Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Daniel Pereira dos Santos

História de Ninar

3 exposições sagazes e comedidas

História de Ninar

Um conto de Jeffrey Whitmore
Adaptado para HQ online por Daniel Pereira dos Santos


Dando nome aos bois. Ou quase.

Por onde começar?

  • Estive em Sampa nesta última semana que passou. No sábado passado houveram os aniversários da Livraria HQ Mix e do Quarto Mundo.
  • Conheci trocentas pessoas ao mesmo tempo. O que foi ótimo. Minutos de conversa com cada um. O que foi uma pena. Realmente é em São Paulo que as coisas acontecem.
  • Impressionante a gentileza e atenção que recebi de todos. Todos, sem exceção alguma, foram muito legais. É engraçado encontrar com o pessoal do Quarto Mundo ao vivo – gente que só se conhece por e-mails e mensagens via rede. Valeu conhecê-los, galera! Tanta gente talentosa que gostaria de ter conversado mais! Espero que se repita outra reunião em breve.
  • A coisa foi tanta que até o Oggh (disfarçado, com medo de ser apedrejado) apareceu.
  • César Freitas da HQ & Cia é um louco – na próxima visita faço questão da presença dele na mesa para tomar cerveja e discutir os bairrismos (dele, é claro – huahua). Edu Fernandes nunca mais vai querer me ver na frente – não com uma caneta para emprestar, ao menos.
  • No pouco tempo que tinha (as horas voaram!!!) conheci pessoalmente o Rodrigo Soldado. Confirmou-se minha suspeita de quão inteligente e visionário ele é. Questão de tempo (infelizmente sempre maior que desejamos) para que seja reconhecido.
  • Até cruzei com o sr. Fábio Moon – e como bom fã nerd, fui cumprimentá-lo pelo excelente trabalho que realiza (só conheço as obras que ele publicou aqui no país). Ele me olhou com um ar um tanto incrédulo (“será que este psicopata vai me matar?”).
  • Lourenço Mutarelli chegou com uma garrafinha de uísque – o que prova que ele só pode ser um bom sujeito.
  • Rafael Grampá é o típico gaúcho. Possui uma cara séria que deve intimidar muita gente. Com poucas palavras dele, vi que é um sujeito do bem e bastante atencioso. Parabéns pelo seu trabalho inquestionável em MD, Grampá.
  • Enfim, gostaria de ter falado muito, muito mais com todos.
  • Não pude ir a festa do Quarto Mundo – morei alguns anos em São Paulo e meus amigos locais foram lá para me ver no curto período que fiquei na cidade, então não podia deixá-los na mão e fui jantar com eles. Mas outras oportunidades virão, com certeza, para me juntar ao quadrinhistas com mais calma, por mais tempo.
  • O grande destaque ao meu ver foi Gualberto Costa – o proprietário da livraria HQ Mix. Esse cara impressiona. Você não sabe o que é alguém apaixonado pelo que faz até falar com ele. Voltei no Domingo à livraria HQ Mix e ele, exausto, ainda teve energia para dar uma atenção tremenda prá mim. Muito, muito gentil, muito, muito legal. Obrigado pela recepção, Gual.
  • Agradeço também a todos que ajudaram na divulgação do evento de lançamento (e) de Muertos. São eles: Amauri de Paula do Quadrinho.com, Augusto Paim da CABRUUM, Cadu Simões no Quarto Mundo, Cesar e Edu da HQ & Cia, Danilo Beyruth do Evilking, Eudes Honorato do Rapadura Açucarada, Hector Lima e o Goma de Mascar, Homero Pivotto Jr. do Diário de Santa Maria, Levi Trindade da Wizmania (não tenho a revista, mas sei que saiu uma página inteira sobre Muertos), Marcelo De Franceschi e a galera do DACOM, Paulo Floro e a revista O Grito, Renato Lebeau do Impulso HQ, Renato Rosatti do Infernotícias, Rodrigo Galhano da Reviews de Histórias em Quadrinhos, Rodrigo Leão do Nóis na Tira, Tiago Castro do Blog Insônia, Victor Maia do I’m a rock. Espero não ter deixado ninguém de fora – caso o tenha, avise que vou atualizando.
  • Obrigado a todos que foram. A todos que falaram comigo. Desculpe se fui breve ou aéreo – mas estava tonto com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Até a próxima!

