Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Silêncio, por favor.


Até logo!

Coisa que não curto é entrar num site e ver que ele não é atualizado há um tempão e nenhuma informação a respeito do seu abandono. Eu mesmo já fiz isso – logo que criei este site, deixei-o à sorte, sem nunca publicar nada nele, por mais de ano. Bom. Dessa vez não vai ser assim.

Uma das minhas mais felizes idéias que já tive foi a de retornar a desenhar depois de velho. Quando fiz 10 Centavos prometi (a mim mesmo) fazer umas dez ou quinze páginas por ano. Acabei fazendo mais quando retornei com Muertos (estou livre dessa, graças ao bom Deus) e não quis largar o osso. Viciei. Mas é hora de dar um tempo. Tentei levar o quanto pude, mas não adianta eu me enganar… tudo anda meio tumultuado e não tenho como levar isso aqui adiante. Há meses não publico uma HQ online com mais páginas e não existe perspectiva alguma que isso mude dentro em breve.

Abomino a idéia de deixar este site largado à sorte, mas é a vida. Espero que não seja definitivo. Posso voltar mês que vem. Ou no próximo ano. Ou nunca. Vou colocar um aviso da hibernação deste endereço aos incautos. Já mudei prum servidor baratinho e… se um dia eu tiver saco, faço o site rodar como rodava antes. Mas é mais provável que ele vá pro espaço mais dia, menos dia.

Agradeço a todos os visitantes deste período. 99% caiu aqui sem querer, mas sou eternamente grato aos 1%, que acompanharam meu trabalho, xingaram, comentaram e aos poucos – e bons : D, que o aprovaram. Vou sentir falta de todos vocês.

Obrigado a todos e…

Portão 6

Portão 6

Consegui chegar à segunda página. Inacreditável. Agradeço ao Jr. pela opinião nas cores e no esboço do anjinho. Anjinho? Vamos continuar do jeito que der esse conto do Oggh. Já perdi o controle sobre este trabalho. Espero conseguir terminar esta HQ online algum dia…

Acompanhe as atualizações destes quadrinhos por aqui.

A vingança dos derrotados!

Marko Adjaric, do Neorama dos Quadrinhos, mandou um link prá cá – especificamente para este texto. Êba!

Curiosamente, ele associou ao link o seguinte questionamento: colocar suas HQs online piora sua sensação de derrota?

Opa. Ambíguo.

Como um bom e velho telecurso 2000, vamos pensar um pouco. Ou melhor: olhar pro passado e no que temos hoje.

Sou do tempo de fanzines impressos em xerox. Yap. Iniciozinho da década de 90. Era um saco ter um zine. Não pelo zine, mas pela comunicação entre zineiros e interessados. Você pode até não acreditar, mas não existia internet na época. Toda comunicação era muito lenta e o alcance, muito limitado. Não fosse pelo trabalho incansável de Edgard Guimarães (cuja recompensa é impossível, tamanha grandiosidade e generosidade do seu esforço) com o Informativo de Quadrinhos Independentes, acredito que sequer existiria algo.

A saber: o IQI (posteriormente QI) é um fanzine (que existe até hoje) que divulga, gratuitamente, todas as edições (fanzines ou não) recebidas – do país inteiro. Não somente de HQs, vale lembrar. Isso há mais de dez anos. Edgard é o cara entre os caras.

Bom, onde quero chegar é que, na época, um fanzine de sucesso, alcançava uma venda de 50 exemplares (para outros fanzineiros obviamente). Ou seja: seu trabalho tinha um alcance a, no máximo, 300 pessoas. Claro que fanzines, feitos em (grandes) capitais com distribuição local, poderiam alcançar números muito, mas muito, mais expressivos. Mas fora do seu gueto não ‘vendiam’ nada. Comecei com o Informativo Perry Rhodan, junto ao meu irmão Alexandre e (segundo ele) o IPR teve seu ápice com 110 assinantes. Somos do interior do Rio Grande do sul, caso não saibas. Posteriormente tive meu zine de quadrinhos e, segundo me recordo, ele nunca obteve 30 compradores. TRINTA! E era bem bom.

