Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Silêncio, por favor.


A vingança dos derrotados!

Marko Adjaric, do Neorama dos Quadrinhos, mandou um link prá cá – especificamente para este texto. Êba!

Curiosamente, ele associou ao link o seguinte questionamento: colocar suas HQs online piora sua sensação de derrota?

Opa. Ambíguo.

Como um bom e velho telecurso 2000, vamos pensar um pouco. Ou melhor: olhar pro passado e no que temos hoje.

Sou do tempo de fanzines impressos em xerox. Yap. Iniciozinho da década de 90. Era um saco ter um zine. Não pelo zine, mas pela comunicação entre zineiros e interessados. Você pode até não acreditar, mas não existia internet na época. Toda comunicação era muito lenta e o alcance, muito limitado. Não fosse pelo trabalho incansável de Edgard Guimarães (cuja recompensa é impossível, tamanha grandiosidade e generosidade do seu esforço) com o Informativo de Quadrinhos Independentes, acredito que sequer existiria algo.

A saber: o IQI (posteriormente QI) é um fanzine (que existe até hoje) que divulga, gratuitamente, todas as edições (fanzines ou não) recebidas – do país inteiro. Não somente de HQs, vale lembrar. Isso há mais de dez anos. Edgard é o cara entre os caras.

Bom, onde quero chegar é que, na época, um fanzine de sucesso, alcançava uma venda de 50 exemplares (para outros fanzineiros obviamente). Ou seja: seu trabalho tinha um alcance a, no máximo, 300 pessoas. Claro que fanzines, feitos em (grandes) capitais com distribuição local, poderiam alcançar números muito, mas muito, mais expressivos. Mas fora do seu gueto não ‘vendiam’ nada. Comecei com o Informativo Perry Rhodan, junto ao meu irmão Alexandre e (segundo ele) o IPR teve seu ápice com 110 assinantes. Somos do interior do Rio Grande do sul, caso não saibas. Posteriormente tive meu zine de quadrinhos e, segundo me recordo, ele nunca obteve 30 compradores. TRINTA! E era bem bom.

Bom². Com a internet tudo mudou (sério?). A tecnologia chegou e temos hoje ‘revistas independentes’ com excelente acabamento gráfico e impressão de mil exemplares ou mais. Impressionante. Certo que muitas encalham, poucas esgotam e que sua venda é lenta que nem corrida de caramujo. Mas elas existem e crescem a cada dia. Mas interessante é perceber que HQs nacionais ‘profissionais’ (publicadas por editoras que fujam da temática humor/infantil) não possuem uma tiragem com expressividade muito maior. Apesar de estarmos numa ‘explosão’ da HQ nacional, inclusive com reimpressão de títulos (será que isso aconteceu antes nos últimos vinte anos?), as vendas destes livros de quadrinhos ainda é tímida. Mas estamos muito bem, acredito. Como jamais estivemos. A HQB caminha para as livrarias e temos de dar-nos por feliz em estar conquistando um nicho. O primeiro, talvez. Espero que não o último.

Ioqueco? Bom… aonde quero chegar é que publicar HQs na rede é um excelente negócio, se parar para pensar. Seja lá qual for sua finalidade – se divertir, profissionalizar-se etc, HQ online é uma oportunidade ao alcance de todos. Mesmo que você tenha 50 acessos por dia ou mês, comparativamente, você pode até ser mais lido (e conhecido) que muito autor publicado por editora. E um alcance impensável há pouco mais de uma década. O Quarto Mundo publica, religiosamente, uma página de HQ por dia e já deve ter (um chute no escuro – eu não tenho idéia) uns 2.000 visitantes ao dia – senão o dobro disso. Muertos, depois de um ano, já rendeu por aqui mais de duzentos mil visitas, com mais de meio mihão de páginas visitadas. Ou seja: mesmo que apenas 1% sejam visitantes únicos e tenham lido o trabalho, é uma exposição excelente ao seu material. Não é à toa que sites e blogs de HQ pipocam mais e mais a cada dia. E isso é ótimo. Seja na qualidade e finalidade que for. Os ‘melhores’ (que tiverem mais sinergia com o público) se destacarão, com certeza – mas espero que todos se divirtam!