Banda desenhada

  • Eu procurava por HQs online quando cruzei pelo blog do sr. Nuno “Bongop” Amado – leituras de Banda Desenhada. É interessante a naturalidade com que trata sobre quadrinhos de tão variados estilos e nichos: do “mainstream” ao independente, de trabalhos comerciais ao mais autoral. E isso vindo de todos os países. inclusive o português – de Portugal, de onde ele é.
  • Desconhecia o trabalho português. Sou um ignorante, nunca neguei. Vez ou outra sei sobre alguma HQ européia, mas no fim o mercado de lá é absurdo, imenso e variado (e em línguas também, não se esqueça), para conhecê-lo de fato. No site Divulgando Banda Desenhada, você encontra um conjunto de links e notícias de tirar o chapéu. Continuamente atualizado, há material suficiente lá para se perder por dias. Ou meses. Muita BD online e enorme quantidade de autores nacionais (de lá). Eu começaria pelo post Blogues, Sítios e Portais portugueses com Banda Desenhada – De A a Z. Só alí tem uma lista de links de dar uma canseira no vivente.
  • Ao meu ver isso prova duas coisas: a) falta MUITA coisa ao Brasil ainda. Você pode rir e achar que eu descobri o óbvio, mas só após visitar um zilhão de sites portugueses que percebi a dimensão de como somos terceiro mundo e subdesenvolvidos. Como estamos atrasados e somos pobres. b) falta MUITA coisa aos brasileiros. É incrível a naturalidade dos portugueses em tratar juntamente do autor nacional e estrangeiro (de todo o planeta!). Do amador ao profissional. Do trabalho mais autoral ao comercial. Aqui você consegue enxergar um Omelete falando de HQ online amadora brasileira? Há uma profusão de sites de notícias sobre quadrinhos tão grande quanto nosso país. Se não maior. Detalhe: a população de Portugal é quase a mesma do Rio Grande do sul… que é quase dezoito vezes menor que a brasileira… c) A produção portuguesa é imensa e o Brasil é café com leite – seja impressa ou online. Se trabalha muito mais e se mostra muito mais coisa nas terras de lá que nas terras daqui. Opa. Não eram duas coisas? Depois dizem que os portugueses é que são bobocas – tudo bem, eles dizem o mesmo de nós. Infelizmente começo a concordar com eles, ora pois.
  • Falando nisso, a secura que tenho encontrado de histórias em quadrinhos online tupiniquins é triste. Há o acervo HQ, é claro, com dezenas (centenas?) de trabalhos onlines e os tantos outros que eu mesmo linkei por aqui… mas não estou achando muito mais que isto na web.
  • Há o Viajante Jaum, para não dizerem que não dei nenhum link novo de HQ online. Um pusta trabalho atualizado DIARIAMENTE. Haja gás.
  • Há a revista Ogiva, em PDF para download. Com Anderson Cossa, Gerson Witte, Juliano Botti, Vagner Francisco, Denis Pacher, Greifo, Rai, Alexandre Jubram, Beto Martins e Vanessa.
  • Ricardo Sanchez (que possui excelentes trabalhos em seu site, diga-se de passagem – inclusive uma HQ online), tem contribuído muito ao Quinto Mundo com links sobre o tema. Mas normalmente estrangeiros. Ele já linkou:
  • Kukuburi
  • Dark Horse Presents
  • Kaz Underworld
  • Maakies
  • Kioskerman
  • Autoliniers
  • El blog de Tute
  • ACT-I-VATE
  • No Brasil há muita coisa, sem dúvida. Mas a imensa maioria são tiras e cartuns onde suas mensagens são mais rapidas e simples de serem passadas que numa história em quadrinhos, com x páginas. Muitos podem pensar que é até mesmo característica da internet e leitura em tela, mas não aceito como desculpa para tamanha desproporção e aridez de produção online brasileira.
  • Aliás – percebeste que de todos estes atrasos/empecilhos/problemas sobre o quadrinho nacional que citei, nenhum fala dos leitores de quadrinhos ou editoras – usualmente os culpados pelos independentes da baixa leitura de HQB? Talvez os artistas brasileiros tenham que parar de falar tanto e começar a trabalhar mais.
  • Muita gente discorda de mim, com certeza. A maioria? Talvez. A própria Quadrinho.com – que atualizou seu site e sistema há pouco, publicou ontem um texto de Michelle Ramos sobre a qualidade, dinâmica e diversidade do material daqui. Mas estou falando mais sobre material publicado online, não se esqueçam…
  • O interessante que hoje em dia é mais fácil e barato ter um site de quadrinhos que uma revista impressa independente. E na presença virtual com certeza se alcança mais leitores que a versão física, não há dúvidas…
  • Como viver disso? Seu eu soubesse, já vivia.
  • Aproveitando, Samara convida para o evento Aceita Cultura?, este final de semana, em Minas. Acho que estamos todos precisando, Samara. Saber mais, fazer mais e falar menos.