Bom². Com a internet tudo mudou (sério?). A tecnologia chegou e temos hoje ‘revistas independentes’ com excelente acabamento gráfico e impressão de mil exemplares ou mais. Impressionante. Certo que muitas encalham, poucas esgotam e que sua venda é lenta que nem corrida de caramujo. Mas elas existem e crescem a cada dia. Mas interessante é perceber que HQs nacionais ‘profissionais’ (publicadas por editoras que fujam da temática humor/infantil) não possuem uma tiragem com expressividade muito maior. Apesar de estarmos numa ‘explosão’ da HQ nacional, inclusive com reimpressão de títulos (será que isso aconteceu antes nos últimos vinte anos?), as vendas destes livros de quadrinhos ainda é tímida. Mas estamos muito bem, acredito. Como jamais estivemos. A HQB caminha para as livrarias e temos de dar-nos por feliz em estar conquistando um nicho. O primeiro, talvez. Espero que não o último.

Ioqueco? Bom… aonde quero chegar é que publicar HQs na rede é um excelente negócio, se parar para pensar. Seja lá qual for sua finalidade – se divertir, profissionalizar-se etc, HQ online é uma oportunidade ao alcance de todos. Mesmo que você tenha 50 acessos por dia ou mês, comparativamente, você pode até ser mais lido (e conhecido) que muito autor publicado por editora. E um alcance impensável há pouco mais de uma década. O Quarto Mundo publica, religiosamente, uma página de HQ por dia e já deve ter (um chute no escuro – eu não tenho idéia) uns 2.000 visitantes ao dia – senão o dobro disso. Muertos, depois de um ano, já rendeu por aqui mais de duzentos mil visitas, com mais de meio mihão de páginas visitadas. Ou seja: mesmo que apenas 1% sejam visitantes únicos e tenham lido o trabalho, é uma exposição excelente ao seu material. Não é à toa que sites e blogs de HQ pipocam mais e mais a cada dia. E isso é ótimo. Seja na qualidade e finalidade que for. Os ‘melhores’ (que tiverem mais sinergia com o público) se destacarão, com certeza – mas espero que todos se divirtam!

Liçãozinha do dia: webcomics são um bom começo e podem render ótimos negócios. Já que estamos em um excelente momento editorial impresso, você pode aproveitar a rede para se mostrar ao mundo. Se um dia você pretende publicar ‘oficialmente’, não há lugar melhor para experimentar e ver reações dos leitores. Ainda que incerta e cheia de perigos, a rede permite retornos específicos e mensuráveis. E o contato com possíveis/prováveis leitores é muito mais próximo, rápido e barato do que em publicações impressas.

Se você quiser, faça-o sem medo.

HQs Brasileiras

Surge todo dia um site com tirinhas, cartuns e assemelhados… Mas e histórias em quadrinhos? Onde está o autor nacional? Sempre disse: webcomics é fria. O que tenho visto de novo ou atualizado por aí (se souberem de alguma outra HQ online brasileira, avisem, por favor):

Ou não.

A quem interessar possa…

Muertos esgotou, todavia vez ou outra perguntam onde comprar esta história em quadrinhos, por e-mail. Não tenho mais nenhuma edição impressa, juro.

Mas não se desespere: você pode adquirí-la na livraria TexBR ou na HQ Mix Livraria, em sampa (cadê o site, Gual? :D ). Há também edições em poder do Quarto Mundo – então o negócio é entrar em contato com eles.

Mas você pode lê-la inteira como HQ online. De graça.

Aproveitando… a HQ 10 Centavos também não existe mais também na versão impressa – mas tem a webcomic.

E não, não fiz nenhum outro fanzine impresso.

A quem interessar possa, claro.

Turma do Ique – V

Turma do Ique é uma história quadrinhos institucional feita toda em vetor.

Devo ter decidido fazê-la no Corel porque nunca tinha feito algo assim e porque me parecia difícil. Jovens – tanta energia…Foram mais de 450 mil pontos que editei, um a um. Hoje talvez eu fizesse esse mesmo trabalho com a metade de pontos e o mesmo resultado, mas estava aprendendo na época…

A coloração dos personagens fiz em Corel e a dos fundos em Photoshop. A resolução e o tamanho da imagem nesta (agora) webcomic/HQ online talvez não permitam distinguir, mas em cada fundo (de cada quadrinho de toda história) há a textura de um papel reciclado diferente. Foi uma decisão típica que se faz quando se é estudante.

Hoje… faria tudo de novo, igualzinho. Mas melhor.

Próxima atualização: assine as atualizações daqui, aqui ou aqui e saiba quando sair a próxima página.

Terceira página de Nada a Perder

Por essa página da webcomic Nada a Perder nem o sr. Moraes esperava. Nem eu esperava. Acesse a HQ online gratuita aqui.

Nada a Perder

Estava lá eu, num belo dia, angustiado por qual próxima HQ começar.