Liçãozinha do dia: webcomics são um bom começo e podem render ótimos negócios. Já que estamos em um excelente momento editorial impresso, você pode aproveitar a rede para se mostrar ao mundo. Se um dia você pretende publicar ‘oficialmente’, não há lugar melhor para experimentar e ver reações dos leitores. Ainda que incerta e cheia de perigos, a rede permite retornos específicos e mensuráveis. E o contato com possíveis/prováveis leitores é muito mais próximo, rápido e barato do que em publicações impressas.

Se você quiser, faça-o sem medo.

A quem interessar possa…

Muertos esgotou, todavia vez ou outra perguntam onde comprar esta história em quadrinhos, por e-mail. Não tenho mais nenhuma edição impressa, juro.

Mas não se desespere: você pode adquirí-la na livraria TexBR ou na HQ Mix Livraria, em sampa (cadê o site, Gual? :D ). Há também edições em poder do Quarto Mundo – então o negócio é entrar em contato com eles.

Mas você pode lê-la inteira como HQ online. De graça.

Aproveitando… a HQ 10 Centavos também não existe mais também na versão impressa – mas tem a webcomic.

E não, não fiz nenhum outro fanzine impresso.

A quem interessar possa, claro.

Dando nome aos bois. Ou quase.

Por onde começar?

  • Estive em Sampa nesta última semana que passou. No sábado passado houveram os aniversários da Livraria HQ Mix e do Quarto Mundo.
  • Conheci trocentas pessoas ao mesmo tempo. O que foi ótimo. Minutos de conversa com cada um. O que foi uma pena. Realmente é em São Paulo que as coisas acontecem.
  • Impressionante a gentileza e atenção que recebi de todos. Todos, sem exceção alguma, foram muito legais. É engraçado encontrar com o pessoal do Quarto Mundo ao vivo – gente que só se conhece por e-mails e mensagens via rede. Valeu conhecê-los, galera! Tanta gente talentosa que gostaria de ter conversado mais! Espero que se repita outra reunião em breve.
  • A coisa foi tanta que até o Oggh (disfarçado, com medo de ser apedrejado) apareceu.
  • César Freitas da HQ & Cia é um louco – na próxima visita faço questão da presença dele na mesa para tomar cerveja e discutir os bairrismos (dele, é claro – huahua). Edu Fernandes nunca mais vai querer me ver na frente – não com uma caneta para emprestar, ao menos.
  • No pouco tempo que tinha (as horas voaram!!!) conheci pessoalmente o Rodrigo Soldado. Confirmou-se minha suspeita de quão inteligente e visionário ele é. Questão de tempo (infelizmente sempre maior que desejamos) para que seja reconhecido.
  • Até cruzei com o sr. Fábio Moon – e como bom fã nerd, fui cumprimentá-lo pelo excelente trabalho que realiza (só conheço as obras que ele publicou aqui no país). Ele me olhou com um ar um tanto incrédulo (“será que este psicopata vai me matar?”).
  • Lourenço Mutarelli chegou com uma garrafinha de uísque – o que prova que ele só pode ser um bom sujeito.
  • Rafael Grampá é o típico gaúcho. Possui uma cara séria que deve intimidar muita gente. Com poucas palavras dele, vi que é um sujeito do bem e bastante atencioso. Parabéns pelo seu trabalho inquestionável em MD, Grampá.
  • Enfim, gostaria de ter falado muito, muito mais com todos.
  • Não pude ir a festa do Quarto Mundo – morei alguns anos em São Paulo e meus amigos locais foram lá para me ver no curto período que fiquei na cidade, então não podia deixá-los na mão e fui jantar com eles. Mas outras oportunidades virão, com certeza, para me juntar ao quadrinhistas com mais calma, por mais tempo.
  • O grande destaque ao meu ver foi Gualberto Costa – o proprietário da livraria HQ Mix. Esse cara impressiona. Você não sabe o que é alguém apaixonado pelo que faz até falar com ele. Voltei no Domingo à livraria HQ Mix e ele, exausto, ainda teve energia para dar uma atenção tremenda prá mim. Muito, muito gentil, muito, muito legal. Obrigado pela recepção, Gual.
  • Agradeço também a todos que ajudaram na divulgação do evento de lançamento (e) de Muertos. São eles: Amauri de Paula do Quadrinho.com, Augusto Paim da CABRUUM, Cadu Simões no Quarto Mundo, Cesar e Edu da HQ & Cia, Danilo Beyruth do Evilking, Eudes Honorato do Rapadura Açucarada, Hector Lima e o Goma de Mascar, Homero Pivotto Jr. do Diário de Santa Maria, Levi Trindade da Wizmania (não tenho a revista, mas sei que saiu uma página inteira sobre Muertos), Marcelo De Franceschi e a galera do DACOM, Paulo Floro e a revista O Grito, Renato Lebeau do Impulso HQ, Renato Rosatti do Infernotícias, Rodrigo Galhano da Reviews de Histórias em Quadrinhos, Rodrigo Leão do Nóis na Tira, Tiago Castro do Blog Insônia, Victor Maia do I’m a rock. Espero não ter deixado ninguém de fora – caso o tenha, avise que vou atualizando.
  • Obrigado a todos que foram. A todos que falaram comigo. Desculpe se fui breve ou aéreo – mas estava tonto com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Até a próxima!

