Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Daniel Pereira dos Santos

História de Ninar

3 exposições sagazes e comedidas

História de Ninar

Um conto de Jeffrey Whitmore
Adaptado para HQ online por Daniel Pereira dos Santos


Decifra-me ou não te leio

Eu tenho uma quantidade de acessos absurda. Ao menos para a média de sites de quadrinhos. Eu acho, ao menos. Não – não é um milhão por dia. Eu sou apenas um babaca desconhecido. Agradeço a todos que visitam o babaca desconhecido que vos escreve.

Abri este site prá publicar 10 Centavos online. E abandonei. Voltei (mais de ano depois?) com Muertos. Depois de Muertos o site alcançou uma quantidade de visitantes diários que anteriormente só alcançava em 3, 4 meses.

Com Nada a Perder, está sendo maior ainda a visitação. Não confunda visitas com pageview/páginas visitadas/hits. Pesquise no Google para saber qual a diferença. É capaz de dobrar a quantidade de visitantes com a HQ do sr. A. Moraes (mérito do sr. Moraes).

Hum. E daí? Quero me exibir? Cadê os números? Onde estão as provas?

Do início. Fiz 10 Centavos e Muertos por passatempo. Diversão. Queria ser visto por mais gente que as versões impressas permitiriam, claro, e por isso fiz o site – mas a realidade que me trazia ao chão, apontava que não seria muito mais que isso. E, em Muertos, até que foi. Antes que me joguem pedras sobre exibimento, quem não quer ser notado sequer fala. Ou escreve. E muito menos desenha.

Todavia, lentamente, comecei a levar a sério a parada. E o primeiro ponto destoante que percebi foi a quantidade de comentários a cada página publicada. Ok, o Google Analytics (uso 3 sistemas de estatísticas diferentes – sou um doente, eu sei) me avisa quantas pessoas vieram, prá onde foram e por quanto tempo ficaram – ele até compara com sites de perfis semelhantes. Está tudo um mar de rosas segundo o Google.

Mas e os comentários?

A quantidade de comentários não batem com a quantidade de acessos e tempo que o leitor fica aqui pelo site – e mais uma vez, agradeço a você por isso. Não, não espero que escrevam: “você é ótimo”, “é o melhor trabalho que já li” ou megalomanias do tipo. Mas percebi a falta do “li”, do “ok”, do “legal saber que seu trabalho existe” (é uma bela duma porcaria, mas existe). Ou mesmo as pedradas – “que porcaria”, “nunca vi algo tão ruim” etc para manter um determinado verniz social. Pessoal, vocês podem não gostar de detrminado trabalho, mas expor suas opniões em baixo calão é se rebaixar mais que o trabalho porco que você odiou.

Fui olhar à volta.

Vejo que muito do que é publicado por aí – impresso ou digital, é feito no amor, na paixão. Inclua-me aqui. E como tal, encontram outros enamorados que acabam por se juntar em tamanha paixão não-correspondida. E daí pululam os comentários nos fotologs, blogs e sites da vida: “ótimo”, “fantástico”, “você é o cara”. O pessoal que comenta são outros ‘produtores’ (escritores, desenhistas, editores etc). E mais que amigos, são seus parceiros na produção – no fim, estes são responsáveis por boa parte do cara continuar trabalhando feito um camelo, sem ganhar nada, fazendo suas histórias em quadrinhos por puro prazer. Tenho absoluta certeza que todos estes colegas que comentam não são apenas lembrados, mas também estão na preces diárias de cada “dono de um site”. Estão nas minhas preces, ao menos.

Mas… e o ‘apenas leitor’? Aquele que não produz HQ e acabou no seu site, para ler seu trabalho? Onde estão seu comentários de “primeirão”? Eu mesmo pouco comento em sites alheios, então não espero que façam diferente de mim. Mas este tipo de comentário é importante se você começa a levar a coisa a sério. Eu não levo – mas algo em meu espírito começa a principiar o contrário. O ‘apenas leitor’ possui peso fundamental. Se não há comentários de vocês (ou deles – agora me confundi) significa que você (ou eu, no caso) está no caminho errado. Porque nem o trabalho de dizer que estava ruim, seu leitor quis escrever no site, post etc.

