Histórias em Quadrinhos • DS.art.br

Silêncio, por favor.


Trófeu HQ Mix 2009

Caraca. Uma boa notícia a todo aquele fanzineiro que não mora em capital nem possui um networking digno de nota. Apesar do zé mané aqui não conhecer ninguém e morar no raio que o parta, 20 quilômetros depois que Judas perdeu as botas, estou na lista indicada do Troféu HQ Mix deste ano. Publicação Independente Especial. Quem diria que eu e meu irmão iríamos tão longe. Se nós conseguimos, com certeza, você fará melhor. Nunca desista. Nunca se renda.

Boa sorte a todos nós (se nós levarmos, prometo nunca mais mentir na minha vida) e parabéns aos vencedores. Segue a lista de pré-indicados (os quais não há obrigatoriedade de voto – vale ressaltar).

Desenhista Nacional

Desenhista Estrangeiro

Roteirista Nacional

Roteirista Estrangeiro

  • Alan Moore (“Promethea” – Pixel)
  • Ai Yazawa (“Nana” – JBC)
  • Brian Wood (“DMZ” – Panini; “Local” – Devir)
  • Charles Burns (“Black Hole” – Conrad)
  • David B. (“Epiléptico” – Conrad)
  • Geoff Johns (“Lanterna Verde”; “JSA” – Panini)
  • Grant Morrison (“Grandes Astros Superman” – Panini)

Desenhista Revelação

Roteirista Revelação


Ilustrador Nacional

Tira Nacional

Web Quadrinhos

Publicação Infanto-Juvenil

Publicação de Clássico

Publicação de Humor

Publicação Mix

Publicação Erótica

Publicação de Aventura/Terror/ Ficção

Edição Especial Nacional

Edição Especial Estrangeira

Publicação Independente de Autor

Publicação Independente de Grupo

Publicação Independente Especial

Publicação de Tiras

Publicação de Charges

Publicação de Cartuns

Livro Teórico

Projeto Editorial

Adaptação para Outro Veículo

  • Aline (tevê)
  • Batman – O Cavaleiro das Trevas (cinema)
  • O Caderno da Morte – Death Note (teatro)
  • A Noite dos Palhaços Mudos (teatro)
  • Homem de Ferro (cinema)
  • Persépolis (cinema)
  • Hellboy II – O Exército Dourado (cinema)

Adaptação para os Quadrinhos

Mídia sobre Quadrinhos

Editora do ano

E se não levar, paro de fazer quadrinhos. Huehuehue.

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Vida online

Dando nome aos bois. Ou quase.

Por onde começar?