Lançamento de Muertos

Na próxima quarta-feira, 24 de Setembro às 18h30min, será lançada a revista Muertos no Santa Maria Shopping (Calçadão, em frente ao cinema, Santa Maria – RS).

Além de Muertos, haverão edições da Quadrinhópole, também do coletivo Quarto Mundo.

Estão todos convidados! Vejo vocês lá!

Links sobre quadrinhos

Juro que às vezes nem eu entendo a internet… apesar de ‘linkar’ muita gente, quase ninguém retorna os links – sejam em notícias. Apesar disto, tenho tido um constante crescimento de acessos diários e contatos. Eu amo o Google e mais ainda você que tem a paciência de me aguentar e acompanhar Muertos (a HQ grátis daqui). Mesmo a maioria dos integrantes do grupo o qual participo – o Quarto Mundo, não manda links prá cá. Não entendo a internet como disse, já as pessoas, deixei de entendê-las faz tempo. Ok, já implorei e rastejei por divulgação, vamos aos links de sexta-feira:

  • Grande Castelo – muito boa esta história em quadrinhos de Marcelo Fontana e Thiago Magalhães Francisco. Podiam colocar alguma navegação entre as páginas para facilitar a leitura online.
  • O imperdível Nanquim Descartável, do sr. Daniel Esteves, chegou ao seu segundo número e ganhou até blog.
  • O Banco Itaú por vezes pode ser cultural; HQ com textos e desenhos de Júlio Brilha.
  • Não faltam desenhistas ao mundo: conheçam Rafael Cravo (ou será Raphael?).
  • Com o fim da greve dos Correios, nesta próxima semana – ou ainda na outra, vou encomendar uma porrada de coisas. Entre elas, o Necronauta, e conhecer melhor os belos trabalhos de Danilo Beyruth.
  • Falando em pedir, estou em dúvida ainda quanto ao Prontuário 666. Não há dúvida da beleza do trabalho de Samuel Casal… como será o texto de Adriana Brunstein? Não questiono o quanto ela entende de Zé do Caixão, já que parece ser uma especialista do assunto…
  • Ei – cs notaram que os nomes? DANIEL, DANIlo, RafaEL, SamuEL… Medo.
  • Prá quem curte passar medo, convido-os a conhecer o (já famoso) Boca do Inferno. Prá quem conhece, sempre vale uma visitinha, prá quem não conhece – é hora de deixar de ser um herege.
  • Fabio Cobiaco. Esse criaria boas capas para HQs de terror
  • Gus Morais é aquele cara que te deixa de mau humor (não preciso disso, estou sempre de mau humor); leia os quadrinhos de Sinestesia.
  • Uma HQ online precisa destes pontos que já falei… O pessoal do Armagem Herética pelo visto jogou tudo pro alto, mas aindassim há novidade sobre o Homem Morto.
  • Como estou escrevendo sobre temas como medo, morte e horror – só coisas alegres como eu, há uma última infeliz notícia: Desvio encontrou seu caminho. Sem volta. De repente, tendo uns 10 mil acessos diários eles voltam. Com esta quantidade de acessos eu também continuaria…

Bom final de semana, pessoal.

