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	<title>Histórias em Quadrinhos • DS.art.br &#187; Viva la résistance!</title>
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		<title>Pelo direito de ser amador</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 21:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira dos Santos</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma febre recente que se espalha por orkuts, twitters, blogs e fóruns internet afora é a de falar mal do quadrinho nacional. Até sites especializados começam a destilar um pouco sobre o assunto. É até compreensível. Ultimamente tem havido uma avalanche de publicações nacionais e de sites com seus criadores pedindo por um pouco de atenção. Nada mais nornal que uma reação a isso.</p>
<p>Malham mesmo. Com fervor e sem pudor. Então é o caso de ir às bancas para avaliar se as HQs são tão ruins quanto comentadas.</p>
<p>Epa.</p>
<p>Não existe NENHUMA publicação brasileira (que não seja humor ou infantil) em bancas. Então, peraí&#8230; o que estão tão fervorosamente criticando ?</p>
<p>Fanzines. Ou os atualmente ditos &#8216;independentes&#8217;. Publicações sem âmbitos profissionais e comerciais. Sério. A que ponto chegamos.</p>
<p>Suas justificativas são semelhantes (assim como os insultos gratuitos): o de melhorar o cenário nacional. Que cenário? Sinceramente me pergunto como podem chegar a tal conclusão detonando o trabalho alheio da forma que o fazem. Obviamente é somente para chamar atenção &#8220;me leiam, eu existo&#8221;. Outro ponto engraçado que merece registro é que estes &#8216;criticos&#8217; nunca falam das obras publicadas no Brasil &#8211; os livros de quadrinhos. Provavelmente por medo de ir contra peixe grande, as editoras (normalmente quem critica também quer publicar e não corre o risco de se queimar).</p>
<p>Escrevem de tudo: que seus autores são responsáveis pela inexistência de mercado, que não aceitam críticas, que seus trabalhos são porcos, não buscam aperfeiçoamento, que falta originalidade, que são covardes&#8230; ou seja, tudo o que se esperar de um profissional.</p>
<p>Esclareço: um profissional é aquele que possui ofício rotineiro e é remunerado para isso. Já o amador, faz&#8230; por paixão. Por gostar tanto de HQ que, nas horas vagas (sim, porque ele não ganha um centavo com isso &#8211; ele tem outro emprego para se sustentar), produz seu desenhinho, seus quadrinhos. É um passatempo. Um hobby. Faz quando pode, do melhor jeito que dá.</p>
<p>Mas até disso reclamam: que hoje todo mundo faz quadrinhos no Brasil por hobby. Novamente, nada mais esperado: ninguém ganha porcaria nenhuma fazendo HQ por estas bandas &#8211; esperar o que? Uma enxurrada de trabalhos com qualidade ímpar? Eu fico tão puto com tamanha falta de discernimento (e educação) que até criei um resumão:</p>
<blockquote><p><strong>O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que&#8230;</strong><br />
&#8230;esquecem que os criticados são fanzines!!! Revistas sem finalidades comerciais que não ambicionam mais que a diversão de seus autores! Não vêem diferença alguma numa revista impressa no fundo do quintal com um gibi do Batman!!!</p>
<p><strong>O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que&#8230;</strong><br />
&#8230;esquecem que NÃO EXISTEM revistas profissionais em bancas para serem criticadas! No máximo livros de quadrinhos que objetivam narrativas mais autorais.</p>
<p><strong>O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que&#8230;</strong><br />
&#8230;comparam obras internacionais, bem remuneradas a autores nacionais que jamais são pagos (por editoras!) e que, por isso, não têm como se sustentar de HQ e se aprimorar no ofício dos quadrinhos.</p>
<p><strong>O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que&#8230;</strong><br />
&#8230;pedem qualificação do artista, quando na verdade, são necessários meses/anos de exercício diário para isso &#8211; e para que? Vai trabalhar aonde? Prá ganhar quanto? Por quanto tempo? Vai viver de quê neste período de exercício?</p>
<p><strong>O Brasil é um país tão coitado, mas tão coitado que&#8230;</strong><br />
&#8230;os críticos são OUTROS FANZINEIROS FRUSTRADOS, que possuem um trabalho absolutamente sem relevância como o dos criticados. E que fazem exatamente tudo que falam para não fazerem.</p></blockquote>
<p>Normalmente quem faz curso de desenho, se aperfeiçoa, ambiciona trabalhar no exterior &#8211; raro são os que possuem tempo/grana para isso e ficam por aqui, produzindo seus trabalhos, sem ganhar nada. Por amor. Ou seja: eles não produzem fanzines nem HQs &#8211; fazem desenho, querem viver disso e como ninguém paga nada por aqui, vão trabalhar fora. Estamos num país muito, muito podre &#8211; é natural esta escolha. Acho que alguns leitores de histórias em quadrinhos (hoje, um produto de luxo, para poucos) acham que estão no primeiro mundo, onde todo mundo pode pagar as contas fazendo o que quer.</p>
<p>Claro que todos gostariam de publicar. Todos querem ser elogiados, premiados e reconhecidos. Suas histórias e desenhos são suas paixões. Em que mundo esses detratores vivem? Não no humano, com certeza.</p>
<p>Gosto de jogar futebol nas quartas-feiras, depois do trabalho. Tenho a obrigação de me tornar um profissional por causa disso? Ou parar de jogar com os amigos porque não sou tão bom ou não desejo me tornar um profissional?</p>
<p>Já tiraram qualquer possibilidade de um autor nacional se sustentar com quadrinhos neste país. Não deixe que tirem também o prazer de podermos ao menos brincar um pouco com as HQs.</p>
<p><em>Viva la résistance!</em></p>
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