  • Estive em Sampa nesta última semana que passou. No sábado passado houveram os aniversários da Livraria HQ Mix e do Quarto Mundo.
  • Conheci trocentas pessoas ao mesmo tempo. O que foi ótimo. Minutos de conversa com cada um. O que foi uma pena. Realmente é em São Paulo que as coisas acontecem.
  • Impressionante a gentileza e atenção que recebi de todos. Todos, sem exceção alguma, foram muito legais. É engraçado encontrar com o pessoal do Quarto Mundo ao vivo – gente que só se conhece por e-mails e mensagens via rede. Valeu conhecê-los, galera! Tanta gente talentosa que gostaria de ter conversado mais! Espero que se repita outra reunião em breve.
  • A coisa foi tanta que até o Oggh (disfarçado, com medo de ser apedrejado) apareceu.
  • César Freitas da HQ & Cia é um louco – na próxima visita faço questão da presença dele na mesa para tomar cerveja e discutir os bairrismos (dele, é claro – huahua). Edu Fernandes nunca mais vai querer me ver na frente – não com uma caneta para emprestar, ao menos.
  • No pouco tempo que tinha (as horas voaram!!!) conheci pessoalmente o Rodrigo Soldado. Confirmou-se minha suspeita de quão inteligente e visionário ele é. Questão de tempo (infelizmente sempre maior que desejamos) para que seja reconhecido.
  • Até cruzei com o sr. Fábio Moon – e como bom fã nerd, fui cumprimentá-lo pelo excelente trabalho que realiza (só conheço as obras que ele publicou aqui no país). Ele me olhou com um ar um tanto incrédulo (“será que este psicopata vai me matar?”).
  • Lourenço Mutarelli chegou com uma garrafinha de uísque – o que prova que ele só pode ser um bom sujeito.
  • Rafael Grampá é o típico gaúcho. Possui uma cara séria que deve intimidar muita gente. Com poucas palavras dele, vi que é um sujeito do bem e bastante atencioso. Parabéns pelo seu trabalho inquestionável em MD, Grampá.
  • Enfim, gostaria de ter falado muito, muito mais com todos.
  • Não pude ir a festa do Quarto Mundo – morei alguns anos em São Paulo e meus amigos locais foram lá para me ver no curto período que fiquei na cidade, então não podia deixá-los na mão e fui jantar com eles. Mas outras oportunidades virão, com certeza, para me juntar ao quadrinhistas com mais calma, por mais tempo.
  • O grande destaque ao meu ver foi Gualberto Costa – o proprietário da livraria HQ Mix. Esse cara impressiona. Você não sabe o que é alguém apaixonado pelo que faz até falar com ele. Voltei no Domingo à livraria HQ Mix e ele, exausto, ainda teve energia para dar uma atenção tremenda prá mim. Muito, muito gentil, muito, muito legal. Obrigado pela recepção, Gual.
  • Agradeço também a todos que ajudaram na divulgação do evento de lançamento (e) de Muertos. São eles: Amauri de Paula do Quadrinho.com, Augusto Paim da CABRUUM, Cadu Simões no Quarto Mundo, Cesar e Edu da HQ & Cia, Danilo Beyruth do Evilking, Eudes Honorato do Rapadura Açucarada, Hector Lima e o Goma de Mascar, Homero Pivotto Jr. do Diário de Santa Maria, Levi Trindade da Wizmania (não tenho a revista, mas sei que saiu uma página inteira sobre Muertos), Marcelo De Franceschi e a galera do DACOM, Paulo Floro e a revista O Grito, Renato Lebeau do Impulso HQ, Renato Rosatti do Infernotícias, Rodrigo Galhano da Reviews de Histórias em Quadrinhos, Rodrigo Leão do Nóis na Tira, Tiago Castro do Blog Insônia, Victor Maia do I’m a rock. Espero não ter deixado ninguém de fora – caso o tenha, avise que vou atualizando.
  • Obrigado a todos que foram. A todos que falaram comigo. Desculpe se fui breve ou aéreo – mas estava tonto com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Até a próxima!

Quadrinhofilia

Ah. É realmente um prazer receber uma edição destas em casa. Maior ainda é ler um trabalho tão bem feito, com tamanho cuidado e edição. E olha que Quadrinhofilia é a coleção de histórias mortas, “de gaveta”, do sr José Aguiar – como ele mesmo expôs, mas que não foram feitas para este fim.

Sorte do leitor.

A edição é um requinte por si só – com direito a páginas para divisão das histórias e diagramação caprichada. Visualmente perfeita. Os quadrinhos são muito, muito bons. Li e reli – tanto as HQs quanto seus textos introdutórios e conclusivos.

Passei por um ou outro trabalho do sr. Aguiar, mas de fato não o havia marcado como fiz agora. Nesta edição ele faz um compêndio de suas histórias em quadrinhos da última década. Em tantos belos e diversos estilos e temas. Um mesmo homem. Seja narrando histórias sozinho ou muito bem acompanhado – com Fernanda Baukat, Abs Moraes, Gian Danton ou ainda adaptando obra de Sabrina Lopes, todos os quadrinhos tem o comprometimento de passar seu recado, em seus respectivos estilos e técnicas.

Nas cerca de oitenta páginas nos debatemos com um José Aguiar solto, misterioso, fantasioso, erótico, biográfico, divertido, reflexivo, questionador ou simplesmente viajante (graças ao bom pai, não muito deste útlimo). As HQs focam diversos objetivos e, a cada um, o sr. Aguiar nos mostra uma faceta sua com uma arte específica e a preocupação de tornar seus traços condizentes com a história que está contando.