E aí – você está nos quadrinhos por ego ou por alcançar leitores do seu trabalho? Leitores das histórias que você conta. Em quadrinhos.

Bom, seja qual for meu caminho, obviamente estou no errado.

Cidade Fantasma

Na onda do mote de escritores versus desenhistas, publico mais uma HQ gratuita online dos velhos tempos.

Já falei com alguns escritores sobre o tema e inclusive o sr. A. Moraes publicou em seu diário virtual algo sobre o assunto. A questão de roteiros para HQs. Sempre digo que me assusta aqueles textos todos descritos, quadro a quadro, da narrativa de uma história em quadrinhos. E sempre fugi disso que que nem o Zé do Caixão da cruz. Hm. Zé do Caixão não foge da cruz, desdenha-a. Enfim, todos os meu trabalhos sempre foram baseados em contos. Gostava de terminada história e decidia desenhá-la. Entrava em contato com o escritor para ver a possibilidade de tornar o conto em quadrinhos e – na secura de desenhistas dispostos no mercado que é até hoje, nenhum autor jamais se recusou. Se arrependiam mais tarde, é verdade, mas aí já era.

Das HQs atualmente publicadas Muertos, Dez centavos, Abrace-me, Sétimo filho, Save the Wolves – apenas Pandora figura em seu argumento original com uma descrição minuciosa que acontecia no decorrer do enredo. As outras histórias fui eu, desenhista calhorda com ampla liberdade, que coordenei o que acontecia. Nunca pedi para um roteirista um texto. Meses atrás fiz minha primeira tentativa de ‘texto solicitado’- logo com Gian Danton. Desastre. Acho que tive uma pancreatite, falha nos rins e fígado por causa disso. Mas volto a esta história mais no futuro.

Texto do sr. Renato Rosatii. Desenhos do mestre (doutor, PhD… sei lá… esse cara só fica tirando titulação..) Volnei Matté: a agora webcomic Cidade Fantasma.

Avenida

Avenida #01 e #02 | Março e Julho de 2007 | 32 páginas | 17cm x 25cm | capa colorida e miolo preto & branco

André, Rui e Wellington.

Três amigos. Gostam de quadrinhos e decidem fazer uma revista. O que fazer, como fazer? Qual abordagem?

Acho que fora este o ponto de partida do independente Avenida. Ou ainda como a primeira edição apresenta:

Seja bem-vindo a Avenida. Seria um lugar comum se não fosse os acontecimentos e histórias que o tempo deixou para trás, as pessoas que nela vêm e vão diariamente, os segredos e mistérios guardados atrás de cada parede e em cada esquina.

Há mais de quinze anos atrás, meu irmão – Alexandre, entrou no “ramo de fanzines”. Acabei indo junto. E lá se foram o Informativo Perry Rhodan, (não lembro o nome do meu outro zine, acho que era) Fã Zine e Caos. As coisas eram simples, porém mais trabalhosas na edição de um exemplar. Tinha um doisoitomeia, era tudo na base de redução de xerox e as cópias não ultrapassavam trinta ou cinquenta cópias. Hm. Acho que o IPR passou disso.

Hoje, com a revista independente Avenida, vejo como as coisas mudaram. Mesmo tendo comprado nas últimas semanas mais de dez (apenas dez?) edições independentes, Avenida se destaca também em seu cuidado gráfico. Explica-se: Wellington trabalha no meio da produção gráfica, por mais que ele deva (re)negar isso. Com impressão, papel e design ímpares – Avenida já deixa, de largada, a maioria das edições que se encontra em bancas no chinelo. E pode botar as grandes editoras na lista. Das edições que tenho aqui, é a mais primorosa e requintada no seu acabamento. E isso, senhores, vende.

Sem querer estragar nenhuma surpresa maior, posso adiantar que a proposta da revista é que cada um dos três autores possam contar suas histórias, nos seus próprios estilos, mas que tenham algum entrelaçamento entre suas obras. Achei muito bem sacado e excelentemente resolvido.

Rui Silveira nos apresenta no primeiro número uma introdução da proposta do projeto, em um magestral texto com desenhos muito, muito bem cuidados. No segundo número vem com uma HQ que continua na brincadeira do mote da edição. Achei legal demais. Quando você chega no segundo número você já saca como funciona e é simplesmente divertido e empolgante ler a revista.

