.
Lembro que até fiz uma versão apócrifa desta HQ. Que ficou onde devia: na gaveta.
Tenho algumas deste tipo. Deve ser um distúrbio de personalidade. Deu até vontade de desenhar em PB de novo e risquei o que ilustra o post.
Hora de voltar para as sombras.
Caiu na rede…
- Os melhores desenhistas e escritores do país, decidiram se (re)unir para tentar a sorte no estrangeiro: Inkshot – a nata dos quadrinhos brasileiros.
- Belíssimo trabalho de Pedro Franz com a história em quadrinhos Promessas de amor a desconhecidos enquanto espero o fim do mundo. Aliás… vale a pena também dar uma olhada geral no blog do projeto.
- Os passarinhos, de Estevão Ribeiro.
- Vicente Cardoso nos apresenta sua webcomic Gangue Zero.
- Compre a HQ Katita – de Anita Costa Prado, leve uma pen drive.
- Neste site vemos algumas HQs online de Victor Freundt (e Bruno Bispo). Os mesmos da série SEIS que continua firme e forte.
- Aprenda a fazer ilustração digital com o Akira Sanoki.
- Tenho que aprender a fazer ilustrações sem objetivo como o Fernando Torelly.
Portão 6

Só pode ser praga. E é com o Oggh! Eu sempre travo num texto dele (foi a mesma coisa com esse aqui)! Terceira versão da mesma página. Vamos ver se eu me agrado dessa vez – em 10 Centavos a terceira versão é a que foi impressa. De repente tem a ver com a 3ª vez que eu faço a mesma coisa… Bueno. Nessa aqui fui prum lado mais de ilustração para literatura infantil. Tava planejando isso puma HQ futura, mas depois das conversas com Gus Morais decidi aplicá-la aqui. O negócio é virar ilustrador de livro infantil! Bueno. Até daqui um mês. Espero que já com a segunda página. E que eu não leve seis anos para terminar esta história em quadrinhos…
Acompanhe as atualizações destes quadrinhos por aqui.
Matriz • Preâmbulo
Tenho um monstro na minha frente. Ele me encara há meio ano, quieto e ameaçador como qualquer monstro realmente perigoso. Esperando pelo bote certeiro. Fatal.
Não tenho como fugir dele.
O monstro é obviamente uma história. Um conto escrito pela minha mãe, a meu pedido.
Sem entrar em detalhes, o conto usa como alicerce uma passagem da (nossa) história brasileira.
Apesar de tê-lo solicitado, não gosto de HQs que usam este artifício: história (do Brasil). Os resultados pelos quais cruzei são enfadonhos, na imensa maioria. É difícil ser imparcial. É difícil ser universal.
Quadrinhos brasileiros que li, quando utilizam fundamentos históricos, tendem a ser panfletários. Desta ideologia ou daquele grupo. Imprecisos e enganadores, apresentam-se através de um recorte parcial – de uma leitura pessoal que se deseja difundir, como se fossem o definitivo – o passado. Vestindo a intimidadora pele de aconteceu assim, é verdade, isso é história, acabam por levar seus leitores ao erro, à ignorância – que será perpetrada por estes. Esta mentira, ou no máximo uma realidade selecionada, é um perigo. Uma recrutadora de mais pequenas verdades e grandes mentiras. Pior ainda são histórias em quadrinhos didáticas – neutras e superficiais. Chatas. Tem muito disso sendo produzido no país – de olho nas licitações e compras do governo. Pobre país… o que fazemos (ou deixamos fazer) dele! Sem falar nos quadrinhos, que podem ficar estigmatizados como suporte narrativo leviano – tolo e raso, pelas novas gerações de leitores surgidos das escolas.
Outro grande perigo é o bairrismo. Ou regionalismo, para ser politicamente correto. Não me identifico com quadrinhos de cangaceiros, por exemplo. Não em sua maioria. E acredito que o pessoal do norte e nordeste não deva se identificar com os pampas gaúchos, também. Acho muito chato essas HQs pregadoras de que o país é a Amazônia ou a Caatinga. O brasileiro é cordial entre si, mas não vejo em nós uma identidade unificadora muito maior que nossa língua. Elencar uma parte do país para contar uma história em quadrinhos é se isolar do todo. De nós mesmos.
Um trabalho que considero ímpar neste sentido é Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil. Claro que a história é mais urbana, mais contemporânea e isso ajuda. Mas vejo uma neutralidade invejável considerando tudo que escrevi: o livro não pesou mais para este lado (político) ou aquele. Não caiu na armadilha de ser regional (e podia muito bem ter sido). E se não fora perfeitamente preciso é porque se preocupou em contar os dramas de suas personagens. E não contar a história da história (…). É um bom modelo para se iniciar um trabalho que tem como estopim o nosso passado.
O conto está ali. Parado. Tenho medo de enfrentá-lo, pois facilmente ele me engoliria.
Um Imbecil Decidido

Praticamente uma HQ autobiográfica.
Agradeço a César Miranda, pela presteza e liberdade em adaptar o conto original.
Um pouco sobre esta história em quadrinhos aqui.