Lá pelo meio da revista eu já estava preocupado – faltavam datas de cada HQ e alguma informação a mais sobre todo este trabalho. Ao concluir a leitura de todas as histórias em quadrinhos, fui gratificado: no fechamento da revista o autor traz um texto sobre todo o projeto e sua produção. Bom que ele não ficou chorando ou se lamentando do mercado brasileiro e coisas comuns a editoriais da produção nacional. Inclusive há uma HQ neste livro que fala justamente sobre isto – beirando à genialidade, vai surpreender todo aquele que acredita entender alguma coisa do mercado nacional de quadrinhos. Eu, ao menos, ainda estou refletindo a respeito da história.

Inicia o pósfácio sobre seu trabalho largando “de que adiantam se não chegam aos olhos dos leitores?” – sem lamúrias, como este recorte possa parecer, lá no meio admite que “10 anos atrás, eu perseguia a idéia de produzir algo com cerca de 80 páginas de quadrinhos”.

Para a minha sorte, José Aguiar conseguiu.

F.D.P. – Se não morrer ninguém não é notícia

F.D.P. – Se não morrer ninguém não é notícia | Janeiro de 2008 | 28 páginas | 15cm x 25cm | capa e miolo colorido

Mais uma que adquiri no Bodega. Ao pegar um exemplar de F.D.P. você já sente a diferença. Com papel couché de alta gramatura, chega a assustar de tão surpreendente é o acabamento desta edição. Segue release:

F.D.P., é uma série que conta as aventuras de Fernando Drummond Pessoa, um jornalista que faz o tipo anti-herói que vive em busca de matérias, mas que acaba sempre se metendo em confusões de outro mundo.

As aventuras se passam em São Paulo nos dias atuais.

Seu nome é FERNANDO DRUMMOND PESSOA, uma homenagem óbvia ao poeta português. Mas ele não gosta muito de seu nome. acha que foi uma grande sacanagem que o seu pai fez com ele.

Mas quem é esse Fernando afinal de contas ? Fernando é um repórter cínico, cara de pau, malandro, sem-vergonha, adora encher a cara (Principalmente de vodka) e é fã incondicinal de Elvis Presley. Obviamente Fernando não possui poderes, apenas a capacidade de irritar os outros.

Mas, apesar de não ter poderes, Fernando está sempre se envolvendo em aventuras fora do normal e já enfrentou bandidos com poderes paranormais, demônios, viciados com força sobre-humana e, até mesmo, um exército de clones. Apesar do que possa parecer, ele não é mais um personagem cômico, com histórias beirando ao non-sense. Elas estão mais puxadas para a linha vertigo. Eu costumo dizer que é uma espécie de CHARLES BUKOWSKI COM ARQUIVO X. Mas, obviamente, não tem nada a ver com nenhuma das duas.

Personagens coadjuvantes: Diana Santos, Fabrício, Brandão, Cap. Josué.

A revista tem 28 páginas TOTALMENTE COLORIDAS, papel couchê brilho LD 170g (Capa) e 150 g (Miolo), tamanho 17 x 25 cm, e conta as desventuras de um réporter politicamente incorreto que enfrenta , nesta primeira aventura, agiotas, ladrões de banco paranormais e uma ressaca desgraçada.

É ação, suspense, diversão, palavrões, assassinato e mutilações que vão lhe envolver do início ao fim. Para ler uma prévia com as cinco primeiras páginas da revista, procure a seção HQS ON LINE no menu acima.

Para saber um pouco mais sobre o personagem e ver uma galeria de fanarts com grandes desenhistas como: Allan Goldman, Gerson Witte, Luciano Félix, Lorde Lobo, Will, Téo Pinheiro e outros, Clique em PERSONAGENS no menu acima e depois na imagem do F.D.P.

Compre sua edição (e bota edição nisso) no Bodega.