Wellington Marçal nos apresenta seu personagem Primo Biu. Os desenhos são muito bons, mas vou ser sincero: não gosto muito de humor. Não sou crítico e apenas exponho neste espaço minha opinião inválida e pessoal. Primo Biu possui excelentes desenhos e uma narrativa rápida e engraçada. Mas no humor eu sou mais daquele sarcástico, politicamente incorreto e mal humorado (ou ainda humor negro, optando chamar desta forma).

André Caliman. Escreve e desenha nos dois números. Virei fã do sr. Caliman. Comprei Quadrinhópole também – ele está lá. Vou falar mais adiante destas edições. Li o Undeadman inteiro (o arco que foi feito ao menos). E estou admirado que como ele escreve bem nas HQs do Avenida, além de seu desenho solto e pessoal. Na minha visão ele consegue se destacar numa edição de primeiro nível que é o Avenida. Apresenta José Silva – uma história em quadrinhos no ritmo policial meio clichezão na medida exata – com direito a suicídios, mortes, máfia, traições e conspirações. Bota f***! Bom demais. Agora… ser história em quadrinhos com final a ser concluído também é f***!

O que me deixa nos nervos é estas histórias com continuação. No fim tive o azar de não conhecer – ou não comprar, o Avenida antes. Mas também sorte porque logo, logo, tem o #3 que poderei adquirir. Agora imagina o pobre leitor que leu a história do José Silva, há um ano atrás e nem sabe o que aconteceu com o coitado. Ele deve odiar profundamente o Caliman por isso. Eu odiaria. Mas entendo que complicaria a proposta e a edição como um todo.

Minha nota não é 10. É 11. Se um leitor não muito acostumado com o quadrinho alternativo, independente, perguntasse qual revista eu indicaria para que começasse a ler este tipo de revista, aconselharia os Avenidas. Fácil.

Então não perca mais tempo.

Se não gostar, pode vir tirar satisfações comigo.

Sábado

Passei o dia bebendo, comendo e lendo os independentes que andei comprando. Falei com Jesus (sim, Jesus existe e eu falo com ele de vez em quando) e comprei dois livros: Local (Brian Wood e Ryan Kelly) e Jonny Double (Brian Azzarello e Eduardo Risso). Passei os olhos pelo Local (ficou esquisita esta frase) e achei legal (rimou). Vou lê-lo com mais calma – há notas e rascunhos sobre as histórias que dão um baita charme à edição.

No Sábado as coisas são meio paradas na internet – domingo é que bomba… Acho que vou lá no fórum do 4º Mundo escrever umas 250 mensagens…

Penitente #1

Penitente #01 | 2007 | 20 páginas | 17cm x 26cm | capa e miolo coloridos

Recebi a revista independente do Penitente (adoro esta rima) que comprei no Bodega – uma loja de quadrinhos independentes, que muito provavelmente só vende gibis de vocês-sabe-quem. Meu amigo… o que dizer do Penitente? Eu tenho muitas, muitas, muuuuuuuuuuuuuitas ressalvas sobre histórias em quadrinhos de super-heróis. Não de heróis brasileiros – de super-heróis de qualquer nacionalidade. Já disse que tenho MUITAS ressalvas? Pois bem.

Penitente vale a pena ser comprada e lida. São duas histórias na revista. O editor-autor-fazedor-de-cafezinho da revista teve um cuidado exemplar na edição. Com direito a introdução, meiquinhófe, apresentação do processo de criação e por fim uma contracapa vendedora. Preocupação com detalhes. Este é um dos fatores do sucesso de um trabalho – divulgação e distribuição são outros.

As histórias são simples e eficientes. Os desenhos são competentes e a colorização está de acordo. Tem uma boa impressão e achei muito adequado o formato e o papel escolhido – lembrou muito as edições da Cedibra da década de 80 (Badger – acho que era o nome). Não conheço muito o mercado de heróis hoje em dia, mas não creio que tenha mudado vertiginosamente em relação ao meu tempo – os desenhos e qualidade de impressão devem ter ido as alturas (assim como o preço), mas não devem ter havido maiores mudanças que isto. Achei que Penitente não deve a nenhum “número um” de qualquer HQ de heróis – seja a nacionalidade ou editora que for. Mesmo as grandes.

