Não desenhe. Quadrinize*.
Há cinco meses eu cruzei com este conto:
Bedtime Story by Jeffrey Whitmore
“Careful, honey, it’s loaded,” he said, re-entering the bedroom.
Her back rested against the headboard. “This for your wife?”
“No. Too chancy. I’m hiring a professional.”
“How about me?”
He smirked. “Cute. But who’d be dumb enough to hire a lady hit man?”
She wet her lips, sighting along the barrel. “Your wife.”
Tentei fazê-lo desta forma, desta e também desta.
Hoje, de mau humor, decidi fazer e terminar essa porcaria (porcaria o meu trabalho porque o conto é ótimo) da forma que eu podia. Meu tempo já era.
Enfim. Acho que não sou o único que passa por isso – é bastante comum eu encontrar “projetos que mudarão o mundo dos quadrinhos” que não passam de esboços ou maravilhosas ilustrações. HQ que é bom… Eu entendo, eu entendo. Também passo por isso. Mas pensando um pouco se você tem interesse em se divertir contando histórias em quadrinhos (online ou não) o importante é fazer – passar a mensagem. O humor já descobriu isso faz tempo e – mais recentemente, anda levando isso à ponta da faca – quantas webcomics você conhece que são ótimas e desenhadas com palitinhos, usam fotos etc?
A não ser que você intente trabalhar com isso, vá se divertir e pare de desenhar – quadrinize.
Eis a HQ online História de Ninar. espero que se divirta lendo. Eu me diverti fazendo.
*Podia (ou pode) ser quadrinhize. Mas acho feio prá caceta.
A vingança dos derrotados!
Marko Adjaric, do Neorama dos Quadrinhos, mandou um link prá cá – especificamente para este texto. Êba!
Curiosamente, ele associou ao link o seguinte questionamento: colocar suas HQs online piora sua sensação de derrota?
Opa. Ambíguo.
Como um bom e velho telecurso 2000, vamos pensar um pouco. Ou melhor: olhar pro passado e no que temos hoje.
Sou do tempo de fanzines impressos em xerox. Yap. Iniciozinho da década de 90. Era um saco ter um zine. Não pelo zine, mas pela comunicação entre zineiros e interessados. Você pode até não acreditar, mas não existia internet na época. Toda comunicação era muito lenta e o alcance, muito limitado. Não fosse pelo trabalho incansável de Edgard Guimarães (cuja recompensa é impossível, tamanha grandiosidade e generosidade do seu esforço) com o Informativo de Quadrinhos Independentes, acredito que sequer existiria algo.
A saber: o IQI (posteriormente QI) é um fanzine (que existe até hoje) que divulga, gratuitamente, todas as edições (fanzines ou não) recebidas – do país inteiro. Não somente de HQs, vale lembrar. Isso há mais de dez anos. Edgard é o cara entre os caras.
Bom, onde quero chegar é que, na época, um fanzine de sucesso, alcançava uma venda de 50 exemplares (para outros fanzineiros obviamente). Ou seja: seu trabalho tinha um alcance a, no máximo, 300 pessoas. Claro que fanzines, feitos em (grandes) capitais com distribuição local, poderiam alcançar números muito, mas muito, mais expressivos. Mas fora do seu gueto não ‘vendiam’ nada. Comecei com o Informativo Perry Rhodan, junto ao meu irmão Alexandre e (segundo ele) o IPR teve seu ápice com 110 assinantes. Somos do interior do Rio Grande do sul, caso não saibas. Posteriormente tive meu zine de quadrinhos e, segundo me recordo, ele nunca obteve 30 compradores. TRINTA! E era bem bom.
Bom². Com a internet tudo mudou (sério?). A tecnologia chegou e temos hoje ‘revistas independentes’ com excelente acabamento gráfico e impressão de mil exemplares ou mais. Impressionante. Certo que muitas encalham, poucas esgotam e que sua venda é lenta que nem corrida de caramujo. Mas elas existem e crescem a cada dia. Mas interessante é perceber que HQs nacionais ‘profissionais’ (publicadas por editoras que fujam da temática humor/infantil) não possuem uma tiragem com expressividade muito maior. Apesar de estarmos numa ‘explosão’ da HQ nacional, inclusive com reimpressão de títulos (será que isso aconteceu antes nos últimos vinte anos?), as vendas destes livros de quadrinhos ainda é tímida. Mas estamos muito bem, acredito. Como jamais estivemos. A HQB caminha para as livrarias e temos de dar-nos por feliz em estar conquistando um nicho. O primeiro, talvez. Espero que não o último.