Nanquim Descartável

Nanquim Descartável #1 | Outubro de 2007 | 32 páginas | 17cm x 26cm | capa colorida e miolo P&B

Teoricamente é fácil falar sobre Nanquim Descartável. Fácil porque é uma história em quadrinhos surpreendentemente boa. Só não é fácil por dois motivos: minha incapacidade de entender como se conseguiu chegar a este resultado. O outro motivo é obviamente minha inveja. É brabo falar desse pessoal que nos dá uma camaçada de pau (terminho aqui dos pampas) que você nem sabe de onde vieram os tapas, pontapés e socos.

Sempre fico muito surpreso quando um escritor (e não escritora) escreve sobre o universo feminino.

Conheço muitas HQs feitas por homens que dedicam seus roteiros e contos a personagens femininas, todavia a linha que separa o ridículo/forçado e o natural/suave, normalmente não é bem equilibrada. Porco chauvinista e ignorante que sou, acredito que esta tênue divisão é justamente característica da alma feminina, tão incompreendida pelos homens. É dito que todos os homens são iguais. Bom meninas, Daniel Esteves não é. Vão atrás de Daniel Esteves*! Em Nanquim Descartável ele nos trás “As loucas aventuras de Ju e Sandra” (parace ter saído de chamadas de filmes da sessão da tarde), duas estudantes universitárias que dividem apartamento e se ‘aventuram’ em relações amorosas, trabalhos, festas, estudo e… quadrinhos. Sim, histórias em quadrinhos. Ju (cujo nome não é Juliana), estudante de jornalismo, escreve as histórias enquanto Sandra (cujo nome é Sandra), estudante de artes plásticas, desenha os quadrinhos.

De fato é impressionante o tom de realidade que você encontra neste trabalho. Esteves conseguiu imprimir uma personalidade aos personagens e seus diálogos que não consigo encontrar paralelos no mercado. Se você está pensando em Estranhos no Paraíso, esqueça. Depois de ler Nanquim Descartável vais considerar a obra de Terry Moore caricata e distante. Quem quiser chiar, que leia primeiro o Nanquim antes de abrir o bico. O texto é tão verossímil que parece que estão narrando alguma parte de sua vida cotidiana quando se tem vinte, vinte e poucos anos. E sem aquele lenga-lenga chato e aborrecido que são as chamadas “histórias adultas”. E muito menos aquele humorzinho fácil, senão nem estaria gastando meu tempo escrevendo esse achismo. Impressionante mesmo. Não sabia que podia ser feito isso nem desta forma.

A qualidade gráfica da edição não deixa a desejar – impressa em offset com papel apropriado. Os desenhistas – e eles são muitos, são competentes e percebe-se em todo o projeto um tom profissional e bem planejado. O que é outro destaque da revista. A idéia de misturar desenhistas – mantendo uma certa linha de ilustração, entre páginas apresentadas fora de uma ordem sequencial é fantástica. Contribuem nesta edição Wanderson de Souza, Julio Brilha, Alex Rodrigues, Wagner de Souza, Mário Mancuso, Bira Dantas, Carlos Eduardo com diagramação de Esteves e Rodrigo Priolo.

Queria ter a suavidade e compreensão do mundo que estas meninas possuem ao enfrentar a ‘louca aventura’ da vida.

Para saber mais sobre o trabalho acesse a HQ em Foco – e reclama prá eles lá uma dúzia de páginas de preview (pode dizer que fui eu que pedi). Você vai se surpreender.

*Meninas, já ia esquecendo: ele ainda por cima levou o HQ Mix de Roteirista Revelação.

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Avenida

Avenida #01 e #02 | Março e Julho de 2007 | 32 páginas | 17cm x 25cm | capa colorida e miolo preto & branco

André, Rui e Wellington.

Três amigos. Gostam de quadrinhos e decidem fazer uma revista. O que fazer, como fazer? Qual abordagem?

Acho que fora este o ponto de partida do independente Avenida. Ou ainda como a primeira edição apresenta:

Seja bem-vindo a Avenida. Seria um lugar comum se não fosse os acontecimentos e histórias que o tempo deixou para trás, as pessoas que nela vêm e vão diariamente, os segredos e mistérios guardados atrás de cada parede e em cada esquina.

