Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Silêncio, por favor.


Quem desenha seus males espanta

“Desenhar rostos não vale.”

Se não é o mais fácil de fazer, ao menos acho o mais divertido. Aqui, um sábado nublado qualquer.

Vou tentar fazer uma HQ neste estilo, mais cedo ou -  muito provavelmente, mais tarde.

Hm.

Ah – gostei muito da equipe da JAM (Edu Mendes, Will, Jozz, Gil Tokio, Marlon Tenório e Daniel Esteves). Espero que a proposta seja tão boa quanto a Picabu (Carlos Ferreira, Moacir Martins, Nik Neves, Rafael Sica, Fabiano Gummo, Rodrigo Rosa e Leandro Adriano) – na minha humilde opinião totalmente sem valor algum, o melhor trabalho do ano passado que botei as mãos.

Era isso. Acho.

Caiu na rede…

Desleal

Eu particularmente me sinto mal ao pintar meus quadrinhos. É loucura minha, eu sei, eu sei.

Não adianta. Cor muda tudo. Acho meio esquisito. Com certeza a imensa maioria discorda, eu sei, eu sei.

Abrace-me

Ao menos tenho uma ou outra página minha em PB para aprender a colorir.

Ahn… esta página é a desta HQ.

Portão 6

Portão 6

Só pode ser praga. E é com o Oggh! Eu sempre travo num texto dele (foi a mesma coisa com esse aqui)! Terceira versão da mesma página. Vamos ver se eu me agrado dessa vez – em 10 Centavos a terceira versão é a que foi impressa. De repente tem a ver com a 3ª vez que eu faço a mesma coisa… Bueno. Nessa aqui fui prum lado mais de ilustração para literatura infantil. Tava planejando isso puma HQ futura, mas depois das conversas com Gus Morais decidi aplicá-la aqui. O negócio é virar ilustrador de livro infantil! Bueno. Até daqui um mês. Espero que já com a segunda página. E que eu não leve seis anos para terminar esta história em quadrinhos…

Acompanhe as atualizações destes quadrinhos por aqui.

Prá que e prá quem?

Escrevo sobre um objetivo complexo quando se fala de quadrinhos no Brasil. Em nosso amado país salve salve não há para onde ir. Não há onde publicar e muito obter sustento disso. Até onde sei, nas últimas décadas, todos os autores que obtiveram algum destaque, possuiam alguma fonte que os permitiam trabalhar a finco em seus álbuns. Que paixão! Acho que se eu tivesse grana, ficava só enchendo a cara e não fazia nada.

De volta. Destinado a mero passatempo (não por que se quer, mas é pelo que se pode), os quadrinhos amadores dificilmente passarão disto. É uma área que exige muito, muito esforço, horas de vôo. Continuamente. Competir sua atenção com o ganha-pão é, obviamente, infrutífero. Ou contraproducente, tornando o crescimento lento, cheio de perigos e desistências. Dizer que se deve viver a arte é coisa prá quem não tem contas atrasadas – ou de hipócritas mesmo.

Todavia, ao colocarmos nossos trabalhos na web, queremos atenção (como qualquer blog sobre qualquer assunto na internet – o nosso, no caso, é HQ). Esse interesse em ser lido, perigosamente, pode tomar um crescente e acaba por trazer questionamentos ao seu autor. O que fazer. Como. Prá onde. Parece ser fácil responder, mas na prática é impossível. Como não envolve dinheiro, não existe um parâmetro confiável de ‘onde acertou’, ou quanto. Pode ter as ferramentas de estatísticas que for (e eu as tenho), você nunca sabe de fato o quanto foi… bem, lido. E aceito.

Com o passar das estações, você percebe que mesmo tendo ultrapassado milhares de visitantes, você não sabe qual a receptividade do seu trabalho. Não havendo retorno financeiro, é inevitável que você deixe de se importar com ela. O caminho amador é belíssimo, mas suicida quando não há pr’aonde ir. E é tolice esperar outra coisa – no planeta inteiro, apenas dois países e meio (o meio é a França, sempre a França coitada…) conseguem gerar interesse suficiente a ponto de sustentar seus artistas de quadrinhos. Quem mandou se apaixonar por uma hidra? Então tudo se torna intimista, dentro da satisfação pessoal. Perigoso. Quando der. O que der. Da forma que interessa a cada autor.

Aperfeiçoar-se?

Menos do mesmo

A vida anda meio estranha e o tempo escasso. Nem comento da minha paciência. Por isso a bagaça anda abandonada por aqui. Mas minha vontade de contar histórias (em quadrinhos) continua alta. Ao contrário de ficar chorando as pitangas, estou buscando alternativas para continuar… narrando visualmente. O jeito era desenhar mais rápido… ou desenhar menos. Optei por rascunhar alguns quadrinhos com o mínimo de recursos ‘ilustrativos’ (entenda-se linhas) possíveis… mas ficou… tosco. Solução?

Cor.

Eu sempre colori uma ou outra página das histórias em quadrinhos que ajudei a produzir. Mas nunca me agradei do resultado, então nunca os postei. É difícl eu me agradar. Não me refiro aos outros. A mim mesmo. Mas admito que a cor dá um charme todo especial à criança. Ela, a cor, salva muitos trabalhos ruins (como os meus). Um exemplo do que falo está abaixo – testes com Nada a Perder que nunca passaram disso: testes.

Abaixo outra experimentação, utilizando o mínimo de risquinhos. E apelando para que a colorização me salvasse. Não salvou. Então fui prá outro estilo. Você pode verificar o resultado que adotei presta nova HQ – Um Imbecil Decididoassinando os feeds, se você se interessar em acompanhá-la.

