Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Silêncio, por favor.


Caiu na rede…

Portão 6

Portão 6

Só pode ser praga. E é com o Oggh! Eu sempre travo num texto dele (foi a mesma coisa com esse aqui)! Terceira versão da mesma página. Vamos ver se eu me agrado dessa vez – em 10 Centavos a terceira versão é a que foi impressa. De repente tem a ver com a 3ª vez que eu faço a mesma coisa… Bueno. Nessa aqui fui prum lado mais de ilustração para literatura infantil. Tava planejando isso puma HQ futura, mas depois das conversas com Gus Morais decidi aplicá-la aqui. O negócio é virar ilustrador de livro infantil! Bueno. Até daqui um mês. Espero que já com a segunda página. E que eu não leve seis anos para terminar esta história em quadrinhos…

Acompanhe as atualizações destes quadrinhos por aqui.

Matriz • Preâmbulo

Tenho um monstro na minha frente. Ele me encara há meio ano, quieto e ameaçador como qualquer monstro realmente perigoso. Esperando pelo bote certeiro. Fatal.

Não tenho como fugir dele.

O monstro é obviamente uma história. Um conto escrito pela minha mãe, a meu pedido.

Sem entrar em detalhes, o conto usa como alicerce uma passagem da (nossa) história brasileira.

Apesar de tê-lo solicitado, não gosto de HQs que usam este artifício: história (do Brasil). Os resultados pelos quais cruzei são enfadonhos, na imensa maioria. É difícil ser imparcial. É difícil ser universal.

Quadrinhos brasileiros que li, quando utilizam fundamentos históricos, tendem a ser panfletários. Desta ideologia ou daquele grupo. Imprecisos e enganadores, apresentam-se através de um recorte parcial – de uma leitura pessoal que se deseja difundir, como se fossem o definitivo – o passado. Vestindo a intimidadora pele de aconteceu assim, é verdade, isso é história, acabam por levar seus leitores ao erro, à ignorância – que será perpetrada por estes. Esta mentira, ou no máximo uma realidade selecionada, é um perigo. Uma recrutadora de mais pequenas verdades e grandes mentiras. Pior ainda são histórias em quadrinhos didáticas – neutras e superficiais. Chatas. Tem muito disso sendo produzido no país – de olho nas licitações e compras do governo. Pobre país… o que fazemos (ou deixamos fazer) dele! Sem falar nos quadrinhos, que podem ficar estigmatizados como suporte narrativo leviano – tolo e raso, pelas novas gerações de leitores surgidos das escolas.

Outro grande perigo é o bairrismo. Ou regionalismo, para ser politicamente correto. Não me identifico com quadrinhos de cangaceiros, por exemplo. Não em sua maioria. E acredito que o pessoal do norte e nordeste não deva se identificar com os pampas gaúchos, também. Acho muito chato essas HQs pregadoras de que o país é a Amazônia ou a Caatinga. O brasileiro é cordial entre si, mas não vejo em nós uma identidade unificadora muito maior que nossa língua. Elencar uma parte do país para contar uma história em quadrinhos é se isolar do todo. De nós mesmos.

Um trabalho que considero ímpar neste sentido é Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil. Claro que a história é mais urbana, mais contemporânea e isso ajuda. Mas vejo uma neutralidade invejável considerando tudo que escrevi: o livro não pesou mais para este lado (político) ou aquele. Não caiu na armadilha de ser regional (e podia muito bem ter sido). E se não fora perfeitamente preciso é porque se preocupou em contar os dramas de suas personagens. E não contar a história da história (…). É um bom modelo para se iniciar um trabalho que tem como estopim o nosso passado.

O conto está ali. Parado. Tenho medo de enfrentá-lo, pois facilmente ele me engoliria.

Um Imbecil Decidido

Um Imbecil Decidido

Praticamente uma HQ autobiográfica.

Agradeço a César Miranda, pela presteza e liberdade em adaptar o conto original.

Um pouco sobre esta história em quadrinhos aqui.