Há mais de quinze anos atrás, meu irmão – Alexandre, entrou no “ramo de fanzines”. Acabei indo junto. E lá se foram o Informativo Perry Rhodan, (não lembro o nome do meu outro zine, acho que era) Fã Zine e Caos. As coisas eram simples, porém mais trabalhosas na edição de um exemplar. Tinha um doisoitomeia, era tudo na base de redução de xerox e as cópias não ultrapassavam trinta ou cinquenta cópias. Hm. Acho que o IPR passou disso.

Hoje, com a revista independente Avenida, vejo como as coisas mudaram. Mesmo tendo comprado nas últimas semanas mais de dez (apenas dez?) edições independentes, Avenida se destaca também em seu cuidado gráfico. Explica-se: Wellington trabalha no meio da produção gráfica, por mais que ele deva (re)negar isso. Com impressão, papel e design ímpares – Avenida já deixa, de largada, a maioria das edições que se encontra em bancas no chinelo. E pode botar as grandes editoras na lista. Das edições que tenho aqui, é a mais primorosa e requintada no seu acabamento. E isso, senhores, vende.

Sem querer estragar nenhuma surpresa maior, posso adiantar que a proposta da revista é que cada um dos três autores possam contar suas histórias, nos seus próprios estilos, mas que tenham algum entrelaçamento entre suas obras. Achei muito bem sacado e excelentemente resolvido.

Rui Silveira nos apresenta no primeiro número uma introdução da proposta do projeto, em um magestral texto com desenhos muito, muito bem cuidados. No segundo número vem com uma HQ que continua na brincadeira do mote da edição. Achei legal demais. Quando você chega no segundo número você já saca como funciona e é simplesmente divertido e empolgante ler a revista.

Wellington Marçal nos apresenta seu personagem Primo Biu. Os desenhos são muito bons, mas vou ser sincero: não gosto muito de humor. Não sou crítico e apenas exponho neste espaço minha opinião inválida e pessoal. Primo Biu possui excelentes desenhos e uma narrativa rápida e engraçada. Mas no humor eu sou mais daquele sarcástico, politicamente incorreto e mal humorado (ou ainda humor negro, optando chamar desta forma).

André Caliman. Escreve e desenha nos dois números. Virei fã do sr. Caliman. Comprei Quadrinhópole também – ele está lá. Vou falar mais adiante destas edições. Li o Undeadman inteiro (o arco que foi feito ao menos). E estou admirado que como ele escreve bem nas HQs do Avenida, além de seu desenho solto e pessoal. Na minha visão ele consegue se destacar numa edição de primeiro nível que é o Avenida. Apresenta José Silva – uma história em quadrinhos no ritmo policial meio clichezão na medida exata – com direito a suicídios, mortes, máfia, traições e conspirações. Bota f***! Bom demais. Agora… ser história em quadrinhos com final a ser concluído também é f***!

O que me deixa nos nervos é estas histórias com continuação. No fim tive o azar de não conhecer – ou não comprar, o Avenida antes. Mas também sorte porque logo, logo, tem o #3 que poderei adquirir. Agora imagina o pobre leitor que leu a história do José Silva, há um ano atrás e nem sabe o que aconteceu com o coitado. Ele deve odiar profundamente o Caliman por isso. Eu odiaria. Mas entendo que complicaria a proposta e a edição como um todo.

Minha nota não é 10. É 11. Se um leitor não muito acostumado com o quadrinho alternativo, independente, perguntasse qual revista eu indicaria para que começasse a ler este tipo de revista, aconselharia os Avenidas. Fácil.

Então não perca mais tempo.

Se não gostar, pode vir tirar satisfações comigo.