Sei que queria testar novos estilos, voltar as linhas e aos cenários que o alto contraste das histórias em quadrinhos 10 Centavos e Muertos não me permitiam. Queria também me livrar daquela diagramaçãozinha quadradinha e certinha destes dois trabalhos.

Pensei em engatar um novo projeto do tamanho da webcomic Muertos, mas sinceramente não me deu tesão. 40 páginas de HQ online? Blérgh.

Fui em busca de algo menor. Medo. A gente nunca sabe o que pode acontecer numa situação destas. Já escrevi bastante sobre isso. Implorava uma coisa: que o texto já estivesse pronto. Vá que eu não terminasse o projeto, o argumentista (roteirista?) não me mataria por isso. Um escritor (ok, escritor) mandou prontamente o roteiro de uma HQ de oito páginas – o sr. A. Moraes.

Era um argumento/roteiro, daqueles com descrição quadro-a-quadro, que eu tenho pânico de fazer (sempre disse que eu era um beócio com graves limitações).

Exigências dele? Que eu o adaptasse da forma que eu quisesse. Sem restrições. Que tornasse estes quadrinhos tão meus quanto dele. “Arte seqüencial é colaboração”. Palavras dele. O que mais? Nada. Nenhuma observação. Nadica. Aliás, uma: que eu me sentisse à vontade para quaisquer experimentações – e era justamente o que eu buscava.

Assim é muito fácil trabalhar com alguém. Sem exigências, sem promessas. Mantendo a expectativa dentro de nossas realidades. Assim temos todos muito a ganhar.

Ou mesmo nada a perder.

Navegação dentro do post

Teste de navegação de histórias em quadrinhos dentro do post. Na mesma página.

Neste post a primeira página é da HQ online Muertos. A seguir uma página da webcomic Exploradores do Desconhecido. A terceira página é de história em quadrinhos 10 Centavos.

Exemplo para demonstrar o funcionamento deste webcomic browser dentro de um mesmo post e utilizando formato de páginas diferentes. Observem que coloquei o todo o menu apenas na parte inferior… todas as imagens estão hospedadas fora do site ds.art.br – que era uma das minhas necessidades. Claro, nada impede das imagens estarem hospedadas no próprio site – fiz isto para reduzir minha taxa de transferência no servidor.

Agradeço a Jean Okada pela permissão de utilizar as imagens de sua HQ.

A descrição completa, como instalação e funcionamento, você encontra aqui.

Cercas

Era Dezembro último. Acho. Falava com Zanthos Aybrom (o escritor de Muertos).

Reclamava da vida e dizia que até queria desenhar quadrinhos – mas Muertos era uma obra muito pesada prá mim: o tema, as ilustrações e seu tamanho. Ele já concordava em desistir da HQ – que eu partisse para outra. Levantei a idéia de lançar uma revista de quadrinhos de 20 páginas, com 4 histórias pequenas.

Seriam histórias em quadrinhos leves e mais fáceis de se fazer. Queria algo meio humorístico, suave – nada que lembrasse a tensão ou o suspense de Muertos. Até inciei o projeto no começo deste ano. Incomodei o sr. Gian Danton até ele topar me enviar um texto. Ele não gostava da idéia – dizia que os desenhistas (malditos) nunca terminavam seus textos. Por fim o convenci – o projeto era pequeno (4 páginas) e ele não perderia muita coisa.

Foi aí que eu adoeci e abandonei tudo. Inclusive o texto do sr. Danton. Ele estava certo. Eu sou um desenhista maldito.

Lamento profundamente por isto e nunca mais cometerei este erro. Jamais “encomendarei” um roteiro ou aceitarei um argumento no escuro. Minhas mais sinceras desculpas, Gian! Tenho pesadelos e remorso até hoje por isto.

Entre uma coisa e outra no decorrer do meu tratamento fora levantada a possibilidade que eu pudesse morrer não fossem feitas algumas… mudanças drásticas. Morrer? É tão estranho pensar ou enfrentar isto de fato. Por fim comecei a me sentir melhor e decidi: não posso morrer sem ter feito Muertos. E terminei Muertos.

No meio do decorrer desta façanha sem precedentes (para mim) de finalizar tão infindável trabalho, chegou um texto para que eu analisasse. Tinha muito de humor, com uma levada quase infantil… ou ao menos o mais perto que o escritor conseguia chegar disso… O conto era de Zanthos Aybrom. Uma fábula.

Será minha próxima HQ online.