O Junior (um cara que trabalha ao meu lado e passa o dia inteiro lendo webcomics e, egoísta como só ele, não me passa um linkezinho) disse que era igual a Spawn (como se escreve isso?). O próprio autor comenta sobre isso. Tenho a Spawn #1 (e só a #1) e – após ler Penitente, apesar do mote ser paralelo, percebe-se claramente as diferenças. Mas só nas histórias seguintes que veremos para onde o escritor/argumentisa vai enveredar. Gostei da idéia do orar pela alma do cara. Vamos ver.

O que vejo de complicado é a continuidade. Este tipo de gibi tem que ter sequência e regularidade. Todo mês edição nova e de fácil acesso ao leitor. O que acredito ser impossível sendo independente e tendo que ter outro trabalho para pagar as contas no final do mês. Uma pena. Parabéns ao Lobo, porque me conquistou e vou comprar a #2, quando sair.

Muitos dos fanzineiros, que fizeram fanzines, e hoje gostam de se chamar independentes, fizeram quadrinhos de heróis. Eu mesmo me encaixo no perfil. Vejo em Penitente um excelente começo que, fosse jovem, gostaria de fazer parte – pois na revista nota-se claramente o vigor juvenil e a força da personagem. É o tipo de projeto que escreveria pro autor dizendo “sou desenhista e queria desenhar uma HQ do Penitente”.

Gostaria de ser jovem novamente.

Enquanto isso, na batcaverna…

  • Já escrevi sobre isto e não gosto de ser repetitivo, mas vocês já leram Brasil com Z e O Homem Morto?
  • Luz, câmera: Avenida! Um mequinhófe da Avenida HQ. Comprei os dois primeiros números no Bodega. Até agora não recebi. Esta semana deve chegar. Tenho que acreditar nisso! Tenho que acreditar nisso! Valeu André Caliman!
  • Você acha que tem humor negro? Nã. Você nem conhece de verdade alguém que tem.
  • Sr. S. me xingou. Disse prá eu parar de chamar de fanzine para começar a chamar de revista. O sr. S. Não está de todo errado, mas ainda não cheguei a um consenso.
  • No caminho tinha um poema
    nunca enquanto eu passarinho
    as pedras atravancam o caminho
    são sempre poemas
    poemas no caminho
    - Boa. Aproveite e tome um café com o sr. Phillipe.
  • O passo-a-passo da Vida de Quadrinhista: passo 1 – o roteiro.
  • O sr. Genaro libera a capa do Suplemento Vaysas.
  • Você conhece o Mário? Masquemario.net? HQs e tiras online.
  • 5.12 China – 11 histórias relativas ao terremoto que matou de chinesinhos, recentemente na China (jura que foi na China?). Não sei se o desenhista é chinês, mas ele mora em Beijing e se chama Coco. Em inglês. Dica do Diego – para olhar a matéria a respeito no Blog dos Quadrinhos que na verdade tirou do Gibizada. E agora está aqui. Agora fiquei confuso. Bom. Algumas histórias bem tristes, outras chegam a ser engraçadas.
  • Falando nisso, que obras de HQ atualmente trabalham sobre a realidade do país ou de sua região? Alguém?
  • Todos sabem que o mundo fanzineiro (tá bom sr. S.), digo, mundo independente sempre foi meio underground. Ou subterrâneo mesmo, como no bom e velho portuguêz. Tu não leu errado.
  • Falando em HQ Mix – o Subterrâneo (fotolog deles) está concorrendo com Publicação Independente de Bolso, aqueles lá estão fazendo propaganda prá um concorrente do Subterrâneo, o fanzine, digo, edição independente Zine Royale (Pô, sr. S. – e agora? Os caras tem zine até no nome!!!).
  • O Laudo e o Omar fora alí, na esquina, no Clube. Esses dois estão em todos os lugares. Devem ter uma RP impressionante.
  • Já escrevi sobre isto e não gosto de ser repetitivo, mas vocês já leram Brasil com Z e O Homem Morto?