Quarto Mundo

O Quarto Mundo – ou 4º Mundo (nunca sei como se escreve isso), receberá este ano do HQ Mix um troféu na categoria grande contribuição à linguagem dos quadrinhos.

É importante este reconhecimento de jovens que lutam por seu espaço no mercado nacional e tem batalhado a duras penas nas publicações de suas revistas independentes.

Segundo o próprio coletivo dos independentes do 4º Mundo, seu objetivo é:

Formado por um grupo atuante de quadrinhistas, o Quarto Mundo se propõe a ajudar a distribuir, vender, divulgar e trocar experiências de produção de revistas independentes, procurando soluções para contornar os problemas relativos à essa produção em nosso país.

Parabéns ao Quarto Mundo. Que vinguem seus frutos e que eles sejam duradouros. Visite o site http://4mundo.com/.

Para maiores informações sobre o HQ Mix 2008 acesse o Blog dos Quadrinhos (http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/) ou o próprio site do HQ Mix (http://www.hqmix.com.br/).

O Circo de Lucca

Circo de Lucca | Dezembro de 2007 | 136 páginas | 16,5cm x 24cm | capa colorida e miolo… às vezes também

LuCCA. JoZZ.

Na primeira cruzada que tive com esta edição, ela não me atraiu muito. Canalha como sou, vejo antes desenho que coração. Os traços estavam todos lá, em uma mesma história, misturados em técnica e estilo. Páginas coloridas e outras PB. Esquisito. O problema prá mim nem era tanto a qualidade técnica das ilustrações, mas sim que elas beiravam muito ao cômico. Tinha algo de Estranhos no Paraíso no traço, o que me deixou confuso e sendo uma obra brasileira, inseguro. Devir??? Realmente, muito esquisito. Infelizmente talvez seja o que muitos podem pensar ao folhear este lançamento – o que é uma pena.

Semanas depois acabei lendo uma resenha sobre o livro no Quarto Mundo. E meu preconceito ignorante se foi, substituido pela urgência em adquirir o exemplar. Corri para a banca, esperançoso que ainda estivesse lá. Estava. Após ter lido, agradeço aos céus que não a tivessem vendido. Mas espero sinceramente que venda muito e – se estiver me lendo, que seja um dos agraciados pela leitura de tão belo trabalho.

O livro brinca com o tema de biografia e isto me deixou intrigado. Autobiografia? O projeto vem da conclusão de curso em Desenho Industrial, que Jozz frequentou, e tem como idéia a narrativa da personagem Lucca em fazer uma história em quadrinhos. A personagem cursa Desenho Industrial. O texto revira a metalinguagem dos quadrinhos – imagine alguns dos tópicos dos livros de McCloud e Eisner cruzando por uma HQ, mas com a orientação do autor/personagem para contar uma história. E que história!

(Metalinguagem da HQ? Putz Essa doeu. Deve ter rolado cada papo cabeça no desenvolvimento deste trabalho… zulivre.)

A história é leve, rápida e – enquanto somos levados junto com o autor/personagem na criação de seu trabalho, é muito divertida de se ler. Divertida sem ter aquele humor besta facinho. Trata muito do cotidiano do desenhista/escritor/roteirista e aí que fico me perguntando o quanto de Jozz tem em Lucca. Mas com certeza muito de Lucca ficou em Jozz. Claramente vemos no decorrer de toda a HQ o esforço e dedicação do autor na produção deste trabalho. As horas de desenho, o sacrifício em desenvolver hercúleo, inteligente e sensível projeto. Imagino a percepção sobre quadrinhos que Jozz deve ter ganho ao finalizar o Circo de Lucca. Uma percepção compartilhada a todos que a lerem.

Leitura obrigatória meninos. E meninas.

Sou formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal de Santa Maria. Vi muita gente fazendo seu trabalho de conclusão de curso sobre quadrinhos – não foi meu caso. Eram Scott McClouds prá lá e Will Eisners prá cá. Todos reclamavam que não havia muita bibliografia. No final do livro ainda foi colocado o desenvolvimento teórico, (des)escrito, da TGI. Há boas referências e conceituações a serem exploradas – bem como a própria bibliografia que usou. Se estiverem pensando em trabalhar na sua dissertação de final de curso com histórias em quadrinhos, a leitura do Circo de Lucca é indispensável.

