Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Daniel Pereira dos Santos

História de Ninar

3 exposições sagazes e comedidas

História de Ninar

Um conto de Jeffrey Whitmore
Adaptado para HQ online por Daniel Pereira dos Santos


Links sobre quadrinhos

Juro que às vezes nem eu entendo a internet… apesar de ‘linkar’ muita gente, quase ninguém retorna os links – sejam em notícias. Apesar disto, tenho tido um constante crescimento de acessos diários e contatos. Eu amo o Google e mais ainda você que tem a paciência de me aguentar e acompanhar Muertos (a HQ grátis daqui). Mesmo a maioria dos integrantes do grupo o qual participo – o Quarto Mundo, não manda links prá cá. Não entendo a internet como disse, já as pessoas, deixei de entendê-las faz tempo. Ok, já implorei e rastejei por divulgação, vamos aos links de sexta-feira:

  • Grande Castelo – muito boa esta história em quadrinhos de Marcelo Fontana e Thiago Magalhães Francisco. Podiam colocar alguma navegação entre as páginas para facilitar a leitura online.
  • O imperdível Nanquim Descartável, do sr. Daniel Esteves, chegou ao seu segundo número e ganhou até blog.
  • O Banco Itaú por vezes pode ser cultural; HQ com textos e desenhos de Júlio Brilha.
  • Não faltam desenhistas ao mundo: conheçam Rafael Cravo (ou será Raphael?).
  • Com o fim da greve dos Correios, nesta próxima semana – ou ainda na outra, vou encomendar uma porrada de coisas. Entre elas, o Necronauta, e conhecer melhor os belos trabalhos de Danilo Beyruth.
  • Falando em pedir, estou em dúvida ainda quanto ao Prontuário 666. Não há dúvida da beleza do trabalho de Samuel Casal… como será o texto de Adriana Brunstein? Não questiono o quanto ela entende de Zé do Caixão, já que parece ser uma especialista do assunto…
  • Ei – cs notaram que os nomes? DANIEL, DANIlo, RafaEL, SamuEL… Medo.
  • Prá quem curte passar medo, convido-os a conhecer o (já famoso) Boca do Inferno. Prá quem conhece, sempre vale uma visitinha, prá quem não conhece – é hora de deixar de ser um herege.
  • Fabio Cobiaco. Esse criaria boas capas para HQs de terror
  • Gus Morais é aquele cara que te deixa de mau humor (não preciso disso, estou sempre de mau humor); leia os quadrinhos de Sinestesia.
  • Uma HQ online precisa destes pontos que já falei… O pessoal do Armagem Herética pelo visto jogou tudo pro alto, mas aindassim há novidade sobre o Homem Morto.
  • Como estou escrevendo sobre temas como medo, morte e horror – só coisas alegres como eu, há uma última infeliz notícia: Desvio encontrou seu caminho. Sem volta. De repente, tendo uns 10 mil acessos diários eles voltam. Com esta quantidade de acessos eu também continuaria…

Bom final de semana, pessoal.

Nanquim Descartável

Nanquim Descartável #1 | Outubro de 2007 | 32 páginas | 17cm x 26cm | capa colorida e miolo P&B

Teoricamente é fácil falar sobre Nanquim Descartável. Fácil porque é uma história em quadrinhos surpreendentemente boa. Só não é fácil por dois motivos: minha incapacidade de entender como se conseguiu chegar a este resultado. O outro motivo é obviamente minha inveja. É brabo falar desse pessoal que nos dá uma camaçada de pau (terminho aqui dos pampas) que você nem sabe de onde vieram os tapas, pontapés e socos.

Sempre fico muito surpreso quando um escritor (e não escritora) escreve sobre o universo feminino.

Conheço muitas HQs feitas por homens que dedicam seus roteiros e contos a personagens femininas, todavia a linha que separa o ridículo/forçado e o natural/suave, normalmente não é bem equilibrada. Porco chauvinista e ignorante que sou, acredito que esta tênue divisão é justamente característica da alma feminina, tão incompreendida pelos homens. É dito que todos os homens são iguais. Bom meninas, Daniel Esteves não é. Vão atrás de Daniel Esteves*! Em Nanquim Descartável ele nos trás “As loucas aventuras de Ju e Sandra” (parace ter saído de chamadas de filmes da sessão da tarde), duas estudantes universitárias que dividem apartamento e se ‘aventuram’ em relações amorosas, trabalhos, festas, estudo e… quadrinhos. Sim, histórias em quadrinhos. Ju (cujo nome não é Juliana), estudante de jornalismo, escreve as histórias enquanto Sandra (cujo nome é Sandra), estudante de artes plásticas, desenha os quadrinhos.

De fato é impressionante o tom de realidade que você encontra neste trabalho. Esteves conseguiu imprimir uma personalidade aos personagens e seus diálogos que não consigo encontrar paralelos no mercado. Se você está pensando em Estranhos no Paraíso, esqueça. Depois de ler Nanquim Descartável vais considerar a obra de Terry Moore caricata e distante. Quem quiser chiar, que leia primeiro o Nanquim antes de abrir o bico. O texto é tão verossímil que parece que estão narrando alguma parte de sua vida cotidiana quando se tem vinte, vinte e poucos anos. E sem aquele lenga-lenga chato e aborrecido que são as chamadas “histórias adultas”. E muito menos aquele humorzinho fácil, senão nem estaria gastando meu tempo escrevendo esse achismo. Impressionante mesmo. Não sabia que podia ser feito isso nem desta forma.

A qualidade gráfica da edição não deixa a desejar – impressa em offset com papel apropriado. Os desenhistas – e eles são muitos, são competentes e percebe-se em todo o projeto um tom profissional e bem planejado. O que é outro destaque da revista. A idéia de misturar desenhistas – mantendo uma certa linha de ilustração, entre páginas apresentadas fora de uma ordem sequencial é fantástica. Contribuem nesta edição Wanderson de Souza, Julio Brilha, Alex Rodrigues, Wagner de Souza, Mário Mancuso, Bira Dantas, Carlos Eduardo com diagramação de Esteves e Rodrigo Priolo.

Queria ter a suavidade e compreensão do mundo que estas meninas possuem ao enfrentar a ‘louca aventura’ da vida.

Para saber mais sobre o trabalho acesse a HQ em Foco – e reclama prá eles lá uma dúzia de páginas de preview (pode dizer que fui eu que pedi). Você vai se surpreender.

*Meninas, já ia esquecendo: ele ainda por cima levou o HQ Mix de Roteirista Revelação.

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