Do roteiro

Tirado do ducentésimo mundo – o nome do fórum do Quarto Mundo (que na verdade se chama Quinto Mundo), está havendo uma discussão – a longas e lentas penas, uma discussão sobre o lugar e importância do roteirista em uma História em Quadrinhos. A briga ‘tá bem legal, apesar de lenta, muuuuito lenta. Em um mercado inexistente, num país onde não se lê, é obvio que os desenhistas tenham destaque. Por incrível que pareça, acredito que a internet vai resolver isto. É só aparecer alguém com saco e tempo para decidir publicar uma edição séria (pode ser independente e sem retorno finaceiro, nem por isso deixar de ser séria). E muito teeeeempo. Eu vejo a internet para autores nacionais como alguma coisa muito desorganizada (como o mercado?) e lenta.. Entendo porquê. A minoria tem outro emprego para sobreviver – haja paciência (e tempo E saúde) para trabalhar, fazer HQ e ainda participar da internet. A maioria que tem gás e quer fazer algo, é jovem – não começou a pagar as contas ainda e não chegou a sua maturidade de produção (eu não vou chegar nunca). Querem resultados agora, preferencialmente (como todo jovem) sem muito esforço. Quando têm de pagar suas contas – e alí talvez comecem a realmente fazer algum diferencial (graças à experiência ou idade), abandonam os quadrinhos. Talvez este seja até mesmo o meu caso.

A internet – achismo meu, irá proporcionar o meio termo – irá trazer alguém que dirá: temos espaço para x escritores em histórias de x páginas (idem a desenhistas). E dê-lhe tempo para esperar respostas e decidir quem escolher. Este “editor” tem de ser nazista com os textos, e budista com o tempo das respostas, nazista com os desenhos e budista com os desenhistas… o melhor do melhor. Já existem inúmeros esforços para se alcançar isto que estou falando – taí o Quarto Mundo, com edições criteriosas e bem cuidadas. Quantas já não houveram no Brasil – muito antes da internet? Porra, eu mesmo tenho pelo menos meia centena de edições independentes (prá não chamar de fanzines) que eram fodas… faltou continuidade, faltou divulgação. O problema é sempre o alcance – “que sejam poucos”, mas bons (olha a cauda longa). Talvez o Quarto Mundo – e as coisas sempre tem de vir de São Paulo (pobres paulistas), tenha que se preocupar muito em divulgação destas tentativas – e já o fazem. Mas talvez este seja o principal foco.

Querem criar um mercado? Beleza. Querem que ele tenha qualidade – mesmo tendo muito lixo, para que então determinado porcentual seja bom? Melhor ainda. Mas vejo algo pouco falado:

1º – Editores (ou como queiram chamar): cuidem, pelo amor de nosso filhinhos, dos escritores – eles são a alma de uma HISTÓRIA em quadrinhos. CAPS LOCK proposital.

2º – Divulgação: enquanto não houver uma estrutura inteligente e eficaz neste sentido, NÃO HAVERÁ NADA. A mídia tem o poder de levar o conhecimento às pessoas – disso ou daquilo. Graças à ela (mídia/divulgação), é que se consome tanto lixo (eu trabalho com isso). Se o material for bom – perfeito, ele será eternizado. Mas sem a mídia, não será visto (ou lido, no caso) e – lei máxima acima de qualquer Koetler da vida, então não será lembrado.

É isto. Acho que vou escrever mais sobre o tema para ninguém ler. E talvez comece a pensar em apenas editar um fanzine, pensando nos dois pontos que falei. Textos e divulgação de uma forma efetiva.

Links de HQ (ou alguma coisa relacionado a isto) – prá variar um pouco

Quadrinho Digital – http://www.quadrinhodigital.com.br/
Bem legal a proposta – um compêndio de webcomics. Mandei o link daqui prá lá. Vamos ver o que acontece.

Um dia de Morte – http://graffiti76.com/
A qualidade dos colaboradores da Graffiti dá vontade de chorar. É uma merda que não se encontre este tipo de publicação em bancas. É uma merda pior que todo esse pessoal não consiga viver dignamente produzindo histórias em quadrinho. Há lá atualmente Um dia de Morte, HQ online das buena.