Se quiser trabalhar profissionalmente com HQ, também.

Compre a sua. Visite o site do autor.

* Atualização – 14/07/08
Bom. Aqui não é lugar de resenhas. Eu não faço resenhas. Isto é coisa de crítico e não sou um crítico. O que exponho aqui são meus achismos – minha visão sobre a experiência que tenho ao ler determinada obra. Por isso também não tenho preocupação maior em descrever a obra – seu enredo, desenvolvimento, etc. Como perguntaram, vou colocar algumas palavras extras sobre O Circo de Lucca.

O Circo de Lucca trata sobre algo que talvez seja familiar a todos que produzem quadrinhos: a criação de uma HQ… que faça diferença! Talvez se aplique mais a escritores (Jozz escreve e desenha a edição), mas com certeza também atinge os desenhistas, que querem seu lugar ao Sol. A trama se desenrola através do cotidiano de Lucca em busca da criação de uma personagem marcante, única – um herói. Sim. Uma personagem pode ser um herói e necessariamente não precisa voar. Imerso na preocupação de produzir um marco nas HQs (exageros incluídos), surge numa daquelas sacadas/insights inexplicáveis algo que insiste em atormentá-lo de forma onírica e engraçada: um palhaço. A trama se desenvolve em um crescente, paralelamente entre o cotidiano do artista e a construção do conceito de o que é um herói: a utilização do tema aplicada aos quadrinhos é que vem toda a brincadeira da metalinguagem genialmente sacada por Jozz. O que é uma HQ e como ela pode ser feita? O entrosamento da narrativa é ágil, muito bem construído e seu final – que obviamente não irei contar, é soberbo. Imperdível, como já disse.

Links de Histórias em Quadrinhos

  • Prefácio. Inferno Verde – HQs online da Ligazine.
  • DW tem um (outro?) blog.
  • Troquei um ou outro e-mail com Emmanuel Thomaz. Recebi dele o Horizonte Zero #1 e #2. Com textos de Marcelo Marat, é impressionante a qualidade deste trabalho. As revistas em PDF podem ser pedidas gratuitamente através do e-mail nitronorato@bol.com.br. Recomendo.
  • Aproveitando – o sr. Thomaz trabalhou também no Máscara Noturna, que comprei através do Bodega. Ainda vou falar deste trabalho. Falar bem.
  • Essa greve dos correios tá me fodendo. Tou com meia dúzia de coisas no limbo. Se elas virarem pó, vou ficar p da cara. Também querendo fazer novos pedidos, mas… tá louco. Vou deixar passar uma semana depois que retornarem da greve antes de comprar qualquer coisa.
  • Adoraria falar mal da estatal (mista?) dos Correios, mas a verdade é que – ao contrário do que ouço e leio, sempre obtive um excelente relacionamento com os Correios, e não tive nenhum extravio nestas mais de trinta revistas que encomendei ultimamente.
  • Você já leu as matérias do Pop Balões?
  • Interlúdio. Nova. Mais quadrinhos online da Ligazine.
  • Novas páginas da bela proposta Diálogo com a Morte.
  • Fuçando: Muco Medieval e a A Baleia Adolescente.
  • Recebi dois e-mails esta semana perguntando por quê não gosto de tiras. As pessoas gostam de tirinhas, cartuns, estas coisas relacionadas ao humor e que sejam engraçadas. Ainda escreverei sobre isto.
  • Não que não goste de humor, só gosto de quadrinhos mais… longos.
  • Vou pedir comissão do Pablo Mayer depois desta propaganda toda… Falando nisso – já comprou A Casa ao Lado? Vale a pena.
  • Li no Quarto Mundo uma resenha sobre o Circo de Lucca – de Jozz. Admito que cruzei por esta edição na banca. Não me interessei muito (agora o autor me mata) e não comprei. Amanhã será mais um dia de falar com Jesus – desta vez sobre Jozzus. Percebi duas coisas no referido texto: a) eu também sofro dos pontos que falei sobre decisão de compra; b) o sr. Simões escreve mais do que eu.
  • Vi os lançamentos do Bodega. Tive atenção especial ao Boca do Inferno #2 – que liberou amostras de páginas, após árdua campanha. Um fato interessante é que a HQ do Laudo – Eles podem voltar, é desenhada sobre o mesmo conto de Cidade Fantasma. Bom. Talvez não há nada de interessante sobre isto, de fato.
  • Já escrevi que esta greve dos Correios tá me enervando? Quero comprar Encantarias. Que saco ter que esperar esta greve acabar…
  • Posfácio. Alice. Quadrinhos online. Adivinha de quem.

