Aprenda a desenhar!
Se você desenha, vez ou outra já deve ter ouvido: como aprendo a desenhar? Quais são os materiais que você usa? Que curso você fez? Qual é o sentido da vida?
Seu problemas acabaram! Segue aqui passo-a-passo do meu “processo” e material que utilizo, para sanar de vez questões tão pertinentes:
1. Pego um bloco de notas vagabundo que ganhei de alguma empresa (sim, aqueles pequeninhos que tem uma marquinha d’água).
2. Utilizo alguma caneta esferográfica comum (uma BIC é muito sofisticada para mim) que ganhei de brinde de alguma empresa (sim – aquelas que tem uma marquinha da empresa e que param de funcionar na segunda semana).
3. Faço um elaborado desenho de base, como mostrado abaixo. Demoro um tempão nisso – algo em torno de um a três minutos. Até uma terceira perna surgiu no exemplo abaixo, pois estava em dúvida na posição da personagem.
4. Pego o rascunho e digitalizo num scanner sucrilhos – daqueles que custam uma fortuna do tipo R$ 100,00. Scanner sucrilhos era como o Volnei que chamava. É que de é tão vagabundo, você compra um sucrilhos qualquer e dentro vem o scanner. Quem é Volnei?
4.1. Estou fazendo Nada a Perder no formato 30cm x 45cm em 600 DPI. Um exagero, eu sei. Acredito que para trabalhos amadores/independentes/autorais/ruins (chame como quiser) como os meus, você precisa de apenas um quarto desta resolução. Mesmo os profissionais usam metade disso, acho. Sou um exagerado. Como curiosidade, esclareço que o temporário deste arquivo pode chegar a 1Gb, quando a página está concluída. Só faça este tipo de estupidez, se você tiver uma máquina que comporte isso – ou você vai sofrer. Segue abaixo o fomato de página que eu uso. Não esqueça das áreas de “sangramento”. Áreas extras necessárias para impressão, mas que serão perdidas – não coloque informações/desenhos importantes nela. Abaixo duas imagens – o formato da página (o tal do “formato americano”) e um detalhe da área de sangramento (0,5cm) e área principal – o quadrado central, onde usualmente se coloca o texto, informações e desenhos importantes. Este formato e medidas não são ‘oficiais’ – são as que eu uso. Faça um curso para descobrir as medidas exatas. Ou pergunte para um profissional.


5. Eu digitalizo o meu esboço em baixa e depois interpolo (amplio o esboço, mandando a resolução para as cucuias) ao meu bel prazer – é um rascunho, não se esqueça. Faço tudo no Photoshop.
6. Ilustro com uma mesa de desenho digital. Uma tablet. Não, não acho que este tipo de coisa fará de você um desenhista melhor ou pior. A minha é uma Wacom Intuos 3 6×8 (a área útil dela se aproxima de um A5). Posiciono o esboço onde quero na página e mando bala. O resultado está abaixo.
6.1. Não, não faço passos intermediários. Raramente desenho a página inteira – normalmente faço os esboços separados e os encaixo no Photoshop. Mas uso uma guia (storyboard para os sofisticados) de como será a página (dividindo quadros e textos). Abaixo um exemplo para mostrar sua complexidade (caso não indentifiquem – às vezes nem eu entendo meus rabiscos, é a guia desta página).

7. Faço as letras, balões, onomatopéias etc no Corel. Mas você pode fazer no InDesign, Illustrator etc. Ao gosto do freguês.
Tcha-ram! Está pronto! Você já está apto a ser um desenhista profissional (eu não sou, mas você pode virar um). Acho que depois desta aula tão didática e útil, vou virar professor de histórias em quadrinhos.
Aquele velho ditado: quem não sabe fazer, ensina.
PS – para desenhar eu não acho tempo, mas para escrever besteiras… ô!
PS2 – faltou o sentido da vida. Fica prá próxima.
Enquanto isso, na batcaverna…
- Já escrevi sobre isto e não gosto de ser repetitivo, mas vocês já leram Brasil com Z e O Homem Morto?
- Luz, câmera: Avenida! Um mequinhófe da Avenida HQ. Comprei os dois primeiros números no Bodega. Até agora não recebi. Esta semana deve chegar. Tenho que acreditar nisso! Tenho que acreditar nisso! Valeu André Caliman!
- Você acha que tem humor negro? Nã. Você nem conhece de verdade alguém que tem.
- Sr. S. me xingou. Disse prá eu parar de chamar de fanzine para começar a chamar de revista. O sr. S. Não está de todo errado, mas ainda não cheguei a um consenso.
- No caminho tinha um poema
nunca enquanto eu passarinho
as pedras atravancam o caminho
são sempre poemas
poemas no caminho
- Boa. Aproveite e tome um café com o sr. Phillipe. - O passo-a-passo da Vida de Quadrinhista: passo 1 – o roteiro.
- O sr. Genaro libera a capa do Suplemento Vaysas.
- Você conhece o Mário? Masquemario.net? HQs e tiras online.
- 5.12 China – 11 histórias relativas ao terremoto que matou de chinesinhos, recentemente na China (jura que foi na China?). Não sei se o desenhista é chinês, mas ele mora em Beijing e se chama Coco. Em inglês. Dica do Diego – para olhar a matéria a respeito no Blog dos Quadrinhos que na verdade tirou do Gibizada. E agora está aqui. Agora fiquei confuso. Bom. Algumas histórias bem tristes, outras chegam a ser engraçadas.
- Falando nisso, que obras de HQ atualmente trabalham sobre a realidade do país ou de sua região? Alguém?
- Todos sabem que o mundo fanzineiro (tá bom sr. S.), digo, mundo independente sempre foi meio underground. Ou subterrâneo mesmo, como no bom e velho portuguêz. Tu não leu errado.
- Falando em HQ Mix – o Subterrâneo (fotolog deles) está concorrendo com Publicação Independente de Bolso, aqueles lá estão fazendo propaganda prá um concorrente do Subterrâneo, o fanzine, digo, edição independente Zine Royale (Pô, sr. S. – e agora? Os caras tem zine até no nome!!!).
- O Laudo e o Omar fora alí, na esquina, no Clube. Esses dois estão em todos os lugares. Devem ter uma RP impressionante.
- Já escrevi sobre isto e não gosto de ser repetitivo, mas vocês já leram Brasil com Z e O Homem Morto?
