Estevão Ribeiro – http://www.estevaoribeiro.com.br
Criador do Tristão, distribui boas HQs online – entre elas A Demente e recentemente o álbum Contos Tristes. Vale a pena ler.

Sad Comics – http://odyr.tripod.com/
Se eu fosse desenhista, queria desenhar assim.

Projeto Continuum – http://www.projetocontinuum.com/
Sempre passo lá. Tem sempre muito espaço para material nacional – inclusive recebi palavras incentivadoras sobre 10 Centavos.

Lucio Rubiro – http://www.comicspace.com/lucio_rubira/
Se eu começar a colocar links de desenhistas brasileiros fodaças aqui, eu nunca mais vou parar. Realmente. De desenhistas o país vai bem… mas e… roteiristas…? Lembro duma frase genial que lí séculos atrás (acho que era do Cerito) que dizia mais ou menos que “uma HQ antes de ser Quadrinhos, é História”. E aí?

Nostalgia do Terror – http://www.nostalgiadoterror.com/
Taí algumas HQs de terror, online. Material dos bons, bons mesmo. Alguns tu chega a chorar de raiva de tão bons. Não se faz mais esta linha de trabalho hoje em dia?

José Aguiar – http://www.joseaguiar.com.br/
Trabalhos do José aguiar – do Quadrinhofilia. Pena não haver uma ou outra HQ online.

Mario Cau – http://www.pieces.mariocau.com/
Bota foda as histórias desse cara. Vá dar uma olhada.

Bodega – http://www.leonardosantana.com.br/loja/ProdutosLoja.aspx
Quer comprar uma revista independente? Ou fanzine mesmo…

O Divulgador – http://odivulgador.zip.net/
Blog com notícias e lançamentos – muito mercado nacional. Lexy Soares teve a boa vontade de apresentar 10 Centavos lá e deixou uma criança feliz.

Blog dos Quadrinhos – http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/
Um clássico. Gosto dos textos e da forma que são apresentados lançamentos sobre (ou de) HQ

HQB Universo HQ – http://universohq.com/quadrinhos/news_brasil_indice.cfm
O lado brazuca do universo HQ.

Infernotícias – http://infernoticias.blogspot.com/
Atualizações sobre o universo do terror (horror?), ficção & fantasia, quadrinhos, música e afins. Muito bem feito. 10 Centavos foi anunciado lá. Falando nisso… Onde se encontra HQs de terror/horror online?

Alisson Borges (Reencontro) – http://www.webcomix.com.br/webcomix/templates/interna_revista.html?id_revista=13&id_pagina=73
Não sou muito de mangá, mas só pelo fôlego deste cara, vale a pena dar uma olhada.

Desvio – http://desvio.art.br/
Eu não gosto de nada nesta vida, muito menos de tiras ou cartuns. Mas A. Moraes e J. Okada são hilários neste trabalho.

Arteiro Verde – http://www.arteiroverde.blogspot.com/
Webcomic em produção. Vai ter gás assim na… hum. Eu gostaria de ter um gás assim.

Diálogo com a Morte
Primeira, segunda e terceira versão para um mesmo roteiro. Gostei.

Yangoverso – http://yangoverso.blogspot.com/
Duas HQs onlines.

Nova Hélade – http://novahelade.homemgrilo.com/
Não sou o único maluco que vai colocando HQ página a página. Muito legal a a nova versão da terra dos helenos. Me deu uma saudade de Dreadstar.

Ervilha – http://www.mediafire.com/?ml10nzle2km
Eu não gosto de ler em PDF. Mas é um puta trabalho.

Soldado – http://www.rodrigosoldado.xpg.com.br/
já disse que não gosto de um monte de coisas? Bom. Eu não gosto deste tipo de desenho, mas gostei disso, disso pt 1 e disso pt 02. Não gostar é uma coisa. Se fechar é outra. Tem também o blog do cara, que me lembrou do Viko Loco.

The Major – http://www.themajor.org/
Achei duas HQs lá. Impressionante a qualidade de ambas.

Contos em Quadrinhos – http://contosemquadrinhos.blogspot.com/
Histórias em quadrinhos ao estilo conto“.