Mais um post com título ruim

  • Aqueles lá estão publicando Undeadman. Página por página. O pessoal do Quadrinhópole disponibilizou a HQ inteira, numa tacada só, aqui.
  • Inclusive o Quarto Mundo avisou neste post que “no blog é publicado todos os dias novas páginas de histórias em quadrinhos, não só dos próprios integrantes do Quarto Mundo, mas também de qualquer um que quiser colaborar com suas HQ’s.” Aproveite e envie seu trabalho prá lá, pois não é todo dia que qualquer um participa com o que quiser daquele Mundo.
  • Tenho que parar de incomodar o 4º Mundo… daqui a pouco começo a receber ameaças. Dias destes Leonardo Melo perguntou se não era eu o mala que perseguia o seleto grupo. Ou alguma coisa assim. Desconversei. É interessante que – não sendo integrante, devo ser o mala que mais divulga esse pessoal. É esquisito, convenhamos.
  • Antes que eu esqueça. Você também pode enviar conteúdo prá cá que estou sempre aberto a exposição de novidades e materiais. Só entrar em contato.
  • Já que não posso divulgar meus links patrocinados e ninguém tem a alma caridosa de me auxiliar a manter este blog/site, vou fazer a outra propaganda: entrei no Top 100 Webcomics Brasil. Prá quem está acompanhando este site ou Muertos e está (minimamente) gostando, podia dar um votinho prá ieu lá. Devo estar em último lugar, na última página.
  • Falando em ajudar, mandei spam prá meio mundo – prá ver se entravam em contato e me davam um ou outro linkezinho. Tive muitas respostas de e-mail, mas acho que fui mais linkado por gente que não é da área de quadrinhos – como o próprio Omedi, que pelo ditos produtores independentes. Ô gente marvada. Vou derrubar o link de todo mundo daqui! Huehuehue. Esse pessoal não se ajuda? Ninguém aí?
  • Nem o Bigorna fez um adendinho nem o Quadrinho.com com uma notinha de Muertos… Vou começar a xingar eles através deste blog. Funcionou com o Jerônimo e sua diputa pelo morto, no Bigorna.net e Neorama ao menos… Obrigado pelos contatos, pessoal! Aos que me linkaram e divulgaram, meus mais sinceros agradecimentos.
  • Walter Feijó – o cara do Armagem. Hoje é sexta. Espero que não furem com as atualizações das belas webcomics O Homem Morto e Brazil com Z.
  • Beltrano. Prato cheio prá que curte cartum. Em PDF – 18 páginas.
  • Comprei o Garagem Hermética #1 e o Cão #0. Foi meio no escuro. Essa gente não coloca prévias das revistas nos sites delas… você até acha uma ou outra préviazinha fuçando um pouco. Mas é confuso e trabalhoso. Eu achei ao menos.
  • Um exemplo é a Serpente e a Borboleta. Penei prá achar umas páginas online do trabalho. No próprio blog do autor – Marlon Tenório, possui excelentes histórias em quadrinhos online (que não ampliam para leitura), mas da dita cuja edição…
  • Bota f*** este trabalho do sr. Sobreiro e Filho. Em ingreis.
  • O Jr. – aquele meu amigo imaginário que sempre falo aqui no blógue, mandou links depois que falei mal dele:
  • O Jr. realmente precisa assinar o Neorama. Ou não. Eu assinei e faz mais uma semana que não recebo. Deve ser um complô.
  • Vou postar HOJE outra página de Muertos. E segunda mais uma.

Uma aventura no Bodega

Eu nem sei de onde (ou quando) surgiu isso, mas se propagou como um incêndio. Visitei o Bodega várias vezes até me aventurar a comprar lá. A iniciativa é ótima e por demais de honrada. Reunir em só um espaço a produção nacional em seus mais variados temas sem exclusão de estilos e até mesmo de experiência.