La bouche du monde

Eduardo Pinto Barbier manda a notícia:

Oi Aqui vai o novo artigo que saiu no portal da UNESP sobre a minha revista :

http://www.unesp.br/int_noticia_imgesq.php?artigo=3371&direto=S#

Voici le nouveau article que est sortir dans le site de université publique de São Paulo :
http://www.unesp.br/int_noticia_imgesq.php?artigo=3371&direto=S#

E ainda:

Aqui esta a comunidade da minha revista LA Bouche du Monde!
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30933386

outro site onde vc pode ver coisas da Bouche:
http://www.comicspace.com/la_bouche_du_monde/

Faltou o blog: http://www.labouchedumonde.blogspot.com/

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Café Espacial #2

Revista Café Espacial #02 | 2008 | 60 páginas | 14cm x 21cm | capa colorida e miolo PB

Chegou em minhas mãos o tão aguardado Café Espacial. Tão aguardado porque simplesmente amei o primeiro número. Muito bem feito, muito bem pautado e organizado.

E foi justamente por isto que tomei um susto nesta segunda edição.

Não que ela tenha um conteúdo mal selecionado e nem de longe está desorganizado, pois a Café é apenas independente, não amadora.

Com 60 páginas, este número está 20% maior que o anterior. Mas este crescimento de espaço não fora reservado ao conteúdo referente a HQs. O que aconteceu foi o inverso. No primeiro número foram dedicadas 22 páginas à histórias em quadrinhos o que dá, descontando a capa e contracapa, 50% da edição voltada para a banda desenhada (ora, pois). Nesta edição possuímos 18 páginas de HQ – cerca de 30% da revista.

Se parar para pensar, não há nada de errado nisto. Mas me pergunto o que Sérgio Chaves pensou para tamanha mudança de perfil editorial. Será que ele quis tornar a Café mais aceitável, mais informativa através de seus textos, deixando as HQs em segundo nível de importância? Diria até mais comercial, pois indiscutivelmente revistas (de textos, notícias, artigos) vendem mais do que HQ. Estaria Sérgio Chaves (parece novela mexicana) tentando trazer novos leitores paras as HQs (nacional ou não) utilizando como isca o recurso de uma revista mais textual? Acompanhem os próximos capítulos. Ou não conseguiu colaboradores? Duvido muito disto porque até eu – se tivesse qualidade requerida, gostaria de estar numa revista destas. Talvez o Café Espacial esteja migrando para outro campo: o de informação E HQ, não o de HQ E informação. Sou mais deste último, mas ele não deve se preocupar, pois acredito – olhando qualquer banca, que sou minoria.

Mas vamos ao conteúdo.

O muro de cada um - com um texto introspectivo de Alan Ledo, Eder Saragiotto nos traz uma belíssima arte de uma HQ que tive de ler duas vezes. Tá bom. Três vezes.

Amore lupus – de Bárbara Stracke e Laudo Ferreira. Bárbaro. Apesar de Laudo neste número ter mudado de parceiro para os textos, sua arte continua com vigor e personalidade – até icônica. Daqui uns dias vira um Sr. Colin – este sr. com S maiúsculo; não porque morreu mas porque tenho toda a obra dele que cruzei pela frente. Com um texto competente da sra. Strack achei muito bacana esta HQ. Que o Laudo continue com este tipo e nível de trabalho!

Há ainda os trabalhos em quadrinhos A desmemoriada de Samanta Flôor, A chuva de Mario Cau, e Dorothy de Ebbios. A HQ do senhor Cau dispensa apresentações – de fato, eu já havia lido este trabalho (está online no site do autor) e vocês mesmos podem ver que o sr. Cau é do cauralho (ô trocadilho ruinzinho).

Na antiga revista tiveram textos que não li: sobre as bandas Órfãos do Governo e Biggs – até por isto não comentei a respeito. Não era o tipo que gosto de ler. Adendo: senhores eu leio Scientific American, não leio muita literatura mas me esforço para manter a média de um livro por mês, acompanho uma revista semanal ou outra e ainda assino dois jornais locais para dar um bizu e saber o que anda acontecendo. Ou seja: eu não leio só HQ – mas quando um assunto não me atrai, simplesmente não leio. Surpreendente, não? Hum. Por que porra (sic) estou me justificando? Nesta edição admito que estava meio desanimado a ler suas matérias, mas o fiz até para saber sobre o que se tratam e poder divulgá-las aqui – apesar de não ser meu objetivo escrever aqui nada que não seja HQ, preferencialmente nacional.