Ioqueco? Bom… aonde quero chegar é que publicar HQs na rede é um excelente negócio, se parar para pensar. Seja lá qual for sua finalidade – se divertir, profissionalizar-se etc, HQ online é uma oportunidade ao alcance de todos. Mesmo que você tenha 50 acessos por dia ou mês, comparativamente, você pode até ser mais lido (e conhecido) que muito autor publicado por editora. E um alcance impensável há pouco mais de uma década. O Quarto Mundo publica, religiosamente, uma página de HQ por dia e já deve ter (um chute no escuro – eu não tenho idéia) uns 2.000 visitantes ao dia – senão o dobro disso. Muertos, depois de um ano, já rendeu por aqui mais de duzentos mil visitas, com mais de meio mihão de páginas visitadas. Ou seja: mesmo que apenas 1% sejam visitantes únicos e tenham lido o trabalho, é uma exposição excelente ao seu material. Não é à toa que sites e blogs de HQ pipocam mais e mais a cada dia. E isso é ótimo. Seja na qualidade e finalidade que for. Os ‘melhores’ (que tiverem mais sinergia com o público) se destacarão, com certeza – mas espero que todos se divirtam!
Liçãozinha do dia: webcomics são um bom começo e podem render ótimos negócios. Já que estamos em um excelente momento editorial impresso, você pode aproveitar a rede para se mostrar ao mundo. Se um dia você pretende publicar ‘oficialmente’, não há lugar melhor para experimentar e ver reações dos leitores. Ainda que incerta e cheia de perigos, a rede permite retornos específicos e mensuráveis. E o contato com possíveis/prováveis leitores é muito mais próximo, rápido e barato do que em publicações impressas.
Se você quiser, faça-o sem medo.
Webcomics
- Impressionante o trabalho de Erick Carjes: Entidade.
- Álvaro Áspera, Filipe Alves, Ana Afonso e Joana Hartmann nos trazem um belo discurso sobre a servidão voluntária.
- “Sara Franco não se pode classificar, propriamente, como autora de BD, ela é uma designer que gosta de banda desenhada [...] Desse seu gosto, e do meu desafio, nasceu The Red House Street“
- Aliás – no site Fanzines de Banda Desenhada se encontram bons trabalhos. Gostei muito d’O Gato, de Vidazinha e Hugo Teixeira. Tem também uma gozação sobre o Homem de Aço digno de nota. Hm. Melhor ir lá e fuçar… senão vou acabar linkando todo o site.
- Mauricio Santoro (esse cara tá em todas) e Nemo (…) nos trazem 240. Com direito a storyboard e tudo. Curti tanto o trabalho que fui ver quem era o tal Nemo e descobri (pesquisando no meu próprio site!) que era o Rodrigo Nemo – que já passou por aqui. Fui no site dele e tomei uma baita surpresa! Valeu demais, Rodrigo, de coração!
- Quanta volta, hein? Isso que eu gosto na internet.
- Marcello Quintanilha, através da revista Zé Pereira (que não conhecia, mas vou começar a acompanhar), apresenta Pai Doce, Eu era o fenômeno da minha classe, Batalha de flores e Ave Maria cheia de graça. Nossa. Esse Quintanilha me lembra muito o Gaú. Marcello Gaú sempre me desestimulou a fazer meus quadrinhos.
- Por fim, André Caliman nos trás em uma situação Sem Volta. Tenho impressão de já ter visto os trabalhos deste sr. Caliman. Devem ter sido por estas avenidas vida afora.
HQs Brasileiras
Surge todo dia um site com tirinhas, cartuns e assemelhados… Mas e histórias em quadrinhos? Onde está o autor nacional? Sempre disse: webcomics é fria. O que tenho visto de novo ou atualizado por aí (se souberem de alguma outra HQ online brasileira, avisem, por favor):
- Se você cansou de todo dia vir aqui e não ter página de HQ nova, seus problemas acabaram: Gibi do Soldado. Sempre tem uma às segundas-feiras – sem erro.
- Celso Expulso também é outro quadrinho que será (está tentando, segundo o compadre Alex Genaro – e entendo bem disso) publicado toda segunda-feira.
- Epaminondas. Aqui e aqui.
- Rafael Miguelez e suas aventuras (que diabos isso tem a ver com quadrinhos???)
- Nem sempre concordo (ou entendo) o ponto de vista de Carlos Ferreira. Mas achei impressionante seu trabalho em Menina Morango.
- Miau!!
- Defensora. De Alan Yango, Alex Barros, com letras de Emmanuel Thomaz. Segundo o escritor, em fevereiro haverá mais desta personagem.
- Monstrologia.
- Enquanto o Exploradores do Desconhecido empacou (mas tem o e-book), o Homem Morto continua vivo. Lento. Mas vivo. Ou morto. Agora me confundi.