Um longo inverno

Oficialmente começa na terceira semana deste mês, mas aqui tá um frio de renguear cusco. E já estou hibernando. A coisa anda meio complicada e não tenho previsão de voltar a fazer qualquer coisa, mas enquanto isso…

Hora de voltar para caverna. Me acordem na primavera, por favor.

Nada a dizer

Por mais incrível que pareça, a história em quadrinhos online Nada a Perder foi atualizada.

Praticamente um baluarte dos quadrinhos nacionais!

(Esta foi ótima!)

Hã… era isso.

Turma do Ique – IX

Eis a conclusão.

Uma última curiosidade: a história em quadrinhos Turma do Ique fora planejada toda em preto e branco. Não havia dinheiro para imprimir no papel que fora feito, nem no formato ou quantidade de páginas e muito menos a cores. O patrocínio levantado com empresas para desenvolvimento desta HQ educativa cobriu metade (Ou um terço? Não lembro.) do que seria necessário para fazê-la a cores. Insisti tanto em fazê-la colorida que conseguimos o apoio da Gráfica Kunde no montante que faltava. Ela imprimiu o trabalho de forma magestral, como sempre.

Espero que tenham apreciado – pois, apesar de ainda jovem quando a fiz, tenho o maior dos carinhos por ela até hoje. Investi todo meu coração no centro Turma do Ique, dediquei um tempo absurdo no desenvolvimento desta HQ e a produzi da melhor forma possível. Todos envolvidos se dedicaram ao máximo e eu os agradeço por isso.

Obrigado pela oportunidade e feliz Natal.

A quem interessar possa…

Muertos esgotou, todavia vez ou outra perguntam onde comprar esta história em quadrinhos, por e-mail. Não tenho mais nenhuma edição impressa, juro.

Mas não se desespere: você pode adquirí-la na livraria TexBR ou na HQ Mix Livraria, em sampa (cadê o site, Gual? :D ). Há também edições em poder do Quarto Mundo – então o negócio é entrar em contato com eles.

Mas você pode lê-la inteira como HQ online. De graça.

Aproveitando… a HQ 10 Centavos também não existe mais também na versão impressa – mas tem a webcomic.

E não, não fiz nenhum outro fanzine impresso.

A quem interessar possa, claro.

Turma do Ique – IV

Após algumas dezenas de horas de reunião, fiquei encarregado de adaptar uma história tendo todas as premissas que foram levantadas. Este é um dos grandes desafios deste trabalho: como fazer uma HQ didática sem torná-la morosa a um jovem leitor? Entre escolhas difíceis de contar uma história delicada, junto a apresentar muitos termos e situações, optei por algo desde o início: Ique descobriria sua doença, mas não trataria dela no decorrer da HQ.

Outra grande complexidade do trabalho é que ela é uma HQ em vetor. Uma história em quadrinhos toda desenhada no Corel Draw.

Próxima atualização: assine as atualizações daqui, aqui ou aqui e saiba quando sair a próxima página.

Turma do Ique – I

Download: baixe a versão CBR para seu computador

A Turma do Ique é um centro de convivência que apóia a criança e o adolescente em tratamento contra o câncer. Uma iniciativa da universidade federal daqui, a UFSM (Santa Maria, RS), que existe desde o início da década de noventa. Era 1999 quando o a equipe responsável pelo centro entrou em contato com o curso de Desenho Industrial, em busca de desenhista, a fim de reformular uma espécie de manual que eles tinham feito anos antes. O ‘manual’, era uma história em quadrinhos, que era dado a crianças que sofriam de leucemia ou alguma espécie de câncer e começariam seu tratamento pelo centro. Tinham o objetivo didático de apresentar os principais termos e situações que teriam de enfrentar a partir de então, bem como explicar – de forma sucinta e educacional voltada para os muito jovens, o que era a doença que elas possuiam. HQ e educação. Educação através dos quadrinhos – existe idéia melhor?

Por fim fui escolhido como o ilustrador desta HQ institucional.

Conheçam a Turma do Ique.

Próxima atualização: assine as atualizações daqui, aqui ou aqui e saiba quando sair a próxima página.

Imagem vetor