Há uma entrevista com Daniel Galera onde afirma que o rótulo webdesigner (projetista web) não existe mais. Estou desrotulado. Um bom conto (quadrinizável) chamado A invenção do fim de Filipe Teixeira e ainda The girl has the taste of paçoca on her lips, de Laudo Ferreira e Dificuldades no relacionamento de Lean Basoli. E para finalizar, do próprio site do Café Espacial “A edição traz também: ilustrações de Lese Pierre; a seção DiaboA4, falando sobre o escritor Lima Barreto e o o mito dos Heróis e Anti-heróis (por Lídia Basoli e Rafael Rodrigues); a seção Mais uma dose (por Talita Prado); a seção Arte revelada, com fotografias de Paula Mello; [...] e na seção Cafeína pura! entrevista com a banda The Dead Rocks (São Carlos/SP), com seu surf music/rock’n’roll alucinante!”

Admito que me senti deslocado – esperava quadrinhos e recebi resenhas, entrevistas, artigos e contos. Sem sombra de dúvida o próximo número irá definir (sem sombra de dúvida o KCT) o perfil da Café Espacial. Talvez o sr. Chaves ainda decida tornar seu Café um lugar de pura experimentação, hora indo prá cá, hora indo prá lá – e novamente, não há nenhum problema nisso. A questão é se ele consegurá manter fiel sua base de leitores. Espero que não demore muito para o terceiro número, que obviamente irei comprar. Mas não gostaria de estar na pele do sr. Chaves tendo tantas opções e escolhas a serem tomadas.

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Enquanto isso, na batcaverna…

  • Já escrevi sobre isto e não gosto de ser repetitivo, mas vocês já leram Brasil com Z e O Homem Morto?
  • Luz, câmera: Avenida! Um mequinhófe da Avenida HQ. Comprei os dois primeiros números no Bodega. Até agora não recebi. Esta semana deve chegar. Tenho que acreditar nisso! Tenho que acreditar nisso! Valeu André Caliman!
  • Você acha que tem humor negro? Nã. Você nem conhece de verdade alguém que tem.
  • Sr. S. me xingou. Disse prá eu parar de chamar de fanzine para começar a chamar de revista. O sr. S. Não está de todo errado, mas ainda não cheguei a um consenso.
  • No caminho tinha um poema
    nunca enquanto eu passarinho
    as pedras atravancam o caminho
    são sempre poemas
    poemas no caminho
    - Boa. Aproveite e tome um café com o sr. Phillipe.
  • O passo-a-passo da Vida de Quadrinhista: passo 1 – o roteiro.
  • O sr. Genaro libera a capa do Suplemento Vaysas.
  • Você conhece o Mário? Masquemario.net? HQs e tiras online.
  • 5.12 China – 11 histórias relativas ao terremoto que matou de chinesinhos, recentemente na China (jura que foi na China?). Não sei se o desenhista é chinês, mas ele mora em Beijing e se chama Coco. Em inglês. Dica do Diego – para olhar a matéria a respeito no Blog dos Quadrinhos que na verdade tirou do Gibizada. E agora está aqui. Agora fiquei confuso. Bom. Algumas histórias bem tristes, outras chegam a ser engraçadas.
  • Falando nisso, que obras de HQ atualmente trabalham sobre a realidade do país ou de sua região? Alguém?
  • Todos sabem que o mundo fanzineiro (tá bom sr. S.), digo, mundo independente sempre foi meio underground. Ou subterrâneo mesmo, como no bom e velho portuguêz. Tu não leu errado.
  • Falando em HQ Mix – o Subterrâneo (fotolog deles) está concorrendo com Publicação Independente de Bolso, aqueles lá estão fazendo propaganda prá um concorrente do Subterrâneo, o fanzine, digo, edição independente Zine Royale (Pô, sr. S. – e agora? Os caras tem zine até no nome!!!).
  • O Laudo e o Omar fora alí, na esquina, no Clube. Esses dois estão em todos os lugares. Devem ter uma RP impressionante.
  • Já escrevi sobre isto e não gosto de ser repetitivo, mas vocês já leram Brasil com Z e O Homem Morto?