Tanto olhei que acabei por decidir comprar. Fiz o pedido numa sexta-feira de Boca do Inferno #1, Shem ha-Mephorash, Café Espacial #2 e os Avenidas #1 e #2 Prismarte #36 e #45 e o Penitente #1. Vou comentá-los no decorrer da semana, mas vamos ficar agora sobre minha experiência bodeguística.

Paguei o pedido na segunda-feira seguinte a confirmação da compra (que fora enviada no Domingo à noite). Nestas duas semanas que decorreram ainda não recebi o Penitente e o Prismarte. Apesar de estar na espera ainda dos Prismartes e Penitente (peloamordemeusfilhinhos que eu os receba esta semana) e considerar o tempo de recebimento muito longo, acredito que a experiência foi válida e não só pretendo fazer novos pedidos – como já os fiz, ontem – sexta-feira. Ainda assim há algumas coisas que não me agradam muito no site/loja e as coloco aqui até como sincera contribuição de sugestão de melhorias. São elas:

1. A forma de como é feita a transação não é clara. E não vejo porquê não sê-la. Você compra no Bodega, deposita o valor em alguma das contas de Leonardo Santana e ele se encarrega de comunicar os editores, que enviam as edições até você. O Bodega de fato não tem os quadrinhos lá: é apenas um meio de concentrar a produção de quem quiser expor lá e agilizar sua venda. Acho ótimo, somente poderiam deixar isto claro ao comprador. Não sei como funciona a questão de repasse de valores pros editores das revistas compradas, se existem porcentagens para a loja e se existirem, quais são.

2. Não fica claro se qualquer um pode expor seu material lá. É necessário uma pré-aprovação (argh) ou convite (argh²) como no Quarto Mundo?

3. Cálculo de frete. VOcê só recebe o valor total que deverá depositar na confirmação via e-mail de Leonardo Santana. Está certo que ele tem que verificar a disponibilidade das edições com seus editores, mas o valor de frete não aparecer na loja no momento da compra pode trazer desistência da compra ou mesmo desconforto ou embaraço para quem está comprando. O ideal é que se apresente o valor total antes da confirmação da compra, até para que o leitor possa ter o controle e estar ciente de quanto irá gastar antes de finalizar o pedido.

4. Algumas obras não possuem prévias. Não sei até que ponto a loja tem controle disto – ou se é decisão, trabalho dos editores enviarem as imagens das histórias em quadrinhos. Senhores, esta é uma tecla que eu sempre bato: coloquem amostras das HQs. Para orientar o leitor do que está comprando. Seja tema, abordagem, estilo e até qualidade. Não entendo como alguém acha que determinada edição tem mais chances de vender não tendo prévias – seja lá porque razão. Isto parece falta de fé no próprio trabalho. Se for por medo que o leitor ache ruim o trabalho e daí não compre seu gibi, por que estão vendendo? Antes de vender você tem que acreditar no que está vendendo… Eu mesmo decidi não vender 10 Centavos. Hehe.

5. A navegação e o design podia ter uns ajustes… (coisa de dezaimer chato).

A proposta do Bodega é impar. Eu a aplaudo de pé. Deve dar um trabalhão e ser uma encheção de saco cuidar de tantas edições, tantos contatos e pedidos. E ainda por cima não creio que alguém esteja ganhando alguma remuneração substancial por isto. Leonardo Santana está escrevendo seu espaço na história da HQ nacional com tamanha iniciativa e coragem. Parabéns ao sr. Santana. Gostaria de saber qual é a saída ou quantidade de vendas deste tipo de empreendimento. Não creio que alguém fique rico com isto, mas queria ter uma noção do potencial da internet para esta finalidade, nesta área tão específica que é o quadrinho nacional independente. O site da Quadrinhópole está com uma proposta parecida. Vou fazer um pedido para ver como é e posto meu retorno aqui.

Trabalho com internet e estou pensando em formas de ajudar a sanar estes pontos acima apresentados e outros que não coloquei. Não sou do Quarto Mundo, mas desejo efetivamente colaborar com o desenvolvimento do mercado nacional. A venda é um dos seus pontos cruciais. Mas quando tiver isso mais formatado e real – acho que leva ainda uns noventa dias, apresento o que tenho em mente.