E viva o Photoshop.

Um longo inverno

Oficialmente começa na terceira semana deste mês, mas aqui tá um frio de renguear cusco. E já estou hibernando. A coisa anda meio complicada e não tenho previsão de voltar a fazer qualquer coisa, mas enquanto isso…

Hora de voltar para caverna. Me acordem na primavera, por favor.

Pelo direito de ser amador

Uma febre recente que se espalha por orkuts, twitters, blogs e fóruns internet afora é a de falar mal do quadrinho nacional. Até sites especializados começam a destilar um pouco sobre o assunto. É até compreensível. Ultimamente tem havido uma avalanche de publicações nacionais e de sites com seus criadores pedindo por um pouco de atenção. Nada mais nornal que uma reação a isso.

Malham mesmo. Com fervor e sem pudor. Então é o caso de ir às bancas para avaliar se as HQs são tão ruins quanto comentadas.

Epa.

Não existe NENHUMA publicação brasileira (que não seja humor ou infantil) em bancas. Então, peraí… o que estão tão fervorosamente criticando ?

Fanzines. Ou os atualmente ditos ‘independentes’. Publicações sem âmbitos profissionais e comerciais. Sério. A que ponto chegamos.

Suas justificativas são semelhantes (assim como os insultos gratuitos): o de melhorar o cenário nacional. Que cenário? Sinceramente me pergunto como podem chegar a tal conclusão detonando o trabalho alheio da forma que o fazem. Obviamente é somente para chamar atenção “me leiam, eu existo”. Outro ponto engraçado que merece registro é que estes ‘criticos’ nunca falam das obras publicadas no Brasil – os livros de quadrinhos. Provavelmente por medo de ir contra peixe grande, as editoras (normalmente quem critica também quer publicar e não corre o risco de se queimar).

Escrevem de tudo: que seus autores são responsáveis pela inexistência de mercado, que não aceitam críticas, que seus trabalhos são porcos, não buscam aperfeiçoamento, que falta originalidade, que são covardes… ou seja, tudo o que se esperar de um profissional.

Esclareço: um profissional é aquele que possui ofício rotineiro e é remunerado para isso. Já o amador, faz… por paixão. Por gostar tanto de HQ que, nas horas vagas (sim, porque ele não ganha um centavo com isso – ele tem outro emprego para se sustentar), produz seu desenhinho, seus quadrinhos. É um passatempo. Um hobby. Faz quando pode, do melhor jeito que dá.

Mas até disso reclamam: que hoje todo mundo faz quadrinhos no Brasil por hobby. Novamente, nada mais esperado: ninguém ganha porcaria nenhuma fazendo HQ por estas bandas – esperar o que? Uma enxurrada de trabalhos com qualidade ímpar? Eu fico tão puto com tamanha falta de discernimento (e educação) que até criei um resumão:

O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…esquecem que os criticados são fanzines!!! Revistas sem finalidades comerciais que não ambicionam mais que a diversão de seus autores! Não vêem diferença alguma numa revista impressa no fundo do quintal com um gibi do Batman!!!

O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…esquecem que NÃO EXISTEM revistas profissionais em bancas para serem criticadas! No máximo livros de quadrinhos que objetivam narrativas mais autorais.

O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…comparam obras internacionais, bem remuneradas a autores nacionais que jamais são pagos (por editoras!) e que, por isso, não têm como se sustentar de HQ e se aprimorar no ofício dos quadrinhos.

O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…pedem qualificação do artista, quando na verdade, são necessários meses/anos de exercício diário para isso – e para que? Vai trabalhar aonde? Prá ganhar quanto? Por quanto tempo? Vai viver de quê neste período de exercício?

O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que…
…os críticos são OUTROS FANZINEIROS FRUSTRADOS, que possuem um trabalho absolutamente sem relevância como o dos criticados. E que fazem exatamente tudo que falam para não fazerem.

Normalmente quem faz curso de desenho, se aperfeiçoa, ambiciona trabalhar no exterior – raro são os que possuem tempo/grana para isso e ficam por aqui, produzindo seus trabalhos, sem ganhar nada. Por amor. Ou seja: eles não produzem fanzines nem HQs – fazem desenho, querem viver disso e como ninguém paga nada por aqui, vão trabalhar fora. Estamos num país muito, muito podre – é natural esta escolha. Acho que alguns leitores de histórias em quadrinhos (hoje, um produto de luxo, para poucos) acham que estão no primeiro mundo, onde todo mundo pode pagar as contas fazendo o que quer.

Claro que todos gostariam de publicar. Todos querem ser elogiados, premiados e reconhecidos. Suas histórias e desenhos são suas paixões. Em que mundo esses detratores vivem? Não no humano, com certeza.

Gosto de jogar futebol nas quartas-feiras, depois do trabalho. Tenho a obrigação de me tornar um profissional por causa disso? Ou parar de jogar com os amigos porque não sou tão bom ou não desejo me tornar um profissional?

Já tiraram qualquer possibilidade de um autor nacional se sustentar com quadrinhos neste país. Não deixe que tirem também o prazer de podermos ao menos brincar um pouco com as HQs.

Viva la résistance!

Quadrinhos brasileiros

Brazil

Eu me controlo para não tornar este site algo como um Twitter – não fugir do tema de quadrinhos (nacionais) ou mesmo (fazer) pequenas divagações.

Eu não curto super-heróis. Não os leio há… mais de quanto? 10, 15 anos?

Herói brasileiro nunca colou.

A HQ (nacional) de terror (horror?) naufragou há muito tempo.

Sou apenas uma mané amador.

Hm.

Definitivamente eu não devo tornar este site algo vago e viajante como meu Twitter.