Mais um post com título ruim

  • Aqueles lá estão publicando Undeadman. Página por página. O pessoal do Quadrinhópole disponibilizou a HQ inteira, numa tacada só, aqui.
  • Inclusive o Quarto Mundo avisou neste post que “no blog é publicado todos os dias novas páginas de histórias em quadrinhos, não só dos próprios integrantes do Quarto Mundo, mas também de qualquer um que quiser colaborar com suas HQ’s.” Aproveite e envie seu trabalho prá lá, pois não é todo dia que qualquer um participa com o que quiser daquele Mundo.
  • Tenho que parar de incomodar o 4º Mundo… daqui a pouco começo a receber ameaças. Dias destes Leonardo Melo perguntou se não era eu o mala que perseguia o seleto grupo. Ou alguma coisa assim. Desconversei. É interessante que – não sendo integrante, devo ser o mala que mais divulga esse pessoal. É esquisito, convenhamos.
  • Antes que eu esqueça. Você também pode enviar conteúdo prá cá que estou sempre aberto a exposição de novidades e materiais. Só entrar em contato.
  • Já que não posso divulgar meus links patrocinados e ninguém tem a alma caridosa de me auxiliar a manter este blog/site, vou fazer a outra propaganda: entrei no Top 100 Webcomics Brasil. Prá quem está acompanhando este site ou Muertos e está (minimamente) gostando, podia dar um votinho prá ieu lá. Devo estar em último lugar, na última página.
  • Falando em ajudar, mandei spam prá meio mundo – prá ver se entravam em contato e me davam um ou outro linkezinho. Tive muitas respostas de e-mail, mas acho que fui mais linkado por gente que não é da área de quadrinhos – como o próprio Omedi, que pelo ditos produtores independentes. Ô gente marvada. Vou derrubar o link de todo mundo daqui! Huehuehue. Esse pessoal não se ajuda? Ninguém aí?
  • Nem o Bigorna fez um adendinho nem o Quadrinho.com com uma notinha de Muertos… Vou começar a xingar eles através deste blog. Funcionou com o Jerônimo e sua diputa pelo morto, no Bigorna.net e Neorama ao menos… Obrigado pelos contatos, pessoal! Aos que me linkaram e divulgaram, meus mais sinceros agradecimentos.
  • Walter Feijó – o cara do Armagem. Hoje é sexta. Espero que não furem com as atualizações das belas webcomics O Homem Morto e Brazil com Z.
  • Beltrano. Prato cheio prá que curte cartum. Em PDF – 18 páginas.
  • Comprei o Garagem Hermética #1 e o Cão #0. Foi meio no escuro. Essa gente não coloca prévias das revistas nos sites delas… você até acha uma ou outra préviazinha fuçando um pouco. Mas é confuso e trabalhoso. Eu achei ao menos.
  • Um exemplo é a Serpente e a Borboleta. Penei prá achar umas páginas online do trabalho. No próprio blog do autor – Marlon Tenório, possui excelentes histórias em quadrinhos online (que não ampliam para leitura), mas da dita cuja edição…
  • Bota f*** este trabalho do sr. Sobreiro e Filho. Em ingreis.
  • O Jr. – aquele meu amigo imaginário que sempre falo aqui no blógue, mandou links depois que falei mal dele:
  • O Jr. realmente precisa assinar o Neorama. Ou não. Eu assinei e faz mais uma semana que não recebo. Deve ser um complô.
  • Vou postar HOJE outra página de Muertos. E segunda mais uma.

Bate papo

Amauri de Paula da Quadrinho.com fez uma entrevista comigo via e-mail. Nunca fui muito bom de conversar… já passei pela tortura de umas duas entrevistas ao vivo e é uma experiência que não recomendo a ninguém. Ambas situações fiquei minutos respondendo da mesma forma: hã… sim… hm… não. Um desastre. As perguntas do Amauri foram enviadas por e-mail e então foram bem mais fáceis para mim – gosto de imaginar que sou mais versátil e produtivo escrevendo, mas isso que vai dizer é você: acesse a entrevista aqui. Valeu ao Amauri e a Quadrinho.com pela divulgação e gentileza com que me tratou.