- Falando no cara, Gian Danton lançou um livro: Roteiro Para Histórias em Quadrinhos. Até agora não comprei. Não sei se vou comprar… não sou escritor. Podia ter uma prévia no site da editora…
- Diário de um casal.
- Subversos #3 para download.
- Depois deste post, nunca mais comento ou passo link de lugar nenhum. Você deveria fazer o mesmo.
Ou não.
Quadrinhos dominicais
- Se não puder vencê-los, confunda-os. Mais uma tira dos senhores A. Moraes e J. Okada.
- Ontem falei com Jesus. Novamente. Tenho que parar com isso. Não tenho mais idade prá ter amigo imaginário.
- Graças a esta nova lei, você não anda mais dirigindo? Seus problemas acabaram! Quadrinhos do senhor Dario Velasco.
- Jesus – aquele maldito materialista capitalista de direita sem vergonha, me forçou a comprar A Casa ao Lado.
- Quem diria… HQs do Sinfest em português!
- Tá bom. Jesus não me obrigou a nada. Se bem que sempre tenta me enfiar goela a baixo algum gibi de heróis. Mas fujo que nem o diabo da cruz.
- - Para onde foram todos? O que aconteceu com o Mundo?
- Foi cancelado!
- O quê?
- A audiência estava muito baixa e os produtores resolveram cancelá-lo.
- Cancelaram o Mundo?
- Pois é, acontece!
- E quem é você?
- O Autor, muito prazer. - Tinha tudo prá não gostar da Casa ao Lado. Não, não quero me mudar – estou falando do gibi! Com desenhos cômicos e tals. Cara… beeeem bacana a história em quadrinhos! Do sr. Diogo Cesar e Pablo Mayer. Vale cada centavo. Compra logo a sua, cabeção! Diga-se de passagem, aquele era o acabamento que queria dar em 10 Centavos. Capa com plastificação fosca, couché fosco no miolo… Não rolou… Quem sabe quando terminar a webcomics Muertos…
Histórias em Quadrinhos
Segunda-feira. Meia noite e um. Mas sem papo furado de levar sua alma. Na verdade venho trazer mais uma página da HQ online gratuita Muertos, atualizada sempre às segundas. Esta última semana foi uma correria e não tive tempo prá muita coisa. Tive que ler umas cinco mil mensagens vindas de outro mundo… Mas os quadrinhos cacaredos da próxima quarta-feira estão garantidos, e mais um ou outro achismo brabeza dos meus. Quero ver se faço alguma postagem surpresa (oh, que surpresa…) da webcomics Muertos no decorrer desta semana. Vamos ver.
De fato sou conhecido pelo meu ódio a segundas-feiras. Aindassim desejo a todos um excelente início de semana!
Décima terceira página de Muertos
Levaram 13 páginas para o personagem falar alguma coisa. Muito apropriado.
Quarta-feira mais um conto em quadrinhos inteiro para leitura online. A webcomics Muertos só na próxima segunda-feira… ou antes.
Mais um post com título ruim
- Aqueles lá estão publicando Undeadman. Página por página. O pessoal do Quadrinhópole disponibilizou a HQ inteira, numa tacada só, aqui.
- Inclusive o Quarto Mundo avisou neste post que “no blog é publicado todos os dias novas páginas de histórias em quadrinhos, não só dos próprios integrantes do Quarto Mundo, mas também de qualquer um que quiser colaborar com suas HQ’s.” Aproveite e envie seu trabalho prá lá, pois não é todo dia que qualquer um participa com o que quiser daquele Mundo.
- Tenho que parar de incomodar o 4º Mundo… daqui a pouco começo a receber ameaças. Dias destes Leonardo Melo perguntou se não era eu o mala que perseguia o seleto grupo. Ou alguma coisa assim. Desconversei. É interessante que – não sendo integrante, devo ser o mala que mais divulga esse pessoal. É esquisito, convenhamos.
- Antes que eu esqueça. Você também pode enviar conteúdo prá cá que estou sempre aberto a exposição de novidades e materiais. Só entrar em contato.
- Já que não posso divulgar meus links patrocinados e ninguém tem a alma caridosa de me auxiliar a manter este blog/site, vou fazer a outra propaganda: entrei no Top 100 Webcomics Brasil. Prá quem está acompanhando este site ou Muertos e está (minimamente) gostando, podia dar um votinho prá ieu lá. Devo estar em último lugar, na última página.