Um longo inverno
Oficialmente começa na terceira semana deste mês, mas aqui tá um frio de renguear cusco. E já estou hibernando. A coisa anda meio complicada e não tenho previsão de voltar a fazer qualquer coisa, mas enquanto isso…
- Marcos Caldas: Desapropriação da TERRA e Fardo – Abrindo as cabeças
- Samantha Flôor abomina quando erram seu nome, colocando um agá onde não existe agá. Mas seu trabalho está hacima desthas coisahs.
- Em busca de roteiros online? Pues. Já tive minha cota na caça de argumentos publicados na rede. Até lancei no fórum dos quadrinhistasindependentesdoquartomundo a questão. Resultou o site do sr. Alex Moletta, e no blog Roteiros de Quadrinhos, (gerenciado?) pelo sr. Gian Danton.
- Será que aprovariam Sinfest para o ensino básico? Acho tão delicado e meigo.
- Antonio Eder é um cara de poucas palavras.
- HQ Sobreviventes do Caos de Célio Luigi.
- A Verdade é uma penetra incoveniente.
- As Aventuras Aventurescas dos Aventureiros Vol. I. Com um nome destes não tem como dar errado. De Edvanio Pontes.
- Ricardo Fonseca e Rafael Costa adaptam contos de Daniel Galera. É muito legal você cruzar por adaptações de contos online que você já leu. Tiroteio, Natureza Morta e Subconsciente.
- Alexandro Nagado nos trás uma história em quadrinhos a partir do texto de Nick Farewell.
- Aliás… Nick Farewell também está em Terra – de Mário César.
- Beck Art Quadrinhos. De Marcus Beckenkamp.
- Agora sei porque o Gaú virou Quintanilha. Ele nunca foi Gaú.
- Eduardo Manzano apresenta seu Portal Quadrinhos. Achei legal a entrevista com Emir Ribeiro. Não acompanho o trabalho dele (heróis não é comigo), mas a entrevista foi legal.
- Falando em super-heróis, comprei Solar. Absolutamente surpreendente a qualidade deste trabalho. Parabéns a Wellington Srbek, Rubens Lima e Dênio Takahashi. Entretanto o trabalho sofre de algo que considero perigoso no mundo independente: continuidade. Espero o mais brevemente possível o segundo número da edição.
- E prá finalizar, José Valcir, intermediado por Jota Silvestre, apresenta uma visão muito boa sobre o mundo a nossa volta.
Hora de voltar para caverna. Me acordem na primavera, por favor.
Nada a dizer
Por mais incrível que pareça, a história em quadrinhos online Nada a Perder foi atualizada.
Praticamente um baluarte dos quadrinhos nacionais!
(Esta foi ótima!)
Hã… era isso.
Turma do Ique – IX
Eis a conclusão.
Uma última curiosidade: a história em quadrinhos Turma do Ique fora planejada toda em preto e branco. Não havia dinheiro para imprimir no papel que fora feito, nem no formato ou quantidade de páginas e muito menos a cores. O patrocínio levantado com empresas para desenvolvimento desta HQ educativa cobriu metade (Ou um terço? Não lembro.) do que seria necessário para fazê-la a cores. Insisti tanto em fazê-la colorida que conseguimos o apoio da Gráfica Kunde no montante que faltava. Ela imprimiu o trabalho de forma magestral, como sempre.
Espero que tenham apreciado – pois, apesar de ainda jovem quando a fiz, tenho o maior dos carinhos por ela até hoje. Investi todo meu coração no centro Turma do Ique, dediquei um tempo absurdo no desenvolvimento desta HQ e a produzi da melhor forma possível. Todos envolvidos se dedicaram ao máximo e eu os agradeço por isso.
Obrigado pela oportunidade e feliz Natal.
A quem interessar possa…
Muertos esgotou, todavia vez ou outra perguntam onde comprar esta história em quadrinhos, por e-mail. Não tenho mais nenhuma edição impressa, juro.
Mas não se desespere: você pode adquirí-la na livraria TexBR ou na HQ Mix Livraria, em sampa (cadê o site, Gual?
). Há também edições em poder do Quarto Mundo – então o negócio é entrar em contato com eles.
Mas você pode lê-la inteira como HQ online. De graça.
Aproveitando… a HQ 10 Centavos também não existe mais também na versão impressa – mas tem a webcomic.
E não, não fiz nenhum outro fanzine impresso.
A quem interessar possa, claro.
Turma do Ique – IV
Após algumas dezenas de horas de reunião, fiquei encarregado de adaptar uma história tendo todas as premissas que foram levantadas. Este é um dos grandes desafios deste trabalho: como fazer uma HQ didática sem torná-la morosa a um jovem leitor? Entre escolhas difíceis de contar uma história delicada, junto a apresentar muitos termos e situações, optei por algo desde o início: Ique descobriria sua doença, mas não trataria dela no decorrer da HQ.
Outra grande complexidade do trabalho é que ela é uma HQ em vetor. Uma história em quadrinhos toda desenhada no Corel Draw.
Próxima atualização: assine as atualizações daqui, aqui ou aqui e saiba quando sair a próxima página.