- Falando em ajudar, mandei spam prá meio mundo – prá ver se entravam em contato e me davam um ou outro linkezinho. Tive muitas respostas de e-mail, mas acho que fui mais linkado por gente que não é da área de quadrinhos – como o próprio Omedi, que pelo ditos produtores independentes. Ô gente marvada. Vou derrubar o link de todo mundo daqui! Huehuehue. Esse pessoal não se ajuda? Ninguém aí?
- Nem o Bigorna fez um adendinho nem o Quadrinho.com com uma notinha de Muertos… Vou começar a xingar eles através deste blog. Funcionou com o Jerônimo e sua diputa pelo morto, no Bigorna.net e Neorama ao menos… Obrigado pelos contatos, pessoal! Aos que me linkaram e divulgaram, meus mais sinceros agradecimentos.
- Walter Feijó – o cara do Armagem. Hoje é sexta. Espero que não furem com as atualizações das belas webcomics O Homem Morto e Brazil com Z.
- Beltrano. Prato cheio prá que curte cartum. Em PDF – 18 páginas.
- Comprei o Garagem Hermética #1 e o Cão #0. Foi meio no escuro. Essa gente não coloca prévias das revistas nos sites delas… você até acha uma ou outra préviazinha fuçando um pouco. Mas é confuso e trabalhoso. Eu achei ao menos.
- Um exemplo é a Serpente e a Borboleta. Penei prá achar umas páginas online do trabalho. No próprio blog do autor – Marlon Tenório, possui excelentes histórias em quadrinhos online (que não ampliam para leitura), mas da dita cuja edição…
- Bota f*** este trabalho do sr. Sobreiro e Filho. Em ingreis.
- O Jr. – aquele meu amigo imaginário que sempre falo aqui no blógue, mandou links depois que falei mal dele:
- O Jr. realmente precisa assinar o Neorama. Ou não. Eu assinei e faz mais uma semana que não recebo. Deve ser um complô.
- Vou postar HOJE outra página de Muertos. E segunda mais uma.
Mais uma página da HQ online Muertos
Sério. Tá lá. Mais uma página da webcomics Muertos. Na próxima segunda-feira tem outra página nova. Lembrando que às quartas-feiras tem sempre uma história em quadrinhos gratuita, inteirinha, para leitura online – das velharias. Havendo frequência no envio de textos por parte de vocês, posso começar também a programar um dia específico para publicação de contos. O que vocês acham? É com vocês. É só entrar em contato.
Últimas e e-mails jamais respondidos
- Recebi minha encomenda do #1 e 2 da revista de quadrinhos Alexandria. E também A História do Arroz (?). Chegou em três dias após pagamento – bem bom. Depois de ler, exponho o que achei.
- A Samara Oliveira possui um blog voltado para cultura, especialmente literatura. Como curte HQ, teve a bondade de colocar meu recado lá, divulgando este site. Faça como a senhorita Samara: ajude-me a divulgar este espaço – ele é seu também, pois estou aberto a conteúdos e sugestões. Obrigado Samara.
- Vê como é a vida. Cruzei com o site do Brandino. Ele não me conhece, mas eu sim pois tenho este trabalho dele, este, este e este. E ainda por cima linkei a história dele – Irmãos de Sangue, aqui. Saiba um pouco mais sobre o Brandino.
- Falando em conteúdo, estou abrindo uma nova seção: Contos. A estréia de conteúdo é de Michael Kiss. Ainda volto a falar deste rapaz.
Atualizado em 20/08/2008: estou mudando o perfil do site… e a seção Contos não “vingou”, então optei por excluí-la. - Anita Costa Prado enviou – há mais de um ano atrás, um convite para participar do Livro da Tribo. Não participei. Lembro que na época o site da Tribo não funcionava em Firefox. Hoje há uma extensão para instalar que faz o site funcionar. Ela também escreveu que gostou de 10 Centavos. Mas não gosta de cigarros. Eu também não gosto, Anita. Parabéns pelo AA e obrigado pelas gentis palavras.
- Esse tipo de pintura me agrada. Simples e suave. Fez rapidinho e, como escreveu, Photoshop é bem légal : )
- Aqui no sul usam a expressão “na capa da gaita”.
- HQs online gratuitas para baixar – cortesia do Quadrinhópole. Comprei uns número na loja deles. Vamos ver o que acontece.
- Procurando roteiros prá uma HQ? E o cara gosta de Dream Theater ainda por cima!
- Falando em webcomics, cês viram que postei hoje Save the Wolves?
- Ainda não recebi meu #45 do Prismarte. Nem me explicaram porque não recebi (veio só o #36 que comprei junto com o #45). Mas recebi junto ao Prismarte que veio, o Informativo do Quarto Mundo impresso. O